quinta-feira, 14 de março de 2019

Antonio Brito é eleito presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara


O deputado federal Antonio Brito (PSD/BA) foi eleito, nesta terça-feira (13), presidente da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara, que tem a função de debater e aprovar posicionamentos em projetos de lei sobre as políticas públicas da saúde, assistência social, previdência social e temas ligados a Família. O colegiado, que é composto 104 parlamentares, sendo 52 titulares e 52 suplentes, é o segundo maior da Câmara Federal. Esta é a segunda vez em que Antonio Brito assume a presidência da CSSF. O parlamentar já havia presidido o colegiado no período de 2015/2016. Além da Comissão de Seguridade Social e Família, Antonio Brito preside a Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas e o Grupo Parlamentar Brasil-Portugal. (Ascom Deputado Federal Antônio Brito)

quarta-feira, 13 de março de 2019

PLANTAS NATURAIS


Vende-se plantas naturais, coqueiros, adulbos,
 pintura em quadros, biscuit, peddras ornamentais,
 restauração em geral.

NALVINHA

 Rua filó Gaurão, 239 - Alto do Funil - Tel: (073) 3525-2204  
Jequié - Bahia.

ADJ Meu Time - Minha Paixão

A imagem pode conter: texto

ADJ Meu Time - Minha Paixão

💙💛

ADJ x Bahia



Domingo é mais uma decisão e a gente conta com a presença dessa torcida apaixonada para juntos alcançarmos nosso objetivo, que é a nossa permanecia na elite do Campeonato Baiano.

*Ingresso: R$ 20,00*
*A venda dos ingressos acontecerá no domingo, 17 de março, a partir das 09h, na bilheteria do Estádio Waldomiro Borges.*
Vem com a gente! Pra cima deles, ADJ!
*Aqui é ADJ!

Colégios públicos de Jequié participarão do Programa Saúde na Escola

O Programa Saúde na Escola (PSE) conseguiu a adesão de 100% dos municípios da Bahia, divulgou a Secretaria da Educação do Estado (SEC). O programa, que tem a duração de 24 meses, e segundo a secretária tem como objetivo: a promoção de atividades físicas, prevenção ao uso de drogas, promoção e avaliação de saúde búcal e aplicação tópica de flúor, verificação e atualização da situação vacinal; promoção de alimentação saudável e prevenção a obesidade infantil; promoção da saúde auditiva; promoção da saúde ocular, entre outras práticas voltadas para a saúde dos estudantes. As escolas estaduais, municipais e federais de Jequié estão inclusas no programa. (Jequié Repórter)

terça-feira, 12 de março de 2019

Petrônio, visita Ilustre.

Petrônio, jogador do Flamengo, time amador de Jequié e da Seleção campeã do Campeonato Intermunicipal de 1969.

Neste final de semana, Patrônio, jogador da Seleção de Jequié, campeã do Campeonato Intermunicipal de 1969, que atualmente mora em Salvador, visitou a sua querida terra. Acompanhado de seu amigo Welliton Saback e da sua amada Linda Nogueira, o jogador da década de 70, realizou uma verdadeira maratona para cumprir a sua agenda na Terra do Sol. Esteve na residência de vários amigos queridos e em alguns pontos turísticos de Jequié. Nesta manhã (12/03), antes de rever outros amigos e retornar para a capital, visitou também todas as dependências do Museu Histórico de Jequié, especialmente a sala, onde acontece a exposição "ADJ A TRAJETÓRIA DE UMA PAIXÃO", acompanhado de Welliton, Saback, Charles Meira e Antônio Varjão.


Petrônio e o museólogo Antônio Varjão.
Welliton, amigo de infância de Petrônio.

Welliton, Charles Meira, Petrônio e Antônio Varjão.
Petrônio visitando a exposição "ADJ A TRAJETÓRIA DE UMA PAIXÃO".
Welliton Saback, amigo de Petrônio.

Prefeitura de Jequié apresentará balanço de ações da Secretaria de Cultura e Turismo

Prefeitura de Jequié apresentará balanço de ações da Secretaria de Cultura e TurismoCom o objetivo de compartilhar com a sociedade civil informações públicas acerca das ações executadas, em 2018, pela Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Cultura e Turismo, assim como apresentar o plano de ações para possível execução, neste ano de 2019, serão realizadas, na Casa da Cultura Pacífico Ribeiro, localizada no Centro da cidade, duas audiências públicas, nos dias 19 e 20 de março, sempre a partir das 18h.

A mesma iniciativa foi realizada, também, em março de 2018, quando foi possível apresentar à sociedade o resumo das atividades executadas em 2017, primeiro ano do governo do prefeito de Jequié, Sérgio da Gameleira. Desta vez, repetindo o ato público que amplia a transparência na gestão municipal, a Secretaria de Cultura e Turismo pretende apresentar o detalhamento do que foi realizado em 2018, além de colher sugestões de artistas, com vistas à possível e eventual implementação, em 2019, pautado na disponibilidade financeira do município.

De acordo com o texto da Lei Orçamentária Anual (LOA), nº 2.080, datada de 26 de dezembro de 2018, apreciada e aprovada pela Câmara Municipal de Jequié, que trata sobre o orçamento da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o órgão está autorizado a ordenar despesas até o limite de R$ 4.938.000,00 reais (quatro milhões, novecentos e trinta e oito mil reais), no caso de haver disponibilidade financeira da chamada ‘fonte 00’, cujos recursos têm origem na arrecadação própria do município.

Dada a crise, que tem afetado de forma severa todos os municípios brasileiros, a Secretaria de Cultura e Turismo deverá implementar ações estritamente prioritárias, mediante sinalização prévia da Secretaria da Fazenda, quanto aos recursos a serem, efetivamente, disponibilizado para a pasta neste ano.

De acordo com o secretário de Cultura e Turismo, Alysson Andrade, o programa para possível execução em 2019 está pronto desde o mês de janeiro havendo, ainda, espaços para sugestões, considerando que ainda será discutido com a sociedade civil, para colher as colaborações mais pertinentes e, obviamente, executáveis. (Junior Mascote)

MP RECOMENTA A INTERDIÇÃO DO ‘PAVILHÃO DAS CARNES’ DO MERCADÃO VICENTE GRILO

Mercadão Vicente Grilo precisa de reforma urgente. Imagem: Souza Andrade
O Ministério Público estadual, por meio do promotor de Justiça, Maurício Foltz Cavalcanti, recomendou que a Prefeitura Municipal de Jequié proíba todo e qualquer comércio de carne no Centro de Abastecimento Vicente Grillo (Ceavig) e interdite o local até que ele seja reformado. Segundo o promotor de Justiça, o Ceavig não tem as condições higiênicas e sanitárias necessárias para um bom funcionamento. “A comercialização de carnes no centro expõe a saúde dos consumidores a uma série de riscos, inclusive risco de vida”, afirmou Maurício Foltz, de acordo com o site do órgão.
O promotor recomendou que a Prefeitura só permita o funcionamento do Ceavig, ou de qualquer outro estabelecimento onde funcione açougue, mediante o cadastramento e a obtenção de todos os alvarás sanitários exigidos pelas normas sanitárias federais. O MP recomendou ainda que a Vigilância Sanitária Municipal exerça permanentemente a fiscalização do abate e comercialização de todos os produtos de origem animal e que interdite os estabelecimentos que não atendam a legislação, devendo ainda apreender as carnes e produtos de origem animal que não possuam comprovação de procedência lícita e armazenamento adequado. (Jequié e Região)

Antonio Brito volta a comentar possibilidade de disputar prefeitura em 2020

Deputado Antonio Brito em recente entrevista à Rádio Povo FM em Jequié
O deputado federal Antonio Brito (PSD) afirmou em entrevista ao programa “Política Na Mesa”, da Rádio Câmara Salvador, que está sim cogitando uma candidatura a prefeito. Só não sabe se será em 2020 e nem em qual cidade: Salvador ou Jequié. O parlamentar fez uma análise do cenário. “O meu time está hoje em Jequié. Eu tinha de fato a [possibilidade de] ser candidato a prefeito de Jequié. É uma cidade histórica e já deu três governadores para a Bahia: César Borges, Lomanto Jr e Aurélio Viana. […] É uma cidade que tem uma demanda importante. Eu nasci em Salvador, moro em Salvador. Minha mulher é que é da região de Jequié”, destaca. Brito destaca que, muitas vezes, a população vê o parlamentar como um integrante do Executivo. “Estou próximo a Jequié, vendo o problema dos idosos. Quando estou aqui [Salvador], vejo as encostas. Estou explicando como as pessoas veem o simbolismo de prefeito. O prefeito tem que estar presente. Se eu estou presente, é porque eu gosto do Executivo. E se eu gosto do Executivo, é porque as coisas vão acabar acontecendo algum dia. Eu não sei se vou ser candidato”.
Antonio Brito  afirmou ainda que, para ser candidato, é preciso articular. “Vou conversar o senador Otto Alencar. Preciso conversar com outros agentes do nosso grupo do governador Rui Costa”, destaca Brito, que ainda mantém o título de eleitor em Jequié. Ele afirma que, se não for candidato, continuará com o trabalho de cuidar das Santas Casas. Brito afirmou que a estratégia de todos os partidos lançarem nomes para as majoritárias só será analisada como positiva ou negativa após as eleições. “Essa dúvida só vamos saber depois da eleição”, avalia. “Hoje a preocupação é fortalecer as proporcionais, porque é ali que surge o cabo eleitoral para fortalecer o partido e o candidato da majoritária. (Jequié Repórter)

segunda-feira, 11 de março de 2019

Em desabafo, presidente do Jequié lamenta situação no Baiano e mira duelo com Bahia

Em desabafo, presidente do Jequié lamenta situação no Baiano e mira duelo com Bahia
Foto: Leandro Aragão / Bahia Notícias
O presidente do Jequié, o deputado federal Leur Lomanto Júnior (DEM) fez um desabafo sobre a situação da equipe no Campeonato Baiano. Jipão perdeu do Jacuipense por 2 a 1, no Valfredão, no último domingo (10) e corre o risco de rebaixamento no estadual. A equipe ocupa a nona colocação com sete pontos, dois a mais do que o Jacobina, em décimo, na zona da degola.
"Tudo, mas tudo que dependeu de mim em relação a estrutura, pagamentos em dia, estrutura de viagens, Bicho etc... Foi feito, tenho minha consciência tranquila com relação a isso. Todas as dificuldades que tivemos procurei ter o máximo de agilidade pra resolver. Mas futebol é resultado e eles não apareceram. Campeonato curto apenas quatro jogos em casa, não soubemos aproveitar.  Vamos ter fé e apoiar nosso time até o fim, futebol é 11 contra 11", afirmou no comunicado.
Na última rodada, o Jequié terá um duro desafio pela frente. No próximo domingo (17), a partir das 16h, no Waldomiro Borges, o Jipão decide a vida na elite do futebol baiano contra o Bahia, que também precisa vencer para tentar evitar o vexame de ser eliminado na primeira fase. O Tricolor é o quinto colocado com 12 pontos, um a menos do que o Atlético de Alagoinhas, que está no G-4 na quarta posição.
"Dar ânimo aos nossos jogadores, oportunidade de jogar um jogo decisivo, todos os olhares estarão voltados para o Waldomirão. Quero dizer a todos vocês torcedores apaixonados como eu sou", disse Leur Lomanto Júnior. "Domingo que vem a essa hora com fé em Deus continuaremos na 1ª divisão. Vejo alguns sempre questionando de quem é a culpa. Assumo a responsabilidade pois eu sou o Presidente e o comandante maior pelo clube", finalizou. (Bahia Notícias)

Inscrições para concurso de Auditor Fiscal do estado começam nesta segunda (11)

Começa nesta segunda-feira (11), as inscrições para o concurso público de auditor fiscal, promovido pelas Secretarias da Administração da Bahia (Saeb) e da Fazenda (Sefaz). Serão 60 vagas e salários de até R$ 9.459,45.
O concurso abrange profissionais com formação superior em Administração, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Direito, Engenharia, Informática, Sistemas de Informação, Ciência da Computação ou Processamento de Dados – desde que as graduações possuam reconhecimento do Ministério da Educação (MEC).
Os interessados devem fazer a inscrição pelo site da Fundação Carlos Chagas (FCC) até às 14h do dia 5 de abril. A taxa de inscrição é de R$ 170. (Jequié Repórter)

O Fantasma de Iguatemi.

                           J. B. Pessoa
                                                                                        
Meus amigos!... Como já tive a ocasião de dizer pra vocês, acontece cada coisa na vida de um cidadão que até o diabo duvida! Tenho sempre a tendência de acreditar nas estórias que me contam, porque, não tenho nenhuma certeza, se as coisas que me aconteceram foram verdadeiras ou produto da minha imaginação. O caso da moça do algodão de seda me deixou bastante encafifado! Teve gente que andou dizendo que sou mentiroso ou que fiquei de “miolo mole”. Eu só queria saber quem foi o “cabra” que disse isso, porque que eu pegaria o moleque e o amarraria dentro de uma casa mal assombrada, em noite de lua cheia pra ele ver o que é bom pra tosse.
Muito tempo atrás, bem antes do Caso do Algodão de Seda, quando eu ainda morava em Iguatemi, no município de Livramento do Brumado começou a aparecer na vila um fantasma assombrando todo mundo! Ninguém queria sair à noite, pois a tal visagem rondava a noite toda, gemendo e dizendo palavras que ninguém entendia. Todo mundo tratou-se de ficar quieto, dentro de casa, pois, se existe uma coisa que o catingueiro tem medo, é de alma penada!
Certo dia, pela manhã, cansadas da falta de coragem de seus concidadãos, um grupo de moças, aconselhadas por alguém, foi atrás de Golino da Lagoa Grande, o famoso caçador de onças. Esse sim: era um “cabra” valente que não tinha medo de assombração, boi brabo, capeta ou mulher feia e diziam que ele já tinha botado pra correr muito lobisomem tinhoso! Porém na ocasião, o meu compadre Golino não se encontrava na região, tinha viajado para Vitória da Conquista a negócios. “O que fazer então?” perguntavam as moças na procura de uma solução. Foi aí que um capadócio, querendo aparecer e mangar de certa pessoa sugeriu às moças que procurasse o companheiro de Golino das grandes caçadas, um “cabra aretado”, muito valente, que também não tinha medo de nada! Meus amigos! Vocês sabem quem era esse caçador arrojado, camarada de Golino? Não? Pois bem: é esse capiau aqui, que está proseando com vocês!... Seu moço! Quando vi aquele bocado de moças bonitas, todas fidalgas, não tive como dizer não. Principalmente quando uma delas, uma menina de doze anos, que mais tarde os anjos me dariam como esposa e mãe dos meus filhos, me implorou: “Manoel! Essa visagem não está deixando ninguém dormir, Vê se você pode fazer alguma coisa”. Ergui o peito, fiz uma pose de macho corajoso e disse para as moças que podiam contar comigo. Elas foram embora me agradecendo antecipadamente. Seu Moço, aqui pra nós: eu não tive outro remédio senão concordar com aquilo, pois não sou nenhum besta de passar por medroso diante de moças tão finas e bonitas como aquelas e, além disso, fiquei sabendo que o tal mequetrefe, que me botou naquela fria, tinha inveja do sucesso que eu fazia entre a moçada daquele tempo.
Fui para minha venda, bastante preocupado com essa responsabilidade. Como já disse antes: não sou nenhum mofino, mas valentia nunca foi uma das minhas qualidades, principalmente quando se trata de coisas do além. Comecei a matutar uma maneira decente de sair daquela enrascada. Nunca acreditei em fantasmas, mas, pelo sim ou pelo não, não queria me arriscar, pois muita gente boa jurou que já viu. Então me lembrei do meu velho tio avô, chamado de João Velho, que tinha fama de mandingueiro e fui pedir sua ajuda. Selei meu cavalo e rumei
para um lugar chamado de Olho D’água, onde era a sua morada. Lá chegando, o velho me deu um forte abraço, trouxe uma cabaça cheia de destilada, tomamos uns tragos e ficamos proseando por um bom tempo. Quando lhe falei do meu dilema ele riu bastante e disse: “Meu filho, você não precisa se preocupar com isso! Alma penada não faz mal a ninguém!... Ela geralmente quer ajuda e poucas são as pessoas que tem o poder de ver e falar com alguma!” Depois pensou um pouco e disse: “Vá ver que é algum capadócio querendo mangar com o pessoal da vila.” Depois de conversar bastante com o velho e ouvir suas opiniões, me despedi dele e, acatando o seu conselho, fui à busca de uma velha cafuza chamada Luzia Curandeira, que era “mãe de santo”. Lá chegando me apresentei e, em poucas palavras, lhe fiz ciente do meu problema. “Se a vexe não, meu branco! O que a visagem precisa e de uma boa reza!” Dizendo tudo o que ia fazer, ela ficou de encontrar comigo na vila, ao cair da tarde daquele mesmo dia. Fiquei bastante aliviado, pois não estava mais sozinho naquela empreitada. Montei em meu cavalo e chegando à vila numa só galopada, fui direto para minha venda. O boato que eu tinha me comprometido com as moças na inusitada aventura, se espalhou por toda a parte e todo mundo comentava que eu ia botar um fantasma pra correr. O tal capadócio dizia pra todo o mundo, que eu era um poltrão, só tinha tamanho e que eu ia me borrar de medo na hora do confronto. Fiquei fulo da vida e quis partir para dar um corretivo no sujeito. Meu grande amigo Tião de Maria Rita tomou as minhas dores e foi atrás do mequetrefe que, quando soube da encrenca que estava se metendo, pulou em cima de seu cavalo e saiu em disparada; pois não era besta de se meter com um homem de valentia comprovada.
O sol estava se pondo quando Mãe Luzia chegou à vila e foi direto para minha venda. Estava vestida com seus trajes religiosos, pois pertencia a um tipo de candomblé, misto do africano e caboclo. Ela tirou do seu embornal umas peças estranhas que eram necessárias aos seus afazeres. Portava, também, uma cabaça com água de cheiro e um ramo de folhas verdes. Colocou tudo em cima do balcão e se preparou para receber aquela entidade sofredora. Lá pelas sete horas da noite, já não se via mais ninguém pelas ruas, pois todo mundo havia se recolhido em seus cantos. Peguei o meu revolver, carreguei o tambor com as seis balas, calibre 38 e guardei no bolso interno do meu paletó. Eu suava bastante, pois estava muito nervoso, embora confiante pela presença da curandeira. “Precisa disso não, meu filho! Pra que esse medo todo? Se devera tiver por aqui alguma uma alma penada, o que ela precisa é de caridade!” disse ela, sorrindo, diante do meu temor. Depois balançando a cabeça completou: “mercê precisa ter medo é dos vivos”! Depois sentando em uma cadeira que ofereci, ela olhou para uma pequena vitrina, onde estavam alguns bolos, queijos e doces, disse caçoando dela mesma: “O que essa velha aqui ta precisando é de um bom cafezinho e um pedaço daquele vistoso requeijão, ali!”. Eu já estava com uma chocolateira fervendo no fogo, tratei de coar um forte café e, colocando em um bule a servi, acompanhado de uma bandeja com fatias de queijos e requeijão e com alguns beijus e chimangos, que a velha devorou em poucos minutos. Tomei uma soberba tigela de café e depois de picar uma boa quantidade de fumo, fiz um grosso cigarro de palha e ofereci o restante a ela. Mãe Luzia, assim como ela era tratada pelos mais íntimos, colocou o fumo picado em seu cachimbo de barro e ficamos fumando por um bom tempo, proseando sobres as vicissitudes da vida. As horas foram passando sem que eu percebesse, pois a velha
tinha uma prosa boa. Em nenhum momento ela se referia ao seu trabalho e os casos que ela contava eram sobre pessoas que foram vitoriosas, graças às suas persistências e habilidades. Alguns casos eram engraçados e dávamos boas gargalhadas. O relógio de parede que eu tinha em meu estabelecimento badalou doze vezes, anunciando a meia noite. Estávamos tão entretidos em nossas conversas que não sentimos o tempo passar. Seu Moço! Meu compadre! Camaradas aqui presentes! De repente, do meio do nada, ouvimos um grito horripilante, misto de dor e medo, que gelou a minha alma! A velha ergueu-se calmamente e foi ao balcão, pegou suas coisas e acendeu uma vela. Olhou para mim, muito séria e disse impassivelmente: “Está na hora meu filho! Vamos ver o que essa alma infeliz quer da gente”! Seu moço! Meus amigos! O meu coração batia tanto, parecendo que ia sair pela boca. Coloquei num copo uma boa talagada da branquinha e enfiei goela adentro! Alisei a parte esquerda do meu paletó, certificando que minha arma continuava no bolso. Respirei forte e saímos à rua na procura do fantasma.
Era noite de lua cheia, com uma claridade especial parecendo está de dia. Se não fosse pelo sinistro acontecimento os boêmios do lugar estariam fazendo serenatas naquele final de semana. Seguimos em direção de onde parecia ter vindo o terrível grito. A velha ia rezando, fazendo o sinal da cruz com o ramo de folhas verdes em uma mão enquanto levava a vela acesa na outra. Eu ia com a cabaça de água de cheiro pronto pra jogar na alma penada, conforme determinação da mãe de santo. De repente, uma nuvem escura encobriu a lua quando estávamos na praça da igreja e um vento frio surgiu, simultaneamente, apagando a vela. Nesse momento apareceu em cima de um telhado, uma figura macabra, envolvida numa coisa branca, que berrou com uma voz cavernosa: “EU VIM AQUI PRÁ LEVAR O NENÉM”. Seu moço! Quando vi aquele maldito fantasma no telhado da casa de minha prima, no momento em que ela se encontrava de resguardo, pelo nascimento de seu primogênito, não pensei duas vezes: Com um misto de raiva e medo, saquei o meu revolver e disparei uns tiros contra o maligno que assombrava os meus parentes. Subitamente o fantasma despiu de seu manto branco, ergueu as mãos e gritou: “Pelo amor de Deus, Manoel, não atire!... É Cidinha!... Cidinha do Santo Inácio!... Isso aqui é apenas uma brincadeira e não tenho a intenção de fazer nenhum mal!” Fiquei boquiaberto, com o revolver fumegando na mão, sem entender o que estava a acontecer, enquanto a velha ordenava a moça, que descesse do telhado, dizendo bastante zangada: “Cruz, credo! Onde já se viu uma coisa dessas! Tá pensando que a gente não tem o que fazer? Mercê tá precisando receber uma dúzia de “bolos”, pra aprender a respeitar os mais velhos“! A moça, tremendo de medo, desceu do telhado por uma escada escondida no oitão da casa, que ficava às escuras. Nesse mesmo instante, nos arredores de onde estavam ocorrendo àquela cena, às pessoas acendiam as luzes de suas casas, aparecendo nas janelas, interessadas nos acontecimentos. Não demorou muito e o lugar estava repleto de curiosos. Algumas mulheres se sentiam injuriadas com a falta de respeito daquela moça atrevida e quiseram dar uma sova na garota. Imediatamente rapaziada local protestou, defendendo a moça. Afinal, tratava-se apenas de uma peraltice juvenil e Maria Aparecida de Jesus Pereira, de 20 anos, conhecida como Cidinha, era a cabocla mais bonita da região. Eu estava ainda atordoado com tudo aquilo, pois a moça, além de ser minha amiga, era afilhada de meu pai. Eu tinha escapado, por pouco, de levar uma morte nas costas e aquela horripilante idéia remoia meus
pensamentos. O bate-boca estava generalizado, com os prós e contras, quando, de súbito, Mãe Luzia gritou furiosa: “Vão pra suas tocas seus bandos de mofinos! Na hora do pega-pra-capar todo mundo estava escondido debaixo de suas camas e agora querem dar opinião! E as donas tratem logo de dar o fora, senão eu jogo um pó de pemba, que vai deixar todo mundo de caganeira por uma semana”. No mesmo instante a praça ficou vazia, pois ninguém era besta de encarar uma mandingueira da fama de Mãe Luzia. Em seguida levamos a moça para minha venda, que ainda choramingava pelo susto recebido. Mãe Luzia fez um chá de erva cidreira que Cidinha tomou enquanto ouvia os sermões da velha, a qual ralhava e ao mesmo tempo aconselhava numa postura quase maternal. Ficamos sabendo que a treita de Cidinha era apenas para assustar a mãe do neném, objeto do desafeto da moça, pois ela tinha sido xodó do marido da minha prima e não se conformava em ser descartada pelo rapaz. Logo após o nascimento do menino, Cidinha foi aconselhada pelo tal capadócio, que atendia pelo nome de Luis Weisderland Amorim e, com a cumplicidade dele, armou toda aquela molecagem. Ela se vingaria da rival e eu seria “avacalhado” como um cabra medroso. O filho da mãe era, por sinal, um parente das moças que me pediu ajuda. Esse mequetrefe foi o sujeito mais pernóstico, arrogante e metido a besta que conheci na vida.
O dia amanheceu esplendoroso e os acontecimentos da noite anterior foram bastante comentados naquele domingo ensolarado. No dia seguinte, dia da feira semanal da vila, não deu outro assunto. Todo mundo da região, ficou sabendo do xodó de Cidinha com Joaquim, marido da minha prima, que jurou de pés juntos, por todos os santos, que o namoro que manteve com a moça, foi antes de seu casamento. Cidinha tomou o seu corretivo naquele mesmo dia de feira, onde todos ouviram seus gritos. O vaqueiro Abdias da Silva Pereira, pai da moça, deu-lhe uma surra com vara de marmelo, que foi preciso banhá-la em água com sal grosso, para que seus ferimentos não inflamassem. Joaquim só escapou de ser morto pelo irredutível vaqueiro, depois que Mãe Luzia, ao examinar a moça, afirmou, categoricamente, que Cidinha era moça donzela e que, tudo aquilo que aconteceu era apenas irresponsabilidade de uma moça magoada em seus sentimentos.
O caso do fantasma de Iguatemi rendeu muitas prosas e a maioria não correspondia à realidade. Entre tantos, alguns viraram casos de lobisomem e não faltaram heróis que botaram o bicho pra correr! Pois é isso aí seu moço! Contei o caso direitinho como aconteceu. Esse ditado popular que diz que: “o povo aumenta mais não inventa” ou “onde há fumaça, há fogo” são coisas relativas, pois o povo torce as verdades. O capadócio do Luis Weisderland caiu fora e por um bom tempo não apareceu no lugar, pois o zangado Abdias sabia que ele tinha culpa no cartório. Eu, da minha parte, tratei de conversar direitinho com o pai da moça, porque, afinal, fui o autor dos tiros que poderia ter tirado a vida de sua filha. Ele me recebeu cordialmente, me abraçou e disse com sinceridade: “Se avexe não, meu filho! Sou eu quem deve desculpas a você e a Mãe Luzia! Além disso, eu jamais faria algum mal ao filho do meu compadre Adolfo Pessoa!”
Com o tempo as coisas voltaram ao normal na vila. Minha prima e seu marido vivem juntos até hoje e tiveram vários filhos. Cidinha foi morar em Fernandópolis, cidade do interior paulista e nunca mais apareceu em Iguatemi. Dizem que se casou com um alemão, vivendo atualmente no estrangeiro. Pois bem meus amigos, como eu disse no começo: até os dias de hoje, não vi, ainda, nenhum
fantasma ou visagem como dizem os catingueiros, mas, como tem um ditado que diz: “Eu não creio nas bruxas, mas elas existem”, fico calado e acredito em tudo que me dizem! Agora vamos tomar um cafezinho bem quente e comer um bom pedaço de requeijão feito, sabem por quem?!...Pelo meu primo sobrinho, o neném da história, que hoje está com 30 anos e tem uma pequena indústria de lacticínios em Brumado.
Quarto capítulo do livro não publicado “As Aventuras de um Catingueiro”

domingo, 10 de março de 2019

Jequié cede virada à Jacuipense (2×1) e segue ameaçado pelo rebaixamento

O Jequié mais uma vez não conseguiu segurar um resultado favorável. Neste domingo (10), após terminar o primeiro tempo do jogo no estádio Eliel Martins empatado sem gols com a Jacuipense, na etapa final saiu à frente do adversário com um gol de cabeça do artilheiro Pablo mas, as alterações feitas pelo técnico Jodilson, levaram o time da casa a empatar e virar o marcador com  gols assinalados por Tiaguinho e Popó. Nos minutos finais do jogo, o time do Jequié buscou com garra o empate, mas esbarrou nas boas intervenções do goleiro Jordan. A derrota sofrida em casa por dois a zero pelo Jacobina diante do Atlético de Alagoinhas, manteve as chances do Jequié de escapar do rebaixamento. Domingo (17), o time comandado pelo técnico Ricardo Silva encerra sua participação na temporada estadual deste ano enfrentando o Bahia, no estádio Waldomiro Borges, ao mesmo tempo que mantém a sua atenção para o jogo do Jacobina que recebe no estádio José Rocha, o time do Vitória da Conquista. Para escapar em definitivo do rebaixamento para a Série B em 2020, o Jequié terá que conquistar pelo menos um ponto diante do Bahia ou na pior das hipóteses, mesmo perdendo seu jogo, que o Jacobina empate ou perca a sua partida.
Os resultados da penúltima rodada da fase de classificação do Baianão 2019, foram os seguintes: Na Arena Fonte Nova, Bahia 0x0 Vitória; no Eliel Martins, Jacobina 2×1 Jequié; no Alberto Oliveira, Fluminense 0x2 Bahia de Feira; no José Rocha, Jacobina 0x2 Atlético de Alagoinhas e no Lomanto Júnior, Vitória da Conquista 2×1 Juazeirense. (Jequié Repórter)

Igreja Presbiteriana do Brasil comemora 33º aniversário em Jequié

“Render-te-ei graças entre os povos; ó Senhor! 
O Conselho da Igreja Presbiteriana do Brasil de Jequié  sente-se muito feliz pela chegada da realização de duas datas festivas: o 33º aniversário da Igreja, e 70º aniversário de organização da Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF), que serão comemorados em cultos de ação de graças nos dias 16 e 17 de Março de 2019.  O reverendo Marcelo Mendes Magalhães, presidente do Conselho da IPJ, convida  ao cidadão jequieense e as Igrejas Evangélicas para congratular em comunhão e alegria nesta grata adoração ao Rei da Glória pelo bem que nos tem feito. No sábado, o culto se iniciará às 19h, no domingo o matutino 9h e o culto vespertino às 18h:30m. O endereço é a Rua Brigadeiro Sá Bitencourt, no 386, bairro Jequiezinho, ao lado do Supermercado Jambo. (Zenilton Meira)

A FOLHA nº 714 de 8 de março de 2019.

PREFEITURA DE JEQUIÉ DARÁ INÍCIO AO CAMPEONATO MUNICIPAL DE FUTSAL DE BASE 2019

A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Esporte e Lazer, realizará o Campeonato Municipal de Futsal de Base/2019. Os jogos acontecerão a partir do dia 30 de março/2019, nas tardes de sábado, e tem como objetivo o fomento às práticas esportivas e, ao mesmo tempo, visa a integração social, além de ser a oportunidade para descoberta de jovens talentos. O campeonato deverá reunir mais de 700 atletas, nas categorias sub-11, sub-13, sub-15 e sub-17. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 15 de março, no setor administrativo da Secretaria de Esporte e Lazer, localizada no Ginásio de Esporte Aníbal Brito, na Av. Brigadeiro Sá Bittencourt, bairro Jequiezinho, no horário das 8h às 14h. (Jequié e Região)

Jacuipense X Jequié - 10/03 - 16 H


LP Súplica - Charles Meira - Capa, DAT (Digital Áudio Tape) e dados da gravação, realizada em 07/01/94 na gravadora Somax - Recife PE.



sábado, 9 de março de 2019

Jequié Sub 20 goleado no Waldomirão.


Com um gramado que merece melhor cuidado, a equipe Sub 20 do Jequié foi goleada pelo Fluminense de Feira na tarde deste sábado (09/03) no estádio Waldomiro Borges por 4 X 0, jogo do Baianão 2019 Sub 20. No primeiro tempo o Fluminense foi melhor. Mais organizado taticamente, o time visitante dominou praticamente todo os 45 minutos iniciais da partida. O Jequié foi apático, sem criatividade, desorganizado e muito desentrosado. Mesmo com toda superioridade, o Fluminense não criou grandes oportunidades, enquanto o Jequié chutou apenas uma bola e sem perigo para o goleiro do Touro do Sertão. Na etapa seguinte o Jequié chegou a reagir, porém depois de uma falha do lateral direito, a bola foi lançada na área e a bola bateu na mão do zagueiro e o juiz marcou pênalti, que foi convertido pelo atacante do Fluminense. O time de Feira de Santana voltou a mandar no jogo e depois de um cruzamento o zagueiro do Jequié marcou contra o segundo gol. Sem reação e abatido, o time da Terra do Sol permitiu novamente o domínio da equipe adversária, que marcou mais duas vezes, decretando a primeira derrota do Jequié.
Um público pequeno esteve prestigiando o primeiro jogo do time Sub 20 da Associação Desportiva de Jequié, que jogou com: Wesley, Gil, Helian, Felipe, e Uesley. Daniel, Mateus, Davi, Sávio e Igor.  No decorrer da partida entraram os jogadores: Alê, Kalifa e Rafa. Técnico Marcelo Silva.

Canaã derrota Doce Mel na estreia pela Série B

O novato Canaã Esporte Clube estreou com o pé direito na Série B do Baianão 2019 e derrotou o Doce Mel, por 3 a 1, na tarde deste sábado (9), no Estádio José Rocha, em Jacobina, assumindo a liderança da competição que dá uma vaga para a Série A, em 2020, com três pontos.
Os gols do Canaã foram marcados por Iago Santana, Caio Jambeiro e Ramon, enquanto Giba, de pênalti, descontou para o Doce Mel.
Na segunda rodada, o Canaã sai para enfrentar o PFC-Cajazeiras, no próximo sábado (16), às 15h, no Estádio 25 de Junho, em Cachoeira. Já o Doce Mel tentará a reabilitação no mesmo dia e horário, diante do Galícia, no Estádio Waldomiro Borges, em Jequié.
A primeira rodada da Série B do Campeonato Baiano será completada neste domingo (10), com Galícia x Olímpia, às 15h, no Estádio Roberto Santos, em Salvador, e UNIRB x PFC-Cajazeiras, às 17h, no Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas. (FBF - Foto: Ascom do Canaã)

“Araruta”

                            Carlos Eden Meira

Lendo um conto no livro “Outras do Analista de Bagé” de Luiz Fernando Veríssimo, em que um dos personagens era certamente, inspirado em algum amigo de infância do autor, achei curiosa semelhança em algumas características interessantes, com um garoto dos meus tempos de menino. Seu nome era Vivaldo. Apareceu em nossa rua, como empregado da vendinha de dona Raquel, uma simpática senhora gorda que ali vendia dentre outras coisas, uns biscoitos de araruta dos quais se originou o apelido do Vivaldo, “Araruta barriga de açúcar”.
A molecada, quando dona Raquel não estava na venda, só pra aborrecer, chegava à porta e perguntava:- Tem biscoito de quê? -Vivaldo respondia:
- De araruta! – os moleques gritavam:
- Então manda pra sua mãe, seu “F.da P.” – rimando as palavras.
Vivaldo enfurecido saltava o balcão e disparava atrás dos moleques, xingando e arremessando na turma, o que achasse pelo chão. Os garotos caiam na gargalhada, gritando o apelido: - Araruta, barriga de açúcar!
Nessas horas, Vivaldo que era “fraco do juízo” como dizia dona Raquel, apesar de ser muito trabalhador e prestativo, fungava, esbravejava e queria morder qualquer um. Se não achasse a quem morder, mordia a própria mão. Num desses acessos de fúria, Araruta mordeu o focinho de um jumento que um freguês de dona Raquel deixara apeado na porta da venda, o que lhe valeu alguns sopapos por parte do dito freguês, proprietário do animal. Na copa do mundo de 58, a galera comemorava a vitória de cinco a dois do Brasil contra a Suécia, tomando umas e outras na tal vendinha, quando resolveu “aplicar” os tubos dos “pistolões” usados durante as comemorações dos gols, na cabeça do pobre do Vivaldo que reagiu a dentadas, encontrando mais próximo, o braço de Raymundo, meu irmão, que levou uma mordida feia. As marcas vermelhas dos dentes de Vivaldo permaneceram um bom tempo no braço de Raymundo. .
Com a permissão de dona Raquel, Araruta prestava alguns servicinhos a minha avó, que o recompensava com alguns trocados ou merenda, coisas que ele colocava todas no mesmo bolso da calça, porque o outro, não existia ou estava furado. Certa vez, querendo ele nos mostrar um filhote de gato, presente de minha avó, (essa é a semelhança com o personagem de Veríssimo que citei) começou a tirar do bolso coisas diversas: um pião, um pé de meia cheio de bolinhas de gude, um pedaço de requeijão, algumas tripinhas fritas, as quais ele jogou na boca e mastigou, algumas moedas, um apito, figurinhas do álbum de atletas da seleção brasileira de 58, uma banana cozida, um pedaço de rapadura, tampinhas de garrafa de refrigerante, e por fim, assustado esperneando e miando desesperadamente, o gatinho... A última vez que vi o Vivaldo, ele estava já com uns 16 anos, e, de mala de couro em punho, disse que estava indo para “Sampalo” trabalhar pra ficar rico. Dele, até hoje não tivemos mais notícias

LP Encontro - Charles Meira - Capa, Fita Magnética e dados da gravação, realizada em 04/06/90 na gravadora Somax - Recife PE.





Susto no Ceavig: Telha de zinco lateral despenca.



Falta de aviso que não foi. Vários blogueiros, jornalistas e radialistas avisaram sobre a necessidade da prefeitura de Jequié realizar uma reforma no módulo A do Centro de Abastecimento Vicente Grillo (CEAVIG). Como a prefeitura sempre faz ouvido de mercador para as criticas da imprensa local, tratando ás como inimiga. Na tarde desta sexta-feira (08.mar.2019), uma rajada de vento despregou uma telha com mais de 30 metros de largura, que faz a proteção do módulo A, a mesma caiu nas proximidades da Casa do Charque. Felizmente ninguém ficou ferido, mais o susto foi grande para comerciantes e clientes do CEAVIG. A estrutura já estava comprometida há anos, mais nenhuma providencia foi tomada pela secretaria responsável pela manutenção do Ceavig, que foi inaugurado há 29 anos, pelo então prefeito Luiz Amaral. (Zenilton Meira)

Nível de barragem volta a baixar e já preocupa moradores de Jaguaquara, Itaquara e Irajuba

Barragem do Baixão tem nível baixo. Fotos: Blog Marcos Frahm
A Barragem do Baixão, um dos mananciais utilizados pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento – Embasa para o abastecimento de água nos municípios de Jaguaquara, Itaquara e Irajuba voltou a preocupar a comunidade pela diminuição do nível. O Blog Marcos Frahm visitou a barragem nesta quinta-feira (7) e constatou, in loco, a situação do manancial. A falta de chuvas intensas na região vem fazendo com que o nível da barragem diminua a cada semana. Atualmente a barragem está 1 metro abaixo do nível normal. Os dias de sol forte no município facilitam também a evaporação do volume de água da barragem. Moradores dos três municípios, Jaguaquara, Itaquara e Irajuba sempre lamentam dificuldades com o abastecimento, mas a Embasa informou por meio do escritório de Jaguaquara que, desde janeiro, suspendeu a captação de água na barragem.
Embasa suspendeu captação de água após nível baixar na barragem
A estatal informou também que o Rio das Almas, o segundo reservatório utilizado, vem sendo utilizando para abastecer os três municípios. Além do nível baixo da barragem, a Embasa alega sempre problemas de ordem técnica nas tubulações da rede de distribuição. Uma obra executada por uma empresa contratada pelo Governo do Estado está reestruturando a rede, com previsão de conclusão para o primeiro semestre deste ano. Até lá, a melhor recomendação aos consumidores é o racionamento, é evitar o desperdício de água. (Marcos Frahm)

sexta-feira, 8 de março de 2019

LP Brilho Celeste - Charles Meira - Capa, Fita Magnética e dados da gravação, realizada em 21/04/89 na gravadora Somax - Recife PE.


 


Qualidade da água que abastece Jequié: Prof. Dr. Sérgio Luiz Sonoda fala sobre os resultados de seus estudos.

Prof. Dr. Sérgio Luiz Sonoda
JN: Hoje em dia quais fontes fluviais abastecem a cidade?
Prof. Dr. Sérgio Sonoda: O município de Jequié faz a captação da água para abastecimento urbano em dois rios: Rio de Contas (na Barragem da Pedra) e Rio Preto do Criciúma (na Barragem do Criciúma ou do Cajueiro, como é conhecida popularmente).
JN: Recentemente foram realizados estudos sob a qualidade da água que abastece o município de Jequié. Conte um pouco sobre esse trabalho e a iniciativa em praticá-lo.
Prof. Dr. Sérgio SonodaNas represas citadas acima venho desenvolvendo pesquisas na área da limnologia - originalmente era ciência que estuda os lagos e depois ampliou-se para outros ambientes aquáticos continentais como rios e represas - com ênfase na estrutura da comunidade zooplanctônica. Zooplâncton é um termo utilizado para os animais que vivem na coluna da água, mas que apresentam uma capacidade de locomoção limitada e não conseguem vencer a correnteza das águas e, por isso vivem à deriva nos ambientes aquáticos. Assim, ambientes aquáticos como lagos e represas, por apresentarem águas lênticas (paradas ou com pouca correnteza) são locais que favorecem este tipo de organismos. O zooplâncton de água doce apresenta em sua composição organismos de pequeno tamanho que variam desde microscópicos protozoários até organismos que apresentam alguns poucos milímetros como os microcrustáceos (cladóceros, que são conhecidos como pulga d´água, e copépodes). Um exemplo didático e famoso da televisão é o Plâncton, personagem do desenho Bob Esponja.
Nestes ambientes, realizamos coleta de água para análise de alguns parâmetros físicos e químicos para conhecermos a qualidade dela (como temperatura, pH, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica entre outros) e também coletamos o zooplâncton para análise em laboratório, utilizando lupas e microscópios para a sua identificação. É um trabalho que se divide em uma parte que envolve excursões e saídas para visitar e coletar material nas represas e rios (que nós chamamos de trabalho de campo) e nas análises de laboratório (tanto na análise química da água quanto com a análise do material biológico). Com estes dados, passamos depois para uma análise matemática e estatística deles e para sua interpretação (aí é estudo e leitura de trabalhos científicos…).
“Mas, por que zooplâncton?”, você poderia estar me perguntando… Um motivo é para produção de conhecimento científico. Precisamos conhecer quais as espécies deste grupo ocorrem na região e assim compararmos com outros ambientes estudados no Brasil e no mundo e divulgar esses dados para a comunidade científica por meio da publicação de artigos científicos e participação em congressos e eventos científicos. Um outro motivo é que esse conhecimento pode ter uma aplicação prática ou aplicada na questão do gerenciamento do recurso hídrico: estes organismos respondem às mudanças que possam a vir a ocorrer na qualidade da água destes ambientes. Assim, estes podem ser utilizados como indicadores biológicos (ou bioindicadores) da qualidade da água. Se a qualidade da água muda, as espécies de zooplâncton podem responder a esta mudança. Outro motivo é pessoal: quando criança acompanhava meu pai em suas pescarias e quando jovem tinha como paixão a aquariofilia: tinha vários aquários e criava diferentes espécies de peixes de água doce. Sempre tive uma paixão por rios, lagos e represas. O que me levou a fazer biologia.
JN: A Cidade Sol sempre foi reconhecida pela boa qualidade de sua água. Essa pesquisa comprova essa boa fama?
Prof. Dr. Sérgio SonodaA agua que é tratada e servida para nossas residências particularmente não tenho o que reclamar. Aliás, as empresas que realizam o tratamento e distribuição da água devem apresentar dados sobre a qualidade da água que estas fornecem. Se vocês notarem, na conta da água aparece uma tabela com dados da qualidade da água servida e os valores permitidos pela legislação. O que acontece muitas vezes é que sentimos diferença no gosto da água que abastece Jequié e isto ocorre pelo fato de que a captação da água ocorre em dois reservatórios com características físicas e químicas distintas: a Barragem do Rio Preto do Criciúma ou do Cajueiro (que está localizada na região da mata e abastece o Bairro Jequiezinho) e a Barragem da Pedra (localizada na região mais árida e que serve a outra parte do município de Jequié). Quem mora nos locais onde a água tratada e distribuída tem origem na Barragem da Pedra (como no centro e no Curral Novo) costuma dizer que a água é mais “pesada” quando comparada com a água tratada servida no Bairro Jequiezinho, que vem do Cajueiro (aliás, é onde eu moro).

Essa diferença na qualidade da água das represas citadas é algo que nossas pesquisas demonstram. A água da Barragem da Pedra apresenta uma maior concentração de sais, o que reflete na condutividade elétrica da água, pois quanto maior a concentração de sais, maior a condutividade elétrica da água. A alcalinidade total também é alta nessa barragem, variando de 40 a 82 mg de carbonato de cálcio por litro. Já a barragem do Cajueiro, esta apresenta uma baixa condutividade elétrica e baixa alcalinidade.
Os dados das pesquisas mostram que a qualidade da água dos reservatórios que abastecem Jequié tem uma qualidade relativamente boa. Atualmente, uns dos problemas que acontecem com esse tipo de ambiente é a eutrofização artificial. A eutrofização é um processo natural que ocorre nos ambientes aquáticos (rios, lagos e represas). Esses ambientes funcionam como um sistema acumulador de “informações”, pois recebem da sua bacia de drenagem material e nutrientes que acabam sendo transportados para a água. A questão é que as atividades humanas aceleram esse processo, alterando a ocupação do entorno desses ambientes (por exemplo, desmatando as matas e substituindo por pastagens, agricultura e pela urbanização) o que contribui com um aumento da entrada de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo (presente nos adubos químicos e no esgoto produzido por nossas residências), e esse aumento pode causar um crescimento de plantas aquáticas, tanto microscópicas (chamada de fitoplâncton) quanto de macrófitas aquáticas, como a baronesa e dependendo desse aumento pode ter consequências negativas para o ecossistema e que pode refletir na qualidade da água utilizada para o tratamento.
Para acompanhar esse processo, utilizamos um índice para quantificá-lo, conhecido como Índice de Estado Trófico (IET). Este classifica o ambiente de forma progressiva variando de oligotrófico (ambiente com menos nutrientes e baixa produção de fitoplâncton e plantas aquáticas) para mesotrófico e deste para eutrófico e hipereutrófico (ambientes com alta concentração de nutrientes e grande produção de biomassa de algas e plantas). Nossas pesquisas mostram que tanto a Barragem da Pedra quanto a do Cajueiro vem apresentando um IET entre oligotrófico e mesotrófico. Isso mostra que as águas destes ambientes estão com boa qualidade, mas que precisamos continuar com este tipo de pesquisa, pois a pressão humana nestes ambientes vem aumentando, e isso pode alterar esse quadro.
Um outro ponto que gostaria de salientar é que em nossa cidade há também uma percepção que somos bem servido em termos de quantidade de água o que passa uma sensação que esta não falta. Temos que ter ciência que vivemos em uma região de transição para o semiárido e temos que utilizar a água de maneira mais racional possível e isso envolve mudança de comportamento da população e políticas públicas e da iniciativa privada buscando um uso mais sustentável da água.
JN: Falando um pouco sobre o Rio das Contas, existe algum estudo que indique o quantitativo de poluição do rio? Indo um pouco mais além, seria possível e viável economicamente o seu tratamento e despoluição?
Prof. Dr. Sérgio Sonoda: Os projetos de pesquisas abordaram principalmente as represas da Pedra (no rio de Contas) e da Barragem do Criciúma ou Cajueiro (Rio Preto do Criciúma) e, como relatei anteriormente, estes se encontram em um estado como oligotrófico (na maioria das vezes) e mesotrófico. Não tenho desenvolvido trabalhos de coletas sistemáticas no Rio de Contas, embora realize coletas com os alunos de Biologia da UESB como uma atividade de ensino prática.
Por outro lado, o INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do estado da Bahia) realiza um monitoramento da qualidade da água do Rio de Contas e que nos mostra alguns resultados preocupantes, principalmente na nossa região. O INEMA realiza e divulga os dados sobre o IET de três pontos da nossa cidade: após a Barragem da Pedra (CON-CON500), na ponte do Mandacaru (CON-CON550) e no Rio Jequiezinho (CON-JQZ100). Por ocasião dessa entrevista, analisei dados de 24 amostragens desse monitoramento (8 amostragens em cada um desses pontos) sendo que:
  • 8 apresentaram qualidade entre ultraoligotrófico e oligotrófico;
  • 3 mesotrófico;
  • 13 foram acimas de eutrófico (sendo 4 eutrófico, 2 supereutrófico e 7 hipereutrófico).
Esse alto grau de eutrofização do Rio de Contas reflete em algo que muitos de nós percebemos ao observarmos o rio: a grande quantidade de baronesas e outras plantas aquáticas que se desenvolvem ao longo do rio quando este atravessa a nossa cidade. Aquilo que expliquei anteriormente: quando maior a entrada de nutrientes, maior a produção de biomassa de plantas aquáticas.
Quanto ao processo de despoluição e tratamento isso é possível sim, pois temos exemplos de recuperação de rios em outros países e também aqui no Brasil. O caso mais conhecido é o do rio Tâmisa na Inglaterra. No Brasil, podemos citar o Rio Jundiaí e o Rio Sorocaba no Estado de São Paulo e ações de despoluição vêm acontecendo no Rio Tietê. Um dos grandes problemas a ser enfrentado em Jequié (diria que não só da nossa região) é a questão da entrada de poluentes orgânicos provenientes dos nossos esgotos domésticos. Infelizmente, no Brasil cerca de 45% da população não possui coleta e tratamento de esgotos, sendo que boa parte desse vai parar em córregos e rios. Em Jequié há a coleta e tratamento de esgoto, mas não é 100%… E ainda ocorre muitas ligações de esgotos que vão para a rede de águas pluviais (águas de chuva) e mesmo direto para o Rio de Contas ou em seus afluentes (como o caso do Rio Jequiezinho). Essa entrada de esgotos domésticos que contribuem para o grau de eutrofização do Rio de Contas.
Mas, não é só olhando para os rios que vamos solucionar o problema. Precisamos cuidar do seu entorno e da sua área de captação…. Planejar melhor o processo de urbanização das cidades, que muitas vezes crescem ocupando as margens de rios e riachos, como é o exemplo de Jequié. Por ser uma cidade localizada parte no semiárido, acabamos ocupando vales de rios temporários (que correm apenas na época de chuvas) de forma desordenada e muitas vezes acabamos utilizando-os como corpo receptor de esgoto. Além disso, precisamos ter ações e propostas para aumentar as áreas verdes da cidade (praças e parques), que atuam como áreas de absorção da água da chuva e recarga de água para o solo e lençol freático. Isso porque um dos grandes impactos da urbanização é a impermeabilização do solo.
Eu me lembro bem quando me mudei para Jequié em 2000, havia entre a UESB e o aeroporto um sítio que tinha uma lagoa nele e onde eu realiza com os alunos umas coletas de plâncton lá…. Essa área foi loteada e o solo impermeabilizado e não se previu o planejamento de espaços públicos livres como praças nesse loteamento. Ou seja, uma área que servia de local para armazenamento de água de chuva deixou de existir… E agora, na área para onde escorre a água da chuva desse loteamento há sempre alagamentos (no muro do aeroporto)Outro exemplo desse tipo de situação está ocorrendo entre o São Judas e a Avenida César Borges, onde uma área de brejo que antes existia pequenas lagoas (e que tinha como serviço ambiental a retenção das águas das chuvas) passou a ser aterrada para empreendimentos.
Para isso, é importante um plano diretor que aponte para ações nesse sentido e políticas públicas. Envolver a iniciativa privada. Isso na região urbana. Quanto a zona rural, há iniciativas em outros estados e municípios que incentivam produtores rurais a recuperar as nascentes e matas ciliares. Reduzir o desmatamento e se possível, desmatamento zero… Práticas agrícolas que busquem uma maior sustentabilidade ambiental…. Sem contar que não há uma unidade de conservação na nossa região. E mudança no nosso comportamento: educação.
JN: A grande bacia hidrográfica da Barragem da Pedra ficou prejudicada - ao menos visualmente, com a água turva - de um tempo pra cá por conta de construções de pontes para a Rodovia Oeste Leste. Há conhecimento sobre a qualidade da água nesse local hoje em dia?
Prof. Dr. Sérgio Sonoda: Com relação a água da Barragem da Pedra, o que você relata aparece nos dados das nossas pesquisas. Realizamos uma análise bem simples, mas que nos fornece muita informação, utilizando um disco de metal branco (chamado de disco de Secchi) amarrado em uma corda. Com esse equipamento realizamos uma medida da transparência da água (simplesmente vamos afundando esse disco na água até que não conseguimos mais visualizá-lo e registramos essa profundidade). Em um trabalho nosso realizado em 2003 esta medida variou de 0,40 a 0,80 metros na época de chuva (janeiro de 2003), quando ocorre maior entrada de sedimentos na represa, o que consequentemente diminui a transparência da água. Na época de seca (julho de 2003) este variou de 2,0 a 3,70 metros. Nessa época, a Barragem da Pedra sempre apresentava águas mais claras durante o período de seca e mais turva na chuva.
Entre 2013 e 2014 realizamos novas campanhas para outra pesquisa e nesse período, registramos uma variação na transparência da água de 0,15 a 0,65 metros, não ocorrendo mais a fase de águas mais claras no período de seca. Assim notamos mudanças na qualidade da água principalmente quanto a turbidez e na quantidade de material em suspensão na água e estas mudanças vem refletindo na comunidade de organismos que estudamos, o zooplâncton. Isso coincide com o início das obras da FIOL (conforme informações obtidas na reportagem publicada por vocês)
Mas, temos que notar também que a construção da ferrovia, não é a única atividade na bacia de drenagem da Barragem da PedraTivemos também o início da implantação da mineradora em Porto Alegre (distrito de Maracás, localizado à montante da barragem) bem como um aumento na ocupação das margens da Barragem da Pedra. Como eu disse antes, as represas funcionam para nós, pesquisadores, como um local de armazenamento das “informações”…. As atividades que vão acontecendo no entorno da represa e na sua bacia de drenagem de certa forma acabam refletindo na qualidade da água e, consequentemente na sua biota. E dependendo dos impactos, comprometer o uso dessa água para o abastecimento de água para nossa cidade e de outras localidades que utilizam dessa barragem.
Infelizmente as coletas na Barragem da Pedra estão suspensas, mas pretendo recomeçar ainda este ano. Essa é uma dificuldade nossa nos projetos de pesquisa em ecologia: a manutenção do desenvolvimento das pesquisas por um período longo, realizando pesquisas de longa duração em determinados ecossistemas, para que possamos ter uma base de dados mais consistentes e acompanhar as mudanças ou não nesses ambientes.
Gostaria de agradecer a oportunidade oferecida por vocês de abrir esse espaço para falar sobre essas pesquisas que envolvem os nossos rios e barragens. Quando falo em mudança de comportamento por meio da educação, envolve também trabalhar mais na nossa formação científica das pessoas e aqui tive essa oportunidade de trazer e comentar esses dados de nossos artigos para um público mais amplo e variado.
Estes são alguns dos trabalhos científicos resultantes dos projetos de pesquisa sob minha coordenação:
Santos, Josiane Souza. “Distribuição espacial e variação temporal da assembleia de microcrustáceos em um reservatório no semiárido brasileiro”. Dissertação (Mestrado em Sistemas Aquáticos Tropicais) - Universidade Estadual de Santa Cruz, UESC, 2016.
Santos, Josiane Souza, Nadson Ressyé Simões, Sérgio Luiz Sonoda. “Spatial distribution and temporal variation of microcrustaceans assembly (Cladocera and Copepoda) in different compartments of a reservoir in the brazilian semiarid region”. Acta Limnologica Brasiliensia 30 (2018). https://doi.org/10.1590/s2179-975x9616.
Silva, Alan Cleber Santos da. “Estrutura da comunidade zooplanctônica (Copepoda e Cladocera) e o grau de eutrofização na Barragem do Rio Criciúma, Jequié, Bahia, Brasil.” Trabalho de Conclusão do Curso De Bacharelado em Ciências Biológicas - UESB/Jequié. Jequié, 2017.
Simões, Nadson Ressye, e Sérgio Luiz Sonoda. “Estrutura da assembléia de microcrustáceos (Cladocera e Copepoda) em um reservatório do semi-árido Neotropical, Barragem de Pedra, Estado da Bahia, Brasil”. Acta Scientiarum. Biological Sciences 23, no 1 (2009): 89–95. (Jequié Notícias)