sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Euclides Fernandes: Emenda de R$ 170 mil garante novos equipamentos para o hospital de Maracás

Uma emenda parlamentar do deputado estadual Euclides Fernandes garantiu ao Hospital Municipal Dr. Álvaro Bezerra, de Maracás, novos equipamentos que irão reforçar o atendimento público na unidade hospitalar.

O prefeito da cidade, Soya Novaes, informou que chegaram ao município, nesta quarta-feira (1/12), os novos equipamento como: maca fixa, monitor multiparamétrico, aparelho de anestesia, cama para parto, armários em madeira, sistema de digitalização de imagens radiográficas para Raio X, poltrona Giratória em courvim, com recursos da ordem de R$ 171.523,95, fruto de emenda do deputado, que atendeu a solicitação do gestor.

”O deputado Euclides Fernandes é um amigo de Maracás. Sempre que precisamos, ele nos ajuda a fazer por nossa cidade e já são diversas demandas atendidas ao longo dos anos. Nós estamos planejando a construção de um novo hospital e isso é de conhecimento de todos, mas enquanto esse sonho não é realizado, precisamos cuidar bem da população que necessita dos serviços públicos de Saúde e, com esse objetivo, iremos reforçar a estrutura interna do Hospital Municipal Dr. Álvaro Bezerra com novos equipamentos, que chegaram hoje a Maracás”, disse Soya em rede social. (Zenilton Meira)

Aumento do volume das águas do Rio Jequiezinho coloca prefeitura de Jequié em alerta

Aumento do volume das águas do Rio Jequiezinho coloca prefeitura de Jequié em alerta


O aumento no volume de água do Rio Jequiezinho deverá provocar alagamento em diversas áreas na cidade de Jequié.

O alerta é da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) de Jequié aos moradores das margens do Rio Jequiezinho, nas proximidades do Centro Educacional Ministro Simões Filho, no bairro Joaquim Romão e demais áreas ribeirinhas. O Rio Jequiezinho deverá receber, a qualquer momento, uma quantidade de água mais expressiva, provavelmente ocasionada pela vazante de alguma barragem rural, o que pode gerar alagamentos.

Os moradores devem redobrar a atenção e, em caso de emergência em decorrência das chuvas, liguem 0800 071 1710 (Ouvidoria Municipal) e 3526 8039 (Defesa civil) ou (73) 99914-0771.

Os condutores e moradores do bairro São Judas Tadeu e Loteamento Raio de Luz estão sendo orientados a evitar utilizar o acesso das ruas laterais ao Condomínio Colinas de São Paulo. Em função das águas das chuvas que estão chegando ao Rio Jequiezinho, estas vias se encontram parcialmente alagadas.

O Rio Jequiezinho deverá receber, a qualquer momento, uma quantidade de água mais expressiva, provavelmente ocasionada pela vazante de alguma barragem rural, o que pode gerar alagamentos.

Os moradores devem redobrar a atenção e, em caso de emergência em decorrência das chuvas, liguem 0800 071 1710 (Ouvidoria Municipal) e 3526 8039 (Defesa civil) ou (73) 99914-0771. (Marcos Cangussu)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Mensagem do Cantor Charles Meira

 

O cantor Charles Meira estará tocando e cantando, acompanhado também por Ismael da Acordeon na noite de 16/12, nas festividades do aniversário de 75 anos  da Primeira Igreja Batista de Itiruçu.

Cheia revela edificações de prédios no leito do Rio Jequiezinho

A cheia repentina do volume de água do Rio Jequiezinho, em sua passagem pela área urbana da cidade de Jequié, revela uma situação pouco observada nos períodos da longa estiagem. A prefeitura municipal, permitiu ou alegou desconhecimento em gestões passadas de que prédios residenciais fossem edificados no leito do rio, área do loteamento Jardim Paquetá (São Judas Tadeu). A prática que testemunha absluto desacordo com a legislação do meio ambiente fica flagrante no momento atual quando ocorre o alargamento do leito do rio, por elevação do volume da água decorrência da chuva em seus afluentes. (Jequié Repórter)

Euclides solicita asfaltamento de trecho da BA-537 que liga Nova Ibiá a Itamari

Euclides solicita asfaltamento de trecho da BA-537 que liga Nova Ibiá a Itamari

O deputado Euclides Fernandes (PDT) pediu ao governador Rui Costa que a Secretaria de Infraestrutura do Estado inclua no seu programa de obras o asfaltamento da BA-537, no trecho que liga Nova Ibiá a Itamari, numa extensão de nove quilômetros.

Na indicação que oficializou na Assembleia Legislativa, o pedetista destacou que a obra “será de grande valia” para a população local, porque, naquela região, existem muitos produtores ruais que utilizam a estrada para terem acesso à BR-101 e comercializarem suas produções. Segundo Fernandes, o asfalto, além de segurança para as pessoas que trafegam pela localidade, também facilitará o escoamento dos produtos agropecuários oriundos da agricultura familiar da população.

O pedetista apelou “para a sensibilidade e sentimento humanitário deste incansável governador”, de forma que acolha sua indicação, “na certeza que toda região será sempre grata” pela realização da obra, sobretudo porque a distribuição e venda das safras agrícolas são “o principal, senão o único, meio de receita daquela gente”. (Marcos Cangussu)

ESTAÇÃO DE PISCICULTURA DE JEQUIÉ PLANEJA PRODUZIR 20 MILHÕES DE ALEVINOS ATÉ O FIM DE 2022

Pode ser uma imagem de árvore, natureza, montanha, grama, céu e estrada

A Estação de Piscicultura de Jequié deve produzir 20 milhões de alevinos até o fim de 2022. A previsão foi anunciada pela Prefeitura de Jequié, nesta quarta-feira (01dez21), ao assumir a gestão compartilhada do espaço, a partir de convênio assinado com a Bahia Pesca S/A, órgão vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura. Atualmente, a unidade, que fica localizada nas proximidades da Barragem da Pedra, produz cerca de 500 mil alevinos, número considerado bem abaixo de sua capacidade.

Com o ajuste de gestão, a Estação de Piscicultura, que conta com cerca de 50 viveiros de peixes, deverá gerar 3 milhões de alevinos até março do ano que vem, com a pretensão de atingir 20 milhões até o final de 2022.

O aumento da produtividade beneficiará centenas de piscicultores da região. Mas a gestão compartilhada tem outras finalidades, a exemplo da diversificação da produção. Além da tilápia, que é a espécie de peixe carro-chefe da produção, a Estação passará a contar com outras espécies igualmente comerciais, como o tambaqui, tambacu e as carpas.

Para que a cadeia produtiva seja reestruturada, a Bahia Pesca fornecerá os equipamentos, mão-de-obra e insumos necessários para que a estação continue fornecendo alevinos a centenas de piscicultores e, assim, fortalecer o fomento do segmento da aquicultura na região. A Prefeitura de Jequié, por sua vez, fornecerá vigilância noturna, auxiliares de serviços gerais, manutenção e intervenções das instalações elétricas e estruturais.

“O objetivo do prefeito, Zé Cocá, é que este equipamento seja uma mola propulsora, fomentando a cadeia produtiva da região, ajudando os pequenos produtores rurais a melhorarem sua produção de peixes e, assim, eles consigam avançar mais, com mais qualidade e mais capacidade técnica”, disse o secretário de Governo, Hassan Iossef.

“Pretendemos, por meio deste convênio e gestão compartilhada, potencializar a produção da Estação e quem vai se beneficiar com tudo isso é a população. Temos aqui um gigantesco potencial e que, agora, com o apoio da administração municipal, passará a ser devidamente explorado. Temos grandes expectativas!”, destacou o diretor técnico da Bahia Pesca, Valter Silva Jr. (Souza Andrade)

Pode ser uma imagem de 6 pessoas, pessoas em pé, árvore e grama

Governo inicia construção de nova escola e autoriza outras obras em Apuarema

Foto: Manu Dias/GOVBA

 

O governador Rui Costa autorizou na manhã desta quinta-feira (2), na cidade de Apuarema, o início das obras de construção de uma nova unidade escolar para abrigar o Colégio Estadual Vasco Filho, com investimento em torno de R$ 4,5 milhões. O prédio terá cinco salas de aula, sala multifuncional, biblioteca, refeitório, auditório, laboratórios e campo society com arquibancada, além dos espaços administrativos. Na agenda em Apuarema, Rui assinou autorização para que seja licitada, por meio da Companhia de Engenharia Hídrica e Saneamento da Bahia (Cerba), a obra do Sistema Simplificado de Abastecimento de Água para o povoado de Serra dos Caetanos, beneficiando mais de 60 famílias da localidade. Foi autorizado ainda convênio, por meio da Superintendência dos Desportos (Sudesb), para instalar iluminação no Estádio Dídimo Brandão e, autorizou à Secretaria da Segurança Pública (SSP) iniciar a licitação para que seja construída uma  nova delegacia territorial na cidade.(Jequié Repórter)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Euclides Fernandes apoia distribuição de absorventes higiênico para mulher de baixa renda.

Com apoio da Prefeitura de Jequié CDL lança campanha Natal Show sorteando R$ 50 mil reais em prêmios


A Câmara de Dirigentes Lojistas de Jequié, em parceria com a Associação Comercial, o SICOMÉRCIO e com apoio da Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Cultura e Turismo e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, SICOOB e SICREDI, dará início nesta quarta-feira, 1º, à campanha Natal Show.

O Natal, data mais importante do ano para o comércio, deverá confirmar a força de sua tradição em 2021. Com o avanço da vacinação e o pleno funcionamento das atividades comerciais em todo o país, a expectativa é que 77% dos consumidores presenteiem este ano, retornando ao patamar de consumo pré-pandemia.

A campanha natalina pretende impulsionar as vendas neste período, contando com mais de 30 dias de campanha, com início já nesta quarta-feira seguindo até 5 de janeiro. Como forma de mobilizar o público consumidor, serão distribuídos cupons aos consumidores que comprarem nas lojas participantes da campanha e esse ano serão R$ 50,000,00 (cinquenta mil reais) em prêmios, sendo 50 prêmios de R$ 1.000,00 (mil reais) em vale compras. De acordo com a CDL, a campanha está devidamente legalizada no órgão regulador de campanha de prêmio, sob o Processo SECAP/ME n. 2021/07022.

O Natal Show deste ano tem a estimativa de distribuir mais de 200 mil cupons e para fazer a adesão, os empresários devem procurar a sede da CDL, na Rua 07 de setembro, nº 07, Centro. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (73) 35256325, pelo e-mail contato atendimento@cdljequie.com.br.

“O comércio, não só do município mas de todos os lugares do mundo, tem começado a se reaquecer e isso se deve, sobretudo, aos índices de vacinação. Então pensamos esta campanha com o objetivo de motivar as pessoas, como um reforço para que os consumidores se motivem mobilizem e temos certeza de que causará um bom efeito. Agradeço aos diversos parceiros e apoiadores, entre eles a Prefeitura de Jequié, e estamos muito confiantes que teremos um resultado positivo, com a estimativa de bons negócios para todos.”, afirmou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jequié, Antônio Trifino Junior.

“Graças a Deus estamos tendo a oportunidade de participar deste projeto. Não podíamos ficar de fora desse apoio, uma vez que o comércio de Jequié simboliza a força comercial, a força de mão de obra e de empregabilidade do município. Com a premiação da CDL, o público consumidor estará mais motivado a ir às compras e, com isso, fazer o movimento de vendas de produtos e serviços acontecer.”, destacou o prefeito de Jequié, Zé Cocá. (PMJequié)

Câmara aprova projeto que tipifica crime de injúria racial em locais públicos

.”Somos todos iguais, nem mais nem menos”, disse o relator do Projeto, deputado Antonio Brito.

 

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) o Projeto de Lei 1749/15, que tipifica o crime de injúria quando cometido em locais públicos ou locais privados abertos ao público e de uso coletivo. A proposta será enviada ao Senado. O texto, de autoria da deputada Tia Eron (Republicanos-BA) e do ex-deputado Bebeto, atribui pena de reclusão de 2 a 5 anos e multa para esse tipo de injúria se praticada nesses locais. De acordo com o substitutivo aprovado, do deputado Antonio Brito (PSD-BA), o enquadramento depende do uso de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Atualmente, o crime de injúria por esses motivos existe apenas no Código Penal e prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa, sem fazer referência ao local onde ocorre como agravante.

substitutivo apresentado pelo deputado Antonio Brito também retira a menção à conduta praticada por meio das redes sociais, pois a pena atual é superior à pena proposta no projeto de lei. “Por fim, propomos retirar a menção à conduta praticada por meio das redes sociais, pois a Lei 13.964/19L alterou o Código Penal triplicando a pena dos crimes contra a honra cometidos ou divulgados nas redes sociais, variando de 3 a 9 anos”, afirmou Brito. O relator ainda destacou a importância de aprovar a proposta em novembro. “É o mês em que se faz a reflexão sobre a igualdade racial no País. Somos todos iguais, nem mais nem menos”, disse Brito.Fonte: Agência Câmara de Notícias (Jequié Notícias)

Arte feita com cartão telefônico pelo artesão Charles Meira.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Euclides reivindica limpeza das preias do litoral baiano.

Em documento à Secretaria do Meio Ambiente do Estado, solicitamos a limpeza das praias do nosso litoral baiano..

Sabemos da importância desse ambiente para o turismo externo e também para o lazer da nossa população. Por isso, elaboramos indicação à pasta da Secretária Interina Márcia Cristina Telles, que desempenha um belíssimo trabalho frente ao setor. O nosso maior objetivo é o de intensificação das limpezas pelo litoral da Bahia, especialmente, em caráter preventivo e conscientizador.

Prefeitura de Jequié inicia obras de recapeamento asfáltico na Avenida Rio Branco e Praça da Bandeira

A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Infraestrutura, mantendo o cronograma das obras de pavimentação asfáltica, iniciado com a execução do programa Asfalto Novo Por Toda Cidade, deu início ao serviço de recapeamento asfáltico da Avenida Rio Branco e da Praça da Bandeira, no Centro. As equipes atuaram nestes dois locais, nesta segunda-feira (29).

Feito com investimento de R$ 7,2 milhão de reais em recursos próprios do município, nesta etapa as intervenções de pavimentação asfáltica já contemplaram a Rua Jerônimo Sodré, Rua Manoel Vitorino, Rua Dom Pedro II, Rua Frederico Costa e Travessa Manoel Vitorino e, agora, chegaram até as vias ao redor da Praça da Bandeira e na Avenida Rio Branco, uma das vias de maior fluxo de veículos da cidade e onde estão instaladas muitas residências e diversos estabelecimentos comerciais.

Por conta do processo de fresagem, com a retirada das camadas desgastadas de asfalto, a Secretaria de Infraestrutura vem interrompendo, temporariamente, alguns trechos para a passagem de veículos e de pedestres, mas logo em seguida o fluxo é liberado, podendo transitar normalmente. Após a fresagem é aplicada a camada de Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUQ), regularizando o pavimento da via, fazendo com a pista fique com um asfalto mais homogêneo, sem buracos e sem falhas na pavimentação, ampliando a sua resistência ao peso dos veículos, bem como ao tráfego intenso.

Para o secretário de Infraestrutura, Lucindo Menezes, o trabalho de recapeamento é importante e permite melhor trafegabilidade. ”As obras de pavimentação e de recapeamento atendem a uma reivindicação antiga da população. O prefeito Zé Cocá teve essa iniciativa de melhorar a estrutura viária das ruas centrais, o que vai facilitar e melhorar as condições de fluidez e segurança para os usuários dessas ruas e avenidas. Com o recapeamento, a pista fica mais regular e gera mais conforto para quem transita de automóvel ou de transporte coletivo, de moto ou de bicicleta.”, destacou o secretário de Infraestrutura, Lucindo Menezes. (Marcos Frahm)

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Euclides Fernandes, o cidadão que ama Jequié.

                                                                                        Charles Meira

Euclides Fernandes

“Meu Amigo”.

Nos bons tempos do Instituto de Educação Régis Pacheco (IERP), a realidade era outra. Existia a convivência inocente, os festivais, as quadrilhas de são-joão e até aula de como fazer peças de cerâmica. Foi nesta época inesquecível, que Charles Meira conheceu um recém chegado professor chamado Euclides Fernandes, que lecionava a disciplina de ciências. Na sala de aula, seu irmão Tomaz Meira era o melhor, porém em compensação Charles era destaque na música. Nos intervalos das aulas, o professor Euclides Fernandes, com seu jeitão diferente, batia com a mão na sua carteira e mandava Charles sentar e cantar, mesmo sem microfone. Assim se repetiu no colégio CETEJE, onde Euclides era diretor.

Mesmo não sendo mais professor, nossos laços de amizade foram preservados. Sempre acompanhando a sua carreira musical, o professor ainda tentou levá-lo para cantar nos programas do Chacrinha e de Silvio Santos no sul do país, porém seus familiares não concordaram com a ideia.

Tempos depois, já cantando músicas evangélicas, quando da gravação dos seus LP’s, Euclides esteve sempre presente na divulgação através da rádio FM 93. No lançamento do seu livro “Cantar, Cantar, Cantar”, mandou o repórter Osvaldo Batista, fazer a cobertura com chamadas ao vivo do local do evento. O jornal Jequié de sua propriedade tem sido um parceiro tanto na sua carreira musical, como de escritor. Recentemente a rádio FM 93 transmitiu na íntegra, o lançamento do seu CD “Quem Manda é Jesus”, mais um presente do professor Euclides Fernandes.

Atualmente Charles Meira resolveu também ser artesão, e como nas outras atividades, teve o apoio do seu amigo no programa “A Semana em Revista”, apresentado pelo também Jornalista na rádio 93 FM. Em muitas outras ocasiões, estes laços efetivos foram comprovados.

Hoje como não poderia ser diferente, o cantor missionário está agora ao lado do seu amigo, apoiando o seu novo projeto de vida. Com certeza, sua competência e experiência serão muito importantes para Jequié e toda região.

Começo esta matéria com este texto intitulado “Meu Amigo”, que escrevi já faz um bom tempo, entretanto bastante atual e em consonância com a pessoa convidada.

]Praça de Eventos de Riacho de Santana - RN, onde acontecem os principais eventos culturais do município.

O nosso entrevistado é o Deputado Estadual Euclides Nunes Fernandes, parlamentar que nasceu em 17 de outubro 1947, na cidade de Riacho de Santana – RN. Filho de José Euclides Fernandes e Maria Fernandes Cavalcante que tiveram dez filhos: Djalma Nunes Fernandes, Francisco Assis Fernandes, Expedito Nunes Fernandes, José Nunes Cavalcante, Maria do Socorro Fernandes, Francisco Nunes Fernandes, Antônio de Pádua da Silva, Maria José Fernandes, Euclides Nunes Fernandes, José Euclides Fernandes. É casado com Zaira Ivna Sampaio Andrade desde 21 de novembro de 1982 e tem três filhos: Ramon Fernandes, Euclides Junior e Ian Andrade Fernandes e três netos: Zaira, Euclides Neto, Ramon Filho.

Euclides Fernandes, no colo de sua mãe 
Maria Fernandes Cavalcante.

Euclides Fernandes e sua esposa Zaira Ivna Sampaio Andrade. 

Euclides começou os estudos com 5 anos de idade na cidade Riacho de Santana - RN em 1953, estudando com uma professora do município. Neste período da infância, o menino se divertia jogando bola e posteriormente praticando natação, seu esporte predileto, que foi campeão na década de 80, competindo por um clube social de João Pessoa, onde estudava. Dos 13 aos 18 anos de idade Euclides gostava também de música, namorar e de festas. Neste mesmo tempo saiu da Paraíba e veio para Jequié fazer a terceira série ginasial. Aprovado foi para Salvador cursar o quarto ano. A seguir mudou-se para a cidade de Natal, onde lecionou o primeiro ano do segundo grau e no ano seguinte na capital de João Pessoa o segundo ano. Em seguida retornou para Jequié e concluiu o segundo grau na Escola Técnica de Comércio no curso de Técnico em Contabilidade. Pedagogia foi a sua próxima formatura, que o levou a ser professor, realizando um concurso público. Na UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), final da década de 80 concluiu o curso de Direito e após Jornalismo na Universidade Federal da Bahia. Fez várias pós graduações como Direito do Trabalho, Previdência Social e três na érea de educação. Euclides além disso, tem carteira de radialista e como jornalista tinha uma coluna no jornal de Jequié e atualmente no jornalismo da rádio 93 FM da mesma cidade.

 Formatura do curso de Técnico em Contabilidade. 

Trabalhou na Prefeitura Municipal de Jequié na administração do Prefeito Daniel Andrade, representou um Laboratório farmacêutico, gerenciou uma fábrica de Cuscuz em Salvador, foi funcionário da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, ensinou e dirigiu o IERP (Instituto de Educação Regis Pacheco) e proprietário da livraria Consenso, no calçadão em Jequié e duas em Salvador. No ano de 1975, quando proprietário e diretor do CETEJE (Centro de Educação Técnica de Jequié) inseriu o ensino de primeiro e segundo grau com quase de 2000 alunos matriculados. A seguir na FIEF (Faculdades Integradas Euclides Fernandes), que foi diretor implantou a educação superior com os cursos de Economia, Ciências Contábeis e Administração de Empresa. Presentemente, nosso entrevistado está aposentado.

Em 1973 iniciou sua carreira política, quando foi convidado por Waldomiro Borges e Lomanto Junior, para ser candidato a vereador de Jequié. Euclides Fernandes aceitou o convite e foi eleito com a segunda melhor votação e durante oito legislatura foi vereador do município. Em 2006 elegeu-se Deputado Estadual, estando atualmente no quarto mandato. Fernandes, foi filiado nos seguintes partidos políticos: PSD, PL, PSL e atualmente no PDT.

Euclides Fernandes

A pretensão futura do deputado estadual é ser reeleito em 2022 e quanto a ser prefeito de Jequié, somente se surgir uma oportunidade, aí quem sabe?

Revelou também que é torcedor do Flamengo, Vitória, São Paulo, Grêmio e da Associação Desportiva Jequié, equipe que eleva o nome da nossa cidade. Gosta de música sertaneja, estilo lhe empolga mais.  Aprecia o voleibol, natação com muita satisfação, pois praticou dos 15 aos 18 anos de idade. Seu lazer preferido é nadar no mar e fazer sua caminhada todos os dias durante 50 minutos, atividade fundamental para melhorar a sua saúde. Para ficar mais atualizado prefere ler revistas, jornais e seu livro preferido é “O Pequeno Príncipe”. Adora cinema, quando pode sempre vai assistir um filme de ação e o melhor que assistiu foi “A Procura da Felicidade” e sua religião é a católica.

O cantor e escritor Charles Meira e o  Deputado Estadual Euclides Fernandes.

No fim da entrevista, o deputado disse que ama Jequié sua terra querida, que está aqui a 45 anos, contribuindo para a sua sociedade, quer no sentido privado, quando teve atuação importante no ensino fundamental e superior, como também na vida pública, quer como vereador, quer como deputado estadual, fazendo entregas importantes para o desenvolvimento social e econômico do município, para melhorar a qualidade de vida do seu povo.

Euclides deixou também claro o seu desejo de ser enterrado aqui na cidade sol.

Centro de Reabilitação da Santa Casa de Jequié com três representantes no Meeting Paralímpico em Aracaju-SE

Paratleya e treinadora Verônica Almeida com a paratleta Bárbara Britto

 

A paratleta e treinadora de natação Verônica Almeida, estará no comando da equipe que representará o programa Habilitação Esportiva Inclusiva do Complexo Poliesportivo do Centro de Reabilitação da Santa Casa de Jequié, no Meeting Paralímpico Loterias Caixa de atletismo e natação, organizado pela Universidade Tiradentes (Unit), de Aracaju-SE,  etapa regional, que acontecerá no próximo dia 4 de dezembro, realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocinada pelas Loterias Caixa.

A treinadora Verônica Almeida, é dona de uma marca no Guiness Book, medalhista paralímpica, mundial e Parapan-Americana e terá na sua equipe os paratletas Bárbara Britto, 14 anos, Alan e Vando. Bárbara Britto, conquistou medalhas nas provas de 50m livre, 100m livre e 100m costas, que participou de 23 a 26 deste mês, na Paralimpíadas Escolares, maior evento esportivo mundial para crianças com deficiência em idade escolar, realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

 

 

O Centro de Reabilitação Nice Aguiar, da Santa Casa de Jequié, inaugurado em 16 de setembro de 2020,  estreia em competição paralímpica nacional com chance de medalha já está se credenciando  para participar de competições paralímpicas em  nível nacional.  “O convite para atuar como treinadora e olheira na Santa Casa de Jequié foi inesperado, mas tem sido uma experiência única e particularmente motivadora poder compartilhar meu conhecimento e, ainda, servir de inspiração para que os pacientes enxerguem além das dificuldades. Tem sido gratificante presenciar o encontro deles com o sorriso novamente”, afirma Verônica Almeida. (Jequié Repórter)

Equipe Brasileira foi sexto lugar nos Jogos Pan-Americanos triátlon Júnior - Cali 2021.

Miguel hidalgo - Brasil - foi o campeão do triátlon Júnior 


David Lucas - Jequié BA


Time Brasil no Pan-Americano. 
Da esquerda para direita Marcelo Ortiz  técnico da equipe, Lucas Souza  Jequié - BA. Miguel Hidalgo  São Paulo - SP. Giovanna Lacerda  Palmas - TO. Alice Tinelli  Curitiba - PR. Rodrigo Milazo  diretor técnico da CBTRI.

O caçador de onças.

                                                                      J. B. Pessoa

Eu nunca vi nenhuma dessas coisas, que dizem existir nas matas e caatingas desses sertões do Nosso Senhor Jesus Cristo. Se dissesse que vi, estaria mentindo. Porém, como muita gente boa disse que já viu, e o compadre Zé do Barulho afirmou que ele botou pra correr o danado do caipora que lhe desrespeitou, eu acredito. Na verdade, sempre tive medo de me embrenhar nas matas fechadas, principalmente as mais distantes, onde vivem a suçuarana, o caititu e a temível onça pintada. Além disso, sou um modesto caçador, apesar de ser excelente atirador. Quando eu me atrevia a entrar em matas inóspitas, era na companhia do meu compadre João Golino, o qual era o maior caçador que conheci, até os dias de hoje. De resto, só pelas redondezas; umas codornas aqui, algumas perdizes ali; bastantes mocós e preás e nada mais do que isso. Aliás, deixei de caçar quando fui alertado pelo padre Climério Andrade que, o único animal que mata pelo prazer de matar é o homem! Além disso, nos dias de hoje, existe muito caçador para pouca caça, o que torna a prática dessa distração uma coisa muito perigosa.

Por falar em perigo, algum tempo atrás quando eu vivia em Iguatemi, conheci um cidadão de Feira de Santana, chamado João Durval da Silva Quadros. Era advogado e tinha sido vereador em sua terra. Ele apareceu em nossa vila, querendo caçar “onça braba” e estava à procura do famoso João Golino. Era um rapaz alto, moreno, elegante e jeito de fidalgo, o qual aparentava uns vinte e cinco anos de idade. Vestia um terno de linho branco e usava um chapéu estranho, desses que a gente vê nos filmes de selva africana. Era tirado a bonito, pois olhava para as moças com trejeitos dos galãs de filmes românticos, e falava com voz adocicada dos atores de rádio-novela. Pediu a uma delas que lhe indicasse o melhor hotel da “cidade” e ficou hospedado na pensão do meu tio Quincas Pessoa, a única existente na vila.

O doutor Durval, como gostava de ser chamado, foi apresentado ao pessoal do lugar, pelo meu tio Abílio Pessoa, como um grande caçador. Depois do jantar, ele compareceu à minha venda, na companhia de Golino e Quincas. Ficamos conversando, juntos a de outros catingueiros, até altas horas. Em meio dos tragos de uísque, da última garrafa que eu dispunha, contou pra gente que já tinha caçado na Floresta Amazônica e nas Savanas Africanas. Enquanto o sujeito dissertava suas aventuras, Golino desconfiando de sua prosa esnobe e, saboreando a sua destilada, me disse ao pé do ouvido: “Né, esse aí tem jeito de caçador de araque!... Vai ver que os bichos que ele pegou saíram da carochinha!” Falei pra Golino, que os animais africanos que o doutor dizia ter abatido, eram realmente grandes. Ele então olhou para mim, balançando a cabeça negativamente, e disse com desdém: “Vamos ver, como ele se sai, aqui na caatinga”.

O doutor era bom de prosa e, entre mentiras e verdades, fiquei gostando dele. Afinal, como já disse a vocês, se o pescador não aumentar o tamanho do peixe, a estória fica sem graça. Aqui mesmo, nesse momento dessa noite fria, tomando um cafezinho quente e pitando nossos cigarros e tiberos, estamos nos divertindo, contando os nossos “causos”. Acredite neles quem quiser ou então vai para casa dormir. Voltando ao caso do doutor Durval, ele foi o primeiro caçador a relatar pra mim, a existências de bichos, os quais eu viria a conhecer, tempos depois, no cinema aqui em Jequié.

O doutor Durval tirou de uma caixa comprida de couro, forrada de veludo, o rifle mais bonito que eu já tinha visto. Aliás, eu só, não! A peãozada que estava proseando na minha venda ficou abestalhada ao ver uma arma daquele porte. Era um rifle americano de repetição e de grosso calibre. Olhando para a velha espingarda de Golino e verificando que era uma arma antiga, das que se carrega pela boca, comentou orgulhoso a respeito da sua. “Essa é uma arma moderna! Se o caçador errar o tiro, engatilha outra bala na hora!” Golino sorriu com desprezo e despejando outro gole de pinga goela abaixo, olhou bem dentro dos olhos do doutor e disse: “Se a onça deixar, meu camarada!... Se a onça deixar!” Depois fingindo temor, disse em tom de preocupação: “Se o “cabra” errar o tiro, ela, que é danada de ligeira, não dá chance ao caçador engatilhar! É um bicho treiteiro e danado de tinhoso, que não tem medo de nada. Nesse momento, todo mundo ficou calado e ele explicou: “Todo caçador sabe, que quando está caçando uma pintada, é também uma caça”! A única vantagem que o cristão leva da fera é quando ele tem um bom cachorro!” Golino pegou a sua espingarda e, acariciando a arma, mostrou ao doutor e disse: “Meu avô, que era italiano a trouxe da Itália e eu herdei dele. Só tem um cano e bem grosso! Carrego com bastante pólvora e coloco como bala um rolimã de aço, do tamanho de uma bola de gude e vou atrás da comedora de gente!... Aí seu doutor: sou eu ou ela!”

O doutor ficou pasmo com o relato de Golino. Com os olhos arregalados tomou mais um trago de uísque e, disfarçando o seu receio, disse que nunca tinha errado um tiro. Como em toda conversa de caçadas, aparecem os heróis que já tinham abatido várias onças, o doutor ficou mais animado. Lá pelas onze horas da noite, quando a gente estava na maior animação, chega um vaqueiro do povoado de Várzea d’Água, procurando por Golino. Ele disse, na maior inquietação, que uma onça braba rondava o lugar, ameaçando os moradores daquela localidade e ele veio pedir ajuda dos caçadores da redondeza. Golino serviu para o homem uma dose de cachaça e, olhando para todos, disse sorrindo: “Meu camarada, você esta com sorte!... Aqui na venda do meu compadre, Manoel Pessoa, estão reunidos os maiores caçadores de onça da região!” João Golino começou a apresentar para o vaqueiro os fanfarrões da noite, que logo foram tirando o seu corpo fora! Uns diziam que tinha roça para cuidar, outros que a mulher estava doente e todos inventaram uma desculpa qualquer, indo embora, porque já era tarde. O vaqueiro ficou sem entender nada. Golino serviu ao homem mais uma dose, que ele tomou de um gole só. A seguir, tomou a sua e, sorrindo, apresentou o doutor ao vaqueiro dizendo: “Este distinto cavalheiro é o Doutor João Durval da Silva Quadros, que veio para nossa terra à procura de uma onça bem grande, pra tirar o couro e dar de presente à noiva dele!” E depois, virando-se para a cara assustada do doutor, lhe disse olhando nos olhos: “Homem!... Quero ver você, depois me dizer, que já abateu um bicho mais arretado do que essa onça lá da Várzea D’Água”.

Seu moço!... Meus amigos, aqui presentes! Olhei para o doutor e não vi nenhuma animação por parte dele. Pensei comigo mesmo: “Será que esse homem é também um engodo?!” Senti que o “cabra” estava com medo! Golino olhou para mim e me disse à surdina: “Né, esse aí de caçador não tem nada! Vamos ver amanhã!”

Tranqüilizamos o vaqueiro que pernoitou com a gente e marcamos a caçada para a manhã seguinte. Fomos todos dormir lá pela meia noite, depois de deixar o doutor na pensão. Pela manhã, bem cedinho, eu e Golino fomos acordar o caçador, que dizia estar sofrendo de uma enorme enxaqueca, a qual o

deixava de corpo mole. Pedi a Dona Idalina, cozinheira da pensão, que preparasse um dos seus famosos chás, os quais levantavam até defuntos, e dei ao doutor para curar a sua dor de cabeça. O doutor recusou o chá, dizendo que era um homem esclarecido e só tomava remédio de farmácia. Nesse momento notei que o sujeito estava com medo. O doutor estava fazendo corpo mole, para não ir atrás da onça. Percebendo a manha do grã-fino, e querendo caçoar do coitado, Golino disse ao doutor com voz firme: “Se você quer mesmo um couro de onça, a hora é essa! Vai ter um bocado de vaqueiros, com seus cachorros, que vão ajudar a gente pegar o bicho!” Golino, querendo tranquilizar aquele caçador mofino, disse em tom paternal: “O doutor só vai ter o trabalho de atirar com essa lindeza de arma que carrega consigo; e o resto a gente faz!” Nesse momento, eu senti uma animação repentina por parte do doutor, que levantou da cama e disse se desculpando: “Eu não devia ter bebido tanto, ontem à noite!”

Montamos em nossos cavalos e rumamos para a Várzea D’Água. O vaqueiro começou a relatar casos de onças e caçadas da região, nos afirmando que aquela era a maior onça que ele já tinha visto. Virando-se para o doutor, disse animado: “É do tamanho de um jumento! O doutor vai possuir uma lindeza de couro de onça!” Chegamos ao povoado às oito horas e fomos à venda do meu primo Armindo Matos, para encontrar os capiaus do lugar. Havia muita gente e o reboliço era enorme. Outro vaqueiro, que também dizia ter visto a onça, jurou pelo “creio em Deus Padre” dizendo que a pintada era a maior onça que ele já tinha visto na vida. Olhou para a cara assustada do Doutor João Durval e disse animado: “É maior do que um boi!” Seu moço!... O doutor João Durval quando ouviu aquilo, engoliu seco e, engasgando, disse que estava indisposto devido à sua enxaqueca. Golino alertou ao doutor, que a hora era aquela, e se ele não fosse atrás da onça, o povo do lugar iria alardear que ele era medroso. O doutor respirou fundo, procurando coragem e depois, numa curta animação, falou grosso: “É isso aí, pessoal. Vamos atrás da “bicha!” Golino me chamou e disse: ”Né, pegue o seu cachorro que os meus estão prontos.” Naquela ocasião, eu tinha um perdigueiro que era chamado de Petí. Nunca conheci um cachorro mais valente do que aquele. Morreu de velho e até hoje tenho saudades dele. Golino tinha dois, que não eram “raçados” mas também eram valentes. Depois de um bom café e uma deliciosa farofa de ovos feita pela negra Maria, nos despedimos da peãozada, tomando um “rabo de galo” para dar coragem. O doutor recusou a bebida, pois achava extravagante aquele mistura de vermute com cachaça, muito aquém do seu refinado gosto e lamentou não ter trazido de Feira de Santana o seu “scotch”.

O sol estava alto quando nos despedimos do pessoal da Várzea D’Água e nos embrenhamos pela caatinga adentro, seguindo o rastro da onça. A cachorrada latia animada e o doutor Durval suava dentro de um elegante terno de linho branco, usando o chapéu estranho, dizendo serem trajes típicos dos caçadores que se prezam. Golino olhava o sujeito com certa antipatia, pois o doutor era daquele tipo urbano, metido à besta, o qual achava que todo sertanejo era tabaréu. Seguimos numa trilha que ia dar no velho cemitério, o qual estava abandonado, pois os catingueiros do lugar diziam que nele, morava um lobisomem. Resolvi caçoar do doutor e disse para Golino: “A gente precisa voltar antes do escurecer, pois naquele cemitério mora um lobisomem!”. Golino olhou para mim, piscando o olho e disse fingindo medo: “Né!... Sei não!... Pelo tamanho que dizem ter a onça, eu desconfio que seja o danado! E aí, meu amigo, só bala de prata e nós não temos nenhuma!”.

Seu moço!... Meu compadre!... Meus amigos aqui presentes! Pasmem: O semblante do doutor mudou radicalmente. De moreno que era, ficou branco de medo! À medida que a gente entrava pela capoeira, o doutor ia ficando mais nervoso ainda, e se derretia dentro daquele terno de fidalgos. De repente os cachorros farejaram alguma coisa e começaram a latir. Nesse momento encontramos um recente rastro de onça, que dava para uma parte da caatinga, onde a mata era mais rala, devido à existência rochedos e imensos solos rochosos, cujas fendas acumulavam água, as quais eram denominadas de caldeirões pelos catingueiros. Golino cochichou comigo, tramando suas zombarias e, com a minha ajuda, começou a caçoar do doutor: “Né, olha aqui o volume desse rastro! Pela dimensão da pata se conhece o tamanho da onça! Se o doutor não estivesse aqui com a sua experiência internacional, eu dava o fora!” Nesse momento clamei como se estivesse morrendo de medo: “Valei-me meu bom Jesus da Lapa, que sou muito moço pra morrer!” Seu moço!... O doutor não disse nada! Calado estava e calado ficou tremendo de medo, com seus olhos arregalados, olhando para todos os lados, segurando o seu belo rifle em posição de combate. A essa altura comecei a ficar com pena do sujeito, enquanto o sorriso de satisfação estava estampado na cara de Golino.

Eram mais ou menos umas quatro horas da tarde, quando paramos para descansar e tomar um gole d’água. Logo após, os cachorros ficaram mais agitados, latindo muito alto. Nesse momento soltamos os três e corremos atrás deles, no rastro da onça. Pouco depois eles acossaram o felino em cima de uma grande pedra, bem perto da gente. Colocamos nossas espingardas em punho, ao passo que o doutor João Durval ficou parado, imóvel como uma estátua. Golino olhou para o sujeito e gritou com vontade, enquanto a onça permanecia em cima da pedra, prestes a dar seu bote: “A onça tá aí, vai que ela é sua doutor!” Seu moço, eu não quero nem contar! Pois, até eu, que estava acostumado a ir a caçadas com meu compadre João Golino, naquele instante fiquei com medo! Quando a onça deu aquele urro pavoroso e pulou em cima da gente, Golino atirou com aquele canhão, que ele chama de espingarda, acertando um grosso rolimã na cabeça da “bicha”, enquanto ela pairava no ar!

Passando o susto, olhei para a onça que jazia no chão, verificando que a pintada era realmente grande. Nesse exato momento, enquanto Golino recarregava a sua arma, sentimos um fedor de latrina suja e olhamos para o doutor, que permanecia imóvel branco como uma figura de cera. Então notamos que o sujeito tinha se borrado todo!... Cagou nas calças! A cena foi trágica e cômica ao mesmo tempo. Golino sorriu com satisfação, enquanto eu fui levar o doutor para tomar um banho num dos caldeirões daquele lajedo. Golino, que continuava se divertindo com a má sorte do doutor, gritou para mim: “Né!... Toma cuidado para não sujar a água do caldeirão! O povo precisa dela!”

Depois de um bom tempo se banhando e lavando sua roupa sem sabão, o doutor, visivelmente envergonhado, se recompôs, dizendo com uma voz abatida: “Eu não devia ter bebido tanto, ontem à noite!” Golino pegou o seu facão e tirou um galho de uma árvore, fazendo dele um grande bastão. Ele amarrou as patas da onça, uma na outra, introduzindo o bastão por entre elas e carregamos a finada até a Várzea D’Água. O doutor Durval ia seguindo a gente, todo cabisbaixo, murmurando: “Eu não devia ter bebido tanto!”.

O sol estava entrando por entre os morros, quando chegamos à estrada de rodagens e avistamos um caminhão que vinha de Livramento e ia pra Brumado. O doutor Durval fez um sinal com a mão e o motorista parou. Ele acertou a viagem e partiu naquele caminhão, depois de pagar a Golino o acerto

prometido. Parou em Iguatemi e pegou as suas coisas na pensão, acertando as suas contas. Despediu-se de Dona Idalina, dizendo que estava adoentado e disse se desculpando: “Eu não devia ter bebido tanto, antes de uma caçada como aquela!” E balançando a cabeça, contrariado, entrou na cabina do caminhão, partindo da caatinga para sempre.

Lá na Várzea D’Água a gozação foi geral. À tardinha, os capiaus do lugar se reuniram na venda do meu primo Armindo Matos, para mangar daquele janota metido a galã. Confesso para vocês, que fiquei com pena do doutor. Como diz um velho ditado: “Quem tem cu, tem medo” O que aconteceu com ele, poderia ter acontecido com qualquer um. Foi puro azar. Eu mesmo quase defeco nas calças, naquela aventura do Fantasma Lenhador, em São Paulo. O doutor Durval era um bom sujeito; um tanto esnobe, mas era bom de prosa. Apenas mentia mais do que outros prosadores. Quando alguém se lembrava do caso, tempos depois, se referia a ele pelo apelido de “João Caganeira”. Dizem que hoje, ele é uma pessoa muito importante na sociedade soteropolitana.

Pois é, meus amigos!... Como diz a sabedoria popular: “Com boi brabo, onça pintada e mulher fuxiquenta, só se metem quem quer encrenca!” Agora vamos tomar um cafezinho quente e pitar um gostoso cigarro de palha, feito com o fumo que Seu Fulô trouxe Brotas de Macaúbas e ouvir do meu compadre Manequito, contar mais um caso de onças.

Quinto capítulo do livro não publicado, “As Aventuras de um Catingueiro”.


Euclides Fernandes pede unidade do SAC no município de Andorinhas.

 

OCPJ apresenta “CINEMA IN CONCERT” espetáculo inédito em Jequié.


Na noite do dia 20/11, sábado, no Centro de Cultura Antônio Carlos Magalhães, a  ORQUESTRA CLÁSSICA POPULAR DE JEQUIÉ, OCPJ, trouxe um show imperdível para os apreciadores de cinema, apresentado pela primeira vez na cidade de Jequié-Bahia, realizando um esplendoroso e dinâmico espetáculo em duas sessões e respeitando os protocolos do local, para um público composto por familiares e amigos.

Fantasiados como personagens de grandes produções de filmes, os músicos da OCPJ executaram um repertório de temas que fizeram sucesso nas telonas. Numa combinação mágica entre cinema e música, o Cinema in Concert, uniu esses dois mundos em uma mega experiência.

Regido pelo maestro Thiago Alves, o repertório contou com clássicos das trilhas de cinema. O CINEMA IN CONCERT, resgatou músicas que fizeram história com obras de compositores renomados, de clássicos premiados internacionalmente, como HÉRCULES, A BELA E A FERA, CINEMA PARADISE, REI LEÃO, ROMEU E JULIETA e DANÇA COM LOBOS.

Na oportunidade, a OCPJ trouxe também a formação "Orquestra de Mulheres", composta pelas musicistas da própria Orquestra, idealizada pelo maestro Thiago Alves. A ideia nasceu do desejo de inspirar e motivar mulheres a se expressarem através da música, afinal, lugar de mulher é onde ela bem quiser!

Nesse espetáculo, com belas fantasias, o maestro Thiago Alves transformou os músicos em célebres figuras do cinema mundial! A união visual de luz e imagens cinematográficas objetivou seduzir o público ao som da Orquestra, proporcionando emoções e criatividades que, certamente, ficarão para sempre na memória dos presentes.

Agradecemos a todos e todas, familiares e colaboradores. Nossa Orquestra segue avançando e, sem vocês, nada disso seria possível. Para nossos músicos, como bem disse nosso maestro: Tenho certeza que a apresentação de hoje ficará para sempre na memória desses jovens! Sigamos de Jequié para o mundo! (Jequié News)