domingo, 2 de agosto de 2026

Dia do Evangélico 2026 terá quatro noites de shows na Praça da Bíblia em Jequié

Thalles Roberto, a cantora Julliany Souza, a consagrada Aline Barros e o cantor Samuel Eleotério serão as atrações do Dia do Evangélico em Jequié, evento que acontecerá entre os dias 19 e 22 de agosto, na Praça da Bíblia. A programação deve reunir milhares de pessoas em quatro noites de louvor, adoração e apresentações musicais.

Além dos artistas de destaque no cenário gospel nacional, o evento também abrirá espaço para cantores, bandas e ministérios de louvor de Jequié, valorizando os talentos locais e fortalecendo a participação das igrejas evangélicas da cidade.

O Dia do Evangélico é realizado pela Prefeitura de Jequié em parceria com a Ordem dos Pastores Evangélicos de Jequié (OPEJE) e integra o calendário oficial do município. A expectativa é de grande público durante os quatro dias de programação, o que também deve impulsionar o comércio, a rede hoteleira, bares, restaurantes e outros setores da economia local.

A programação terá início na quarta-feira (19), com show de Samuel Eleotério. Na quinta-feira (20), quem sobe ao palco é a cantora Julliany Souza. Na sexta-feira (21), será a vez de Thalles Roberto comandar a noite de louvor. Encerrando a programação, no sábado (22), a cantora Aline Barros fará a apresentação de fechamento do evento. (Marcus Cangussu)

Jovens do interior da Bahia ganham espaço em grandes clubes e mostram como o futebol pode transformar vidas.

  • Projeto social apoiado pela Appian / Atlantic Nickel revela talentos para Ceará, Bahia e academia de base paulista, unindo formação esportiva, educação e combate à evasão escolar
  • Cerca de 60% dos participantes do projeto foram submetidos a avaliações em clubes brasileiros
  • Iniciativa estimula a educação e o desenvolvimento socioemocional de crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos, por meio do esporte.
  • Desde a sua implantação no Sul da Bahia, o programa já impactou positivamente a vida de cerca de 50 jovens da região.

No distrito de Tapirama, na zona rural de Gongogi, no Sul da Bahia, o futebol tem sido muito mais do que um jogo. Em um campo simples, cercado por sonhos grandes, meninos que começaram chutando bola entre amigos agora vestem as cores de tradicionais centros de formação do país. O avanço de três jovens atletas para categorias de base de clubes do Nordeste e de São Paulo é o reflexo mais visível de um trabalho que vai além das quatro linhas: usar o esporte como ferramenta concreta de transformação social.

A história nasce na Associação e Escolinha Esportiva Tapirama, projeto social apoiado pela Appian / Atlantic Nickel desde 2021, com a missão de desenvolver crianças e adolescentes por meio do futebol e tem como missão contribuir com a formação pessoal de crianças e adolescentes, desenvolvendo competências socioemocionais a partir da integração entre a educação e o esporte. Desde sua implantação, a iniciativa já impactou 49 jovens da região no entorno dos municípios de Itagibá, Ipiaú e Gongogi, no Sul da Bahia.

“Tenho um sentimento de dever cumprido, pois o futebol tem sido um agente de transformação para a nossa comunidade, algo que eu não sonhava. O esporte é de grande importância aqui e é uma satisfação enorme fazer parte disso tudo! Penso que estamos no caminho certo, estamos fazendo a diferença na vida desses garotos e o apoio da Atlantic Nickel tem sido essencial para viabilidade do projeto”, emociona-se Gil Santos, professor e coordenador da Associação e Escolinha Esportiva Tapirama.

Histórias mais genuínas do futebol brasileiro: fábrica de talentos

No entanto, agora, o projeto comemora uma safra especial de talentos — cada um com perfil próprio, trajetórias distintas e um mesmo ponto de partida: o campo de Tapirama. Os números ajudam a dimensionar o impacto: dos 37 alunos atualmente atendidos, 22 já passaram por avaliações em clubes brasileiros — cerca de 60% dos participantes.

“Mas deixo claro que formar atletas nunca foi o meu único objetivo. Aqui em Tapirama, cada contrato assinado representa uma conquista coletiva. Mais do que revelar promessas para o futebol brasileiro, o projeto mostra que, quando aliado à educação e ao compromisso social, o esporte tem potência real para mudar destinos. É ali, longe dos holofotes, que começam algumas das histórias mais genuínas do futebol brasileiro”, pondera Santos.

Do interior da Bahia para a categoria sub-15 do Ceará Sporting Club

O caso mais recente é o do goleiro Neymar Castro, de 15 anos. Com impressionantes dois metros de altura e presença marcante debaixo das traves, ele chamou atenção pela maturidade e segurança incomuns para a idade. O jovem passou a integrar neste ano a categoria sub-15 do Ceará Sporting Club, com contrato até 2028, e já se prepara para disputar a próxima Copa do Brasil Sub-15. Aposta para o futuro do clube cearense, ele representa a força de uma formação construída com disciplina e constância.

Prata da Casa: direto para categoria sub-13 do Esporte Clube Bahia

No Esporte Clube Bahia, quem desponta é Levy Brito, de apenas 12 anos. Dono de velocidade, leitura de jogo e personalidade competitiva, o atleta assinou contrato de formação com o clube até 2027 e passou a integrar a equipe sub-13. Sua ascensão reforça o olhar atento de um dos principais clubes formadores do país para talentos que surgem longe dos grandes centros.

Desbravando novos territórios (região Sudeste): atleta da categoria sub-14 do time I9 Academy, de Ribeirão Preto – interior de São Paulo

Já Samuel Rocha, de 13 anos, trilha um caminho que evidencia persistência e adaptação. Após passagem pelo Bahia, o jovem hoje integra a categoria sub-14 da I9 Academy, de Ribeirão Preto (SP), com contrato até 2028. Reconhecido pela versatilidade e dedicação, Samuel segue sua trajetória em um ambiente voltado ao desenvolvimento técnico de atletas com potencial para o futebol profissional.

Muito além dos resultados:  compromisso com o desempenho escolar

Em Tapirama, a permanência no programa está diretamente ligada ao desempenho escolar. Atualmente o programa atende 37 crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos, com a realização de mais 40 horas de atividades esportivas no contraturno escolar com cerca de 9 horas treinos de futebol.

Nas categorias Sub-9 a Sub-12, voltada aos garotos maiores, os treinos são realizados 3 vezes por semana, já na categoria Sub-6, direcionada aos meninos menores, eles acontecem 2 vezes. As aulas ocorrem sob a orientação de profissionais. O método alia o desenvolvimento esportivo e socioemocional, por isso, durante os treinos os alunos-atletas aprendem a ganhar, a perder e a dar sempre o seu melhor. Isso tem contribuído inclusive com a evolução acadêmica dos alunos.

Na rotina dos treinos, os alunos aprendem fundamentos técnicos, mas também valores essenciais como disciplina, respeito, trabalho coletivo e resiliência. “O futebol funciona como incentivo para que crianças e adolescentes permaneçam na escola, desenvolvam responsabilidade e construam perspectivas de futuro. Há, inclusive, casos de jovens que deixaram de avançar para avaliações em clubes devido ao rendimento escolar, uma demonstração prática de que a educação vem antes da bola”, ressata o professor e coordenador do projeto.

Compromisso com a transformação social no entorno das operações

O apoio da Appian Capital Brazil, fundo de investimentos privados especializado em mineração, proprietária da Atlantic Nickel, ativo do grupo produtor de níckel sulfetado, no entorno dos municípios de Itagibá, Ipiaú e Gongogi, no Sul da Bahia, já soma cerca de R$ 70 mil investidos até 2025 e integra a estratégia da companhia de fortalecer o desenvolvimento social nas comunidades do entorno de suas operações.

“O cuidado com as comunidades que recebem nossas operações é uma das nossas principais missões, principalmente no que tange ao fomento da educação. As iniciativas realizadas na localidade poderão transformar positivamente a vida destes jovens, independentemente de seguirem ou não carreira no esporte”, destaca Gilcimar Oliveira, diretor de ESG e Pessoas da Appian Capital Brazil. (Ari Moura)

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Arte feita com cartão telefônico pelo artesão Charles Meira.




NA CASA VELHA.

Por Carlos Eden Meira

É uma velha casa centenária. Por aqui vi passar muita tristeza e muita alegria. Aqui, vi morrer pessoas muito amadas e nascer pessoas também muito queridas, e em cada canto existe a doce lembrança daqueles que aqui viveram, sonharam, dançaram, cantaram e cumpriram sua missão de existir. Ainda hoje, aqui sorriem e brincam crianças, jovens se encontram e se enamoram. O futuro ainda lhes é cheio de esperanças e a vida lhes passa plena de alegrias juvenis. Nesta velha e amada casa viveram pessoas que acreditaram, e as que vivem e acreditam no amor e na vida como ela é: cheia de tristezas e alegrias. Muitos de nossos amigos aqui se encontraram para tocar e ouvir músicas, além daquele alegre bate-papo, regado a uma boa cachacinha!

Aqui sempre há música nos momentos tristes e nos momentos alegres, porque a música é a voz de Deus. É a expressão pura e sublime de nossas pobres almas, em busca de uma verdade que está dentro de nós. Aqui, nesta velha centenária casa, dançamos, tocamos e cantamos a canção angelical da vida, que nos encaminha para a almejada serenidade de jamais perder a esperança, porque esta é imortal.

Parece que essas antigas casas centenárias têm o poder de reter em suas paredes, além das marcas do tempo, a beleza de representar a História. Ainda que sejam simples construções sem requinte arquitetônico ou artístico nenhum, ainda que sejam simples pobres moradias, retratam a vida em seus aspectos individuais. Por isso, é triste quando vemos alguma delas desaparecerem em nome do progresso e do desenvolvimento, ainda que algumas, abandonadas e mal localizadas, representem perigo de desabamento, e que nunca foram algum dia, o lar de uma família.

No entanto, por uma ironia do destino, nessa mesma velha casa em que moro, ocorreu em março deste ano, um fato desesperador. Numa noite chuvosa, minhas duas netas mais novas, Helena e Isadora, estavam como de costume, na sala do meio, brincando com seus celulares. Eram umas sete e meia da noite, mais ou menos, quando Helena ouviu um ruído de telhas caindo num cantinho do forro. Eu falei com as duas que saíssem dali e fossem para uma outra sala na parte da frente da casa. Chamei meu filho Elias e avisei que alguma coisa havia caído no forro. Graças a Deus, temos em casa uma escada de alumínio que dá para verificar o que estava havendo. Elias subiu, e iluminou com a lanterna do celular o local onde as meninas ouviram o ruído. Uma enorme e pesada peça de madeira, que sustentava toda aquela parte do telhado, estava começando a ruir.

Elias chamou meu sobrinho Ricardo, filho de Raymundo Meira, e que trabalha como projetista. Ele subiu na escada e ficou apavorado, com o que viu. Mandou que todos da velha casa saíssem imediatamente do local, pois, com a chuva, a madeira podre começou a ceder. Uns cinco minutos depois o teto veio abaixo!!! Poderia acontecer uma tragédia ali, mas como todos estavam avisados, nada de grave aconteceu, GRAÇAS A DEUS!!! Essa velha casa tem mais de cem anos, passou por várias reformas, mas, dessa vez, ficamos dois meses em casas de parentes, até modificar a estrutura do teto. Agora, nada de madeira para sustentar o telhado, pois enormes peças foram devoradas por cupins. Tudo agora é metal e telhas de fibra parafusadas. Inclusive a rede elétrica é agora, embutida nas paredes. Perdemos uns dois armários, e foi só. Preservar casas antigas é importante, mas é preciso cuidar da segurança de seus moradores.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Um túnel de 780 metros em Jequié foi projetado para evitar a desapropriação de mais de 500 imóveis e abrir caminho a uma ferrovia de 537 quilômetros rumo ao Atlântico

Túnel de 780 metros em Jequié evita a desapropriação de 500 imóveis e integra a FIOL, ferrovia de 537 km entre o interior e o litoral baiano.

Projeto ferroviário no sudoeste da Bahia combina engenharia subterrânea, preservação urbana e logística de longa distância.
Estrutura integrada a um corredor até o litoral mostra como uma passagem de poucos metros pode redefinir o traçado dos trilhos e evitar impactos sobre centenas de imóveis.

Um túnel ferroviário de 780 metros foi projetado no bairro Mandacaru, em Jequié, no sudoeste da Bahia, para impedir que o traçado da Ferrovia de Integração Oeste-Leste avançasse pela superfície de uma área urbana densamente ocupada.

Segundo o Ministério dos Transportes, a passagem subterrânea foi concebida para evitar a desapropriação de mais de 500 imóveis que seriam diretamente atingidos pelo caminho inicialmente previsto para a instalação dos trilhos no município baiano.

Integrada à FIOL 1, a estrutura faz parte de um trecho ferroviário com aproximadamente 537 quilômetros entre Caetité e Ilhéus, responsável por atravessar diferentes regiões da Bahia e conectar áreas produtivas do interior ao litoral atlântico. 

Dentro desse sistema de longa distância, o túnel representa uma intervenção localizada, porém indispensável para manter a continuidade da rota de cargas sem abrir, na superfície, uma faixa ferroviária sobre ruas, moradias e outros imóveis existentes.

Túnel de Jequié preserva área urbana de Mandacaru

Em vez de manter os trilhos no nível do terreno, o projeto direcionou a ferrovia para baixo de parte da área urbana de Mandacaru, alterando a forma como a linha atravessaria uma região consolidada de Jequié.

Essa escolha concentrou a intervenção em uma estrutura subterrânea e reduziu a necessidade de remover construções situadas no percurso, enquanto o número de mais de 500 imóveis dimensiona o impacto que o traçado superficial poderia provocar.

De acordo com informações oficiais do Ministério dos Transportes, o Túnel de Jequié foi incluído em um lote específico da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, devido às características técnicas particulares exigidas por uma passagem ferroviária dentro da cidade.

Túnel de 780 metros em Jequié evita a desapropriação de 500 imóveis e integra a FIOL, ferrovia de 537 km entre o interior e o litoral baiano.

A separação em um contrato próprio permitiu tratar de modo específico o projeto executivo e a construção da estrutura, cuja implantação foi estimada pelo órgão federal em cerca de R$ 50 milhões, no interior da cidade.

Esse valor abrangia a execução de uma passagem de 780 metros destinada exclusivamente à circulação ferroviária, localizada justamente onde a continuidade da linha encontrava um obstáculo urbano formado por ruas, residências, estabelecimentos e demais imóveis do traçado.

FIOL 1 conecta o interior da Bahia ao litoral

Embora corresponda a uma pequena fração dos 537 quilômetros da FIOL 1, o túnel está diretamente ligado à continuidade física do corredor ferroviário entre Caetité e Ilhéus, atravessando uma das áreas mais sensíveis do percurso.

Ao longo desse segmento, a ferrovia foi desenhada para cruzar 19 municípios baianos, entre eles Brumado, Tanhaçu, Manoel Vitorino, Jequié, Itagi, Itagibá, Ubaitaba, Uruçuca e Ilhéus, antes de alcançar a faixa litorânea do estado baiano.

A chegada a Ilhéus coloca o trecho em direção ao Atlântico e ao sistema portuário planejado para receber cargas transportadas desde o interior, ampliando as alternativas logísticas disponíveis para diferentes cadeias produtivas instaladas na Bahia.

Conforme descreve o Ministério dos Transportes, a FIOL foi estruturada como um eixo de escoamento destinado principalmente à movimentação de minério de ferro, além de outras cargas relacionadas à produção regional e ao transporte de longa distância.

Nesse desenho logístico, Jequié ocupa uma posição intermediária entre as áreas produtoras do interior e o litoral, enquanto o túnel permite atravessar uma zona ocupada sem exigir um corredor ferroviário superficial sobre centenas de propriedades.

Engenharia ferroviária contorna obstáculos urbanos

O caso demonstra como uma obra linear de centenas de quilômetros pode depender de uma intervenção relativamente curta para avançar, sobretudo quando o traçado precisa conciliar requisitos ferroviários, ocupação urbana e continuidade operacional em área consolidada.

Ferrovias destinadas a composições pesadas exigem curvas, inclinações e condições compatíveis com esse tipo de circulação, o que torna ainda mais complexa a passagem por cidades consolidadas, onde contornos, desapropriações e túneis produzem impactos distintos.

No Túnel de Jequié, a justificativa oficial foi evitar a desapropriação de mais de 500 imóveis na área urbana afetada, relacionando diretamente a solução de engenharia à preservação de moradias, comércios e serviços já existentes.

Por essa razão, a estrutura se diferencia de túneis construídos apenas para vencer serras ou formações rochosas, pois o principal obstáculo apresentado pelo projeto estava associado à ocupação urbana encontrada no bairro Mandacaru de Jequié.

Incorporada ao traçado, a passagem subterrânea permitiria que a linha seguisse por baixo de uma área consolidada, sem abrir na superfície a faixa necessária para instalar trilhos e manter a circulação ferroviária prevista no projeto.

Ferrovia de Integração Oeste-Leste terá conexão nacional

O segmento de 537 quilômetros ao qual o túnel pertence liga Caetité, no interior baiano, a Ilhéus, no litoral, formando a primeira parte da Ferrovia de Integração Oeste-Leste e ampliando as opções nacionais de transporte de cargas.

Concebida com 1.527 quilômetros entre Ilhéus e Figueirópolis, no Tocantins, a FIOL completa deverá se conectar à Ferrovia Norte-Sul, enquanto o primeiro trecho estabelece uma saída ferroviária diretamente em direção ao litoral da Bahia.



Nesse projeto mais amplo, o Túnel de Jequié resolve um ponto específico de passagem no interior do corredor, compatibilizando a expansão ferroviária com a ocupação já existente em Mandacaru e evitando que centenas de imóveis fossem diretamente atingidos.

Ao descrever a ferrovia, o Ministério dos Transportes destacou sua função no escoamento da produção baiana e na ampliação do acesso logístico ao litoral, enquanto o túnel foi apresentado como a solução para atravessar a área urbana.

A escala do empreendimento aparece no contraste entre os números, pois uma ferrovia de 537 quilômetros depende de um túnel de apenas 780 metros para atravessar uma parte sensível de Jequié, preservando mais de 500 imóveis.

Você imaginava que uma passagem subterrânea com menos de um quilômetro poderia definir a continuidade de uma ferrovia de centenas de quilômetros e, ao mesmo tempo, evitar a desapropriação de mais de 500 imóveis em uma área urbana?

O que Jequié precisa agora é de um porto seco quando essa ferrovia estiver em pleno funcionamento. Isso mudará o patamar da cidade na questão logística e sobretudo econômica.
A BR 116, maior do Brasil em fluxo corta Jequié que por sua vez fica próximo as três cidades mais importantes da Bahia, Vitória da Conquista cerca de 150 km, Feira de Santana cerca de 240 km, Salvador aproximadamente 365 km além de Itabuna e Ilhéus que ficam a menos de 200 km onde um dos maiores e mais moderno porto da América latina está sendo construído.
Esse projeto visa integrar o atlântico ao pacífico diminuindo a necessidade de cruzar o canal do Panamá onde há uma disputa geopolítica entre EUA e China.
Sou morador de Jequié e torço para que essa ferrovia seja concluída o quanto antes.

Wagner, a construção do túnel em Jequié é um passo importante para a Ferrovia de Integração Oeste-Leste e pode realmente impulsionar a logística da região. Um porto seco ajudaria a integrar ainda mais o escoamento de cargas, fortalecendo a economia local.

Essa ferrovia já tem quase 20 anos, ou se não tiver mais, de projetada e nem se sabe quando será concluída. Muito dinheiro público jogado aí. Quiçá, desviados também.

José, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste é crucial para a logística do Brasil, especialmente para o escoamento de carga no interior da Bahia. Embora o projeto tenha demorado, o túnel de Jequié representa uma solução pragmática para minimizar desapropriações e impactos urbanos. (Escrito por Alisson Ficher)

sábado, 25 de julho de 2026

Prefeitura de Santa Inês entrega Casa das Artes como equipamento de fomento à Cultura; avenida, praça e veículos também foram entregues

A noite de sexta-feira (24/07) foi de entregas para à população de Santa Inês, no Vale do Jiquiriçá, através da gestão pública municipal, representada pelo prefeito Sandro Silva (PT), que entregou, entre outros benefícios obras de requalificação da Avenida Itabuna, tratores, equipamentos que irão beneficiar a agricultura familiar, servindo a produtores rurais da Comunidade Quilombola, a Praça da Justiça, iluminação da Comunidade do Ponto Obrigado, novos instrumentos para a Banda Marcial FANMUSI, o novo acesso ao bairro José Américo, novos veículos para fortalecer a assistência à saúde, além da Casa das Artes, a primeira da região com características voltadas ao fomento à cultura, esporte e lazer.
O espaço nasce como local de oportunidades e aprendizados, valorização da arte e integração comunitária. Para o chefe do Executivo, a Casa das Artes revela a prioridade da gestão com Educação e Cultura e ele fala das entregas contínuas no município. ”A gente entende que cultura e educação é linkada, uma na outra. Então, quando as pessoas vivem com cultura e educação linkadas, a qualidade de vida melhora, a autoestima melhora e a inteligência das pessoas acelera. Essa Casa das Artes é um local amplo, para que a gente possa atender a nossa comunidade educacional, cultural”, celebrou Sandro, que destacou a continuidade de um projeto que representa um ciclo, são nove anos e sete meses, desde a gestão do Professor Emerson (PT), da qual Sandro foi secretário e o atual prefeito enumera entregas feitas eu seu mandato.

”Nós viemos de uma política aqui em Santa Inês que hoje completa um ciclo de nove anos e sete meses. A minha gestão, por exemplo, tem um ano e sete meses e nós já entregamos a comunidade dois novos postos de saúde, um conveniado com o estado e outro quase do zero, com recursos próprios e isso se faz com muita responsabilidade, trabalhando de domingo a domingo, diuturnamente”, justificou o prefeito de Santa Inês.

*Por Marcos Frahm / BMF

Vazamento de amônia mobiliza equipe do 8º BBM em área do antigo Frisuba em Jequié

Áreas administrativa e operacional do frigorífico foram isoladas

 

Um vazamento de amônia foi registrado nesta sexta-feira (24) no antigo frigorífico localizado na Vila Frisuba, em Jequié.

De acordo com informações do 8º Batalhão de Bombeiros Militar, ”por volta das 9h15, as guarnições da instituição foram acionadas para atendimento a uma ocorrência de vazamento de amônia em um frigorífico (Vale do Sol)  localizado na região da Vila Frisuba, zona rural da cidade de Jequié. Chegando no local, as equipes atuaram de imediato na evacuação dos colaboradores da empresa, bem como de moradores circunvizinhos à empresa”. Ainda de acordo com o 8º BBM, as equipes foram acionadas para conter o vazamento do composto químico, que é tóxico, incolor e possui odor forte. A amônia é amplamente utilizada em sistemas de refrigeração industrial.

Até o momento, não há informações sobre a causa do vazamento. Uma equipe especializada do 10° BBM/ Camaçari foi acionada para prestar apoio na ocorrência que segue em andamento. O local está isolado e os Bombeiros permanecem no local, nesta tarde. Os bombeiros permaneciam na área até a última atualização da ocorrência, realizando o trabalho de contenção do vazamento. Não há registro de feridos. No local funciona o principal abatedouro de bovino que fornece o produto comercializado em Jequié e outros municípios. O leito do Rio das Contas passa pela área. (Jequié Reporter)

Arte feita com Lápis de cor pelo artesão Charles Meira.

 

Arte feita com cartão telefônico pelo artesão Charles Meira.


A Bíblia.

                                      J. B. Pessoa.

      Sendo o livro mais famoso e lido em todo o mundo, foi criado o Dia Internacional da Bíblia. Essa data, observada mundialmente no segundo domingo de dezembro, teve sua origem em 1549, na Grã-Bretanha, por iniciativa do rei Eduardo VI, com o propósito de promover a disseminação da Palavra de Deus. No Brasil, a data foi inicialmente marcada em 1850 por missionários europeus e americanos, mas foi somente em 1948 que ocorreu a primeira celebração pública, coincidindo com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil.

     De fato, a Bíblia é um livro extraordinário, mesmo em seus aspectos mais complexos. Olhando sob a perspectiva de um racionalista cético, pode-se admitir que, à primeira vista, suas histórias parecem fantásticas demais para serem verdadeiras. Os incrédulos chegam até a compará-la a uma ficção, tal como a série Harry Potter. No entanto, essa comparação não aborda o ponto central da questão. Harry Potter não ameaça ninguém. Um pai piedoso pode até não gostar que seu filho leia a série, mas é impensável que governos proíbam sua publicação ou que os leitores sejam torturados e perseguidos por isso. Além do mais, quem, em sua sã consciência, estaria disposto a se tornar mártir por uma interpretação particular de A Pedra Filosofal?!... Ao contrário disso, a Bíblia já foi queimada, proibida e rejeitada em todos os séculos e lugares onde esteve presente. Muitos de seus seguidores não hesitaram em dar a própria vida pela história e mensagem que ela trazia; algo que jamais ocorreu com qualquer outro livro. Portanto, a comparação entre a Bíblia e obras de ficção é apenas superficial. Há algo de extraordinário em suas histórias que superam qualquer publicação humana.

     A pergunta que fica no ar, é a seguinte: que livro ficcional é capaz de gerar tantas conversões de uma só vez?!... Pode até ser que, se apresente um caso ou outro da melhoria cultural, a qual levou alguém a progredir na vida, após ler uma ficção. Porém, isso está longe da realidade de presos perigosos que abandonam a vida de crimes, após encontrarem a mensagem da cruz. A Bíblia é um livro singular. Ela alegra os tristes, encoraja os tímidos, aquece os desamparados, conforta os enlutados e transforma os perdidos. Ela é a mensagem de Deus, para às pessoas que têm fé.

     Para definir melhor esse monumento cultural e religioso, a Bíblia é uma coletânea de livros, que foram escritos em épocas diferentes, por inspiração divina, com simplicidade, revelando a Verdade, para ser compreendida em todas às épocas, conforme a fé, honestidade e inteligência de todos. A Ciência nunca inimiga das religiões. A teoria da "Origens das Espécies" de Charles Darwin não contraria os preceitos bíblicos, e nem a frase bíblica "do pó vieste e ao pó voltarás". Tampouco, à teoria científica do Big Bang. Os cientistas cristãos argumentam que as duas versões são compatíveis. O grande problema é o fundamentalismo religioso dos incultos e a imbecilidade dos criacionistas, que defendem uma interpretação literal da Bíblia. Para os sacerdotes cultos, a Ciência explica "como" o Universo se formou e a Religião aborda o "porquê" da existência e a questão do Criador.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Lançamento do livro Consciência Negra a Fôrça da Negritude de Florisvaldo Figueredo Fernandes (Artiludo).



O Lançamento do livro Consciência Negra a Fôrça da Negritude de Florisvaldo Figueredo Fernandes (Artiludo) será no dia 30/07/2026, ás 17h na Casa da Cultura Pacífico Ribeiro em Jequié-BA.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Levy Barros lança seu primeiro livro e resgata uma das histórias mais marcantes do sertão baiano.

Após anos de pesquisa, relatos e publicações, jornalista transforma a história da família Cauaçu em uma obra que promete emocionar e despertar a curiosidade dos leitores.


O jornalista, cantor e produtor de conteúdo Levy Barros acaba de realizar um antigo sonho: lançar seu primeiro livro. Intitulada “O Drama da Família Cauaçu em Catingal”, a obra resgata uma das histórias mais conhecidas e comentadas do interior da Bahia, reunindo memória, tradição oral e pesquisa em um relato envolvente sobre um conflito que marcou gerações.

Muito antes do livro existir, essa história já despertava grande interesse do público. Durante anos, Levy publicou diversos artigos em seu blog contando detalhes do drama vivido pela família Cauaçu. O sucesso das publicações fez com que professores, pesquisadores e contadores de histórias passassem a utilizar essas informações como referência. Foi então que surgiu a ideia de transformar todo esse material em uma obra organizada e definitiva.

Foram quase sete anos de trabalho, reunindo relatos, organizando acontecimentos e estruturando a narrativa até que o projeto finalmente ganhasse vida.

Segundo o autor, o objetivo nunca foi apenas contar uma história, mas preservar um importante capítulo da memória regional para que não se perdesse com o tempo. A própria obra deixa claro que o livro nasceu da união entre fatos reais, relatos transmitidos por gerações e uma narrativa cuidadosamente construída para proporcionar uma leitura envolvente, sem descaracterizar os acontecimentos centrais.

Mais do que um livro sobre conflitos, “O Drama da Família Cauaçu em Catingal” leva o leitor para dentro do sertão baiano de décadas atrás, onde honra, poder, vingança e sobrevivência moldavam o destino de famílias inteiras. Logo nas primeiras páginas, a narrativa mostra que pequenos acontecimentos podem desencadear consequências inimagináveis, prendendo o leitor desde o início.

Levy Barros já é conhecido pelo trabalho como jornalista, cantor, compositor e criador de conteúdo digital, sempre valorizando a cultura e as histórias do interior baiano. Agora, estreia também na literatura com uma obra que promete conquistar tanto os apaixonados pela história regional quanto os leitores que apreciam narrativas baseadas em acontecimentos reais.

Com linguagem acessível e ritmo de romance histórico, o livro reúne dez capítulos que conduzem o leitor pelos principais acontecimentos envolvendo a família Cauaçu, reconstruindo uma narrativa que atravessou gerações e permanece viva na memória do povo sertanejo.

“O Drama da Família Cauaçu em Catingal” representa não apenas a estreia literária de Levy Barros, mas também um importante registro da identidade e da memória do sertão baiano. Uma leitura que promete despertar curiosidade desde as primeiras páginas e fazer o leitor refletir sobre um passado que ajudou a construir a história de toda uma região. (Levy Barros)

terça-feira, 21 de julho de 2026

Estilista jequieense, que teve criações integradas ao figurino da novela A Nobreza do Amor, conversa com o público nesta quarta, em Jequié

A Casa Aroeira, em Jequié, recebe, nesta quarta-feira (22/07), às 18h30, o estilista quilombola baiano Dih Morais para um encontro presencial sobre os caminhos que conectam origem, território, ancestralidade, criação e construção profissional.

Intitulado “Encontro com Dih Morais — Moda, ancestralidade, identidade e pertencimento”, o evento parte da provocação:
“Se você não sabe de onde vem, você não sabe para onde vai.”

Primeiro designer de moda quilombola brasileiro a desfilar uma coleção no continente africano, Dih Morais construiu uma trajetória marcada pela valorização de referências negras, quilombolas, nordestinas e africanas.

Recentemente, criações autorais do estilista foram integradas ao figurino da novela A Nobreza do Amor, da TV Globo. Suas peças misturam elementos como crochê, palha e búzios, transformando memórias, saberes e referências culturais em linguagem de moda.

Durante o encontro, Dih compartilhará experiências pessoais e profissionais, escolhas, desafios e aprendizados que contribuíram para a construção de sua identidade criativa.
“Minha trajetória não começou na passarela. Ela começou na minha história pessoal, nas histórias de quem me cerca e na forma como vejo o mundo. Fui entendendo que não precisava esconder tudo o que já vivi. Na verdade, minha história, minha linguagem e meu trabalho fazem parte de tudo o que construí”, afirma Dih Morais.

Mais do que apresentar conquistas profissionais, a atividade propõe uma reflexão sobre como as origens de cada pessoa podem participar dos caminhos que ela deseja construir. A conversa abordará temas como pertencimento, identidade, cultura negra, ancestralidade, carreira criativa e a relação entre repertório pessoal e expressão profissional.

Para Eline Aroeira, criadora da Casa Aroeira, o encontro também representa uma oportunidade de aproximar o público de uma referência negra e quilombola cuja trajetória mantém uma relação direta com o território.
“Queremos aproximar o público de uma trajetória que une identidade, território e criação. Mais do que conhecer as conquistas de Dih, o encontro será uma oportunidade de conversar sobre os caminhos, as escolhas e as raízes que sustentam uma trajetória”, afirma Eline Aroeira, criadora da Casa Aroeira.

Embora a moda esteja no centro da atuação de Dih, o encontro não é destinado apenas a estilistas, artistas ou profissionais do setor. A atividade também dialoga com pessoas interessadas em ancestralidade, identidade, pertencimento, cultura negra, imagem, comunicação, processos criativos e construção de carreira.

O público poderá fazer perguntas diretamente ao convidado, conhecer histórias que nem sempre aparecem em matérias, fotografias ou registros de passarelas e participar de uma sessão de fotos. Os participantes também terão acesso à exposição permanente da Casa Aroeira. (Marcos Frahm)

As vagas são limitadas. O ingresso custa R$ 79,00.
Serviço
Evento: Encontro com Dih Morais — Moda, ancestralidade, identidade e pertencimento
Tema: “Se você não sabe de onde vem, você não sabe para onde vai”
Data: 22 de julho
Horário: 18h30
Local: Casa Aroeira
Endereço: Avenida Franz Gedeon, 1700, Jequiezinho, próximo ao Oásis – Jequié, Bahia
Ingresso: R$ 79
Vagas: limitadas
Inscrições: Acesse o formulário
Informações: (71) 99168-6045
Instagram: @casaaroeira_
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Eline Aroeira
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TV Sudoeste reforça presença em Jequié e retoma cobertura diária com repórter na cidade

A TV Sudoeste voltou a investir na cobertura jornalística direta de Jequié, reforçando a presença da emissora em uma das principais cidades do sudoeste baiano. A partir desta terça-feira (21), os acontecimentos do município passam a contar com acompanhamento permanente de um jornalista baseado na Cidade Sol.

O responsável pela nova etapa é o jornalista Andremax Ribeiro, que passa a integrar a equipe da afiliada da Rede Bahia/Globo como repórter cinematográfico. A chegada do profissional representa o retorno da cobertura ao vivo e da produção diária de reportagens diretamente de Jequié, após um período sem um representante fixo da emissora no município.

A novidade foi apresentada durante um encontro realizado pela TV Sudoeste na CDL com representantes da sociedade jequieense, oportunidade em que a emissora destacou o fortalecimento da atuação regional e a aproximação com a comunidade.

Formado em Jornalismo, Andremax Ribeiro já faz parte da história recente da emissora. Antes de assumir a nova função, trabalhou por aproximadamente dois anos na produção de telejornalismo da TV Sudoeste, adquirindo experiência nos bastidores das principais coberturas da região.

No novo cargo, ele atuará no formato conhecido como “repórter cinematográfico”, modelo em que o jornalista é responsável por todas as etapas da reportagem, desde a captação das imagens e realização das entrevistas até a produção do material exibido nos telejornais. O formato tem sido adotado por diversas emissoras por garantir rapidez na cobertura e maior mobilidade das equipes.

Com a iniciativa, a TV Sudoeste amplia sua capacidade de acompanhar os acontecimentos de Jequié em tempo real, fortalecendo a cobertura de temas ligados à política, economia, segurança, cultura, esportes e aos principais eventos da cidade e da região.

A expectativa é que a presença permanente de um profissional em Jequié aumente o espaço destinado às notícias locais na programação da emissora, aproximando ainda mais a população da informação produzida diretamente no município. (Marcos Cangussu)