domingo, 27 de setembro de 2026
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Santa Casa de Jequié cria serviço especializado para atender pacientes com fibromialgia

A Santa Casa de Jequié ampliou, nesta quarta-feira (23), a assistência oferecida à população com o lançamento do Serviço de Atendimento a Pacientes com Fibromialgia. Inicialmente, cerca de 50 pessoas serão acompanhadas pelo novo serviço.
A fibromialgia é uma doença crônica que provoca, principalmente, dor generalizada pelo corpo, além de sintomas como cansaço, alterações no sono e dificuldade de concentração. Os efeitos podem comprometer atividades do dia a dia e a qualidade de vida dos pacientes.
Com a criação do serviço, a Santa Casa passa a oferecer um atendimento direcionado às pessoas que convivem com a condição, buscando identificar as necessidades de cada paciente e proporcionar um acompanhamento mais adequado.
A iniciativa também representa um reforço na assistência especializada em Jequié, especialmente para pacientes que necessitam de acompanhamento contínuo para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Nesta primeira fase, aproximadamente 50 pacientes serão atendidos. A expectativa é que, com o funcionamento do serviço, a assistência possa ser ampliada de acordo com a demanda e a estrutura disponível.(Marcos Cangussu)
"Meu filho, teu filho", o livro de Charles Meira não editado.
Meu filho, teu filho.
Charles Meira
Apresentação
Emocionante o texto de Charles Meira sobre o relacionamento entre Pedro e Lúcia. Uma paixão digna de um romance ou uma novela. Não sei se é baseado em um caso real, ou não. No entanto, não deixa de emocionar o leitor. Charles é um escritor historiador, sempre voltado para assuntos que envolvem biografias e entrevistas sobre as lutas entre coronéis e jagunços de Jequié, no passado, ou ainda sobre músicos e atletas do nosso futebol. Dessa vez Charles relata uma história de amor com um final surpreendente. Carlos Eden Meira
A garota
Na década de
70, Pedro conheceu, na cidade de Jequié, uma garota por nome Lúcia. Era muito
atraente, principalmente por causa do seu belo corpo. Na época, Pedro era muito
namorador e não demorou em aproximar-se da bela mulata. Eles estudavam no
Instituto de Educação Régis Pacheco, na mesma sala, fato que contribuiu para,
em pouco tempo, ele conquistar a colega, mesmo com a rivalidade de outros
rapazes. Além de namorar no colégio, saíam para festas nos clubes e barzinhos,
sempre acompanhados das amigas de Lúcia e a sua turma, formada por Moisés, seu
irmão, Paulo e Roque, primos, Antônio, Alfredo e Cosme, amigos de infância.
Uma noite fazendo amor
Com o passar
do tempo, Lúcia demonstrava, pelas suas atitudes, que estava gostando de Pedro,
mas ele não correspondia aos seus sentimentos, pois não conseguia ter somente
uma namorada. Pela insistência dela, de vez em quando iam curtir a noite de
Jequié. Em uma dessas noites, depois de uma festa no clube, foi levá-la à sua
casa, que ficava na Avenida Santa Luzia, no bairro do Joaquim Romão. Como era
madrugada e não tinha ninguém na sua residência, resolveu ficar para dormir.
Passaram o restante da noite fazendo amor. Acordaram com um barulho: a perna da
cama tinha-se quebrado! Daí por diante foi que ela grudou no seu pé. Mas, ele
considerava seu relacionamento com Lúcia uma aventura como outras tantas.
Passou a receber presentes, que eram enviados por ela para a empresa em que
trabalhava. No dia do seu aniversário um bolo, de outra vez um cachorrinho, que
morreu na casa de sua tia Lindaura depois de 15 dias. Cada presente que chegava
era motivo de gozação dos colegas. Como gostava muito dele, queria engravidar,
mas, devido a problemas uterinos, não conseguia realizar o seu sonho.
Mudança de Lúcia e Pedro para Salvador
No ano de 1974, Lucia, foi morar em Salvador. Em 1975, Pedro também se mudou com sua família para a capital. Quando Pedro chegou a Salvador, Lúcia já tinha encontrado seu irmão Moisés, seu primo Roque e os amigos Cosme e Alfredo. O relacionamento entre eles continuava o mesmo vivido em Jequié. As praias e as festas de largo eram os lugares mais frequentados pela turma. A relação de Pedro com eles não era mais a mesma, pois os seus pensamentos e atividades mudaram. Estava namorando e gostando de Marina, procurava emprego e pretendia estudar novamente. Assim aconteceu. Logo estava trabalhando, estudando e pensando em casamento. Durante esse período, teve alguns contatos com Lúcia, mas, em companhia dos seus amigos. Lúcia estava residindo em um pensionato na Rua do Gravatá. Sempre passava naquele local quando ia fazer teste para trabalhar.
O pencionato na Rua do Gravatá
Numa tarde, quando retornava da parte baixa de Salvador, encontrou
Lúcia à porta do pensionato. Entraram para conversar, pois já fazia algum tempo
que não via sua amiga. Lúcia continuava com esperanças de reatar o namoro.
Neste dia conversaram bastante. Aproveitou a ocasião e falou com Lúcia que
gostava de Marina e pretendia ficar noivo em pouco tempo, inclusive mostrou as
alianças que tinha comprado. Ficaram por muitos tempos sozinhos e acabaram
tendo uma relação amorosa. Depois do ocorrido, ela ficou parada no canto da
cama, como se estivesse escondendo algo, talvez a lembrança do relacionamento
entre eles, que naquele momento estava terminando. A partir daquele dia, suas
vidas se separaram. Lúcia, logo mudou de endereço e Pedro perdeu contato com
ela.
O casamento
Em abril de
1976, casou-se com Marina e continuou morando em Salvador, na casa de sua mãe.
Passados alguns meses, Moisés e Roque estiveram com Lúcia na Rua do Gravatá,
porém em outra casa. Estava morando com uma amiga e havia-se engravidado. Novamente
Lúcia desapareceu e nem seus amigos davam notícias. Como o envolvimento que
teve com Lúcia era considerado para ele uma aventura, não se lembrava mais
dela, passou a dedicar-se à sua esposa, ao trabalho e estudar.
O nascimento do primeiro filho
Passados uns quatro anos, Pedro continuava morando em Salvador com sua mãe, e tinha um filho que nascera em 1977, um belo menino de cor branca, cabelos vermelhos, parecido com seus tios e os parentes de Catingal, distrito da cidade de Manoel Vitorino. Estava terminando o curso e havia mudado de setor no emprego, trabalhava agora na Praça da Sé, fazendo o estágio exigido pela escola. Certo dia, quando fazia um projeto na sala em que trabalhava, foi avisado por um colega que alguém queria falar com ele. Ficou um pouco apreensivo, julgando que seu filho tivesse adoecido ou outra notícia ruim. Nessa hora, só pensava em algo desagradável. Dirigiu-se rapidamente à sala de espera.
A visita inesperada
Para sua surpresa, a visita era uma pessoa que há muito tempo tinha deixado o convívio com eles. Sentada no sofá, quando Lúcia o viu, levantou-se e friamente cumprimentaram-se. Inicialmente, comentaram sobre o longo tempo sem contato. Depois, sobre assuntos relacionados com saúde, moradia, família e seus amigos. Como não podiam conversar muito, porque ele estava no horário de trabalho, Lúcia falou que era melhor acertar um encontro em outro local, a fim de que tivessem mais tempo para dialogar. Marcaram-no o final da tarde, na saída principal do edifício onde ele trabalhava. No local e horário combinado, encontraram-se e saíram conversando. Na ladeira da praça, próximo a um centro comercial, perguntou a Lúcia o que queria falar que necessitava de tanto tempo. Ela sorriu, mas não respondeu. Sentou-se na murada de proteção das lojas, e ela começou a contar o que desejava. Fez primeiro um relato do que tinha acontecido durante o período em que passou desaparecida.
Lúcia fala da gravidez
Disse ter sido muito difícil os meses de gravidez,
pois não estava trabalhando. Para suprir suas necessidades, teve que morar com
uma amiga, e depois que o filho nasceu, sujeitou-se a fazer tudo para dar-lhe o
sustento. Num clima ainda de suspense, Pedro esperava ansioso o desenrolar do
que Lúcia tinha mais a falar. Prosseguiu o relato, passando a recordar o último
encontro deles naquele pensionato na Rua do Gravatá. Contou-lhe ter-se
engravidado no período em que tiveram aquela relação amorosa. E, quanto a
Marivaldo, não era ele o pai, tinha falado aquilo apenas por brincadeira. E, em
seguida, declarou que de acordo com suas contas o pai do menino com certeza era
ele, Pedro. Antes de terminar, contou que o nome do filho deles era Roberto, e
tinha sido registrado como de pai ignorado. Naquele momento, Pedro ficou um
pouco tenso, mas ao mesmo tempo pensava em tudo que tinha ouvido. Depois
perguntou a Lúcia por que havia demorado tanto tempo para tomar aquela decisão.
Respondeu-lhe que, devido aos problemas que aconteceram durante esse período,
ficou com vergonha de comunicar-se com todos seus amigos, principalmente ele,
de quem escondia esse segredo. Num clima ainda tenso, terminaram a conversa,
pois ele teria de ir à escola. Despediu-se em poucas palavras. Lúcia pegou o
ônibus para Brotas e Pedro foi andando para o Tororó, com a mente cheia de
dúvidas.
O coral da Coelba
Na empresa em que Pedro trabalhava, tinha um coral formado por alguns de seus empregados, do qual também ele fazia parte, porque gostava de cantar dede os seis anos de idade. Certa ocasião, o coral foi convidado para fazer uma apresentação no Teatro Castro Alves, deixando todos muito alegres, pela possibilidade de cantar naquele importante local, considerado o melhor de Salvador. Como o evento era organizado pela Secretaria de Cultura e Lazer do Estado, foram distribuídos convites entre os participantes dos corais. Os seus, ele deu para alguns colegas de trabalho, familiares, e o último guardou para dar a Lúcia. Na semana da apresentação, encontrou-se com ela e deu-lhe o convite. Prometeu-lhe que iria ao evento.
Apresentação do coral no Teatro Castro Alves
No dia da apresentação do coral, foi ao teatro acompanhado de
sua esposa, seu filho e sua mãe. O público que compareceu foi basicamente
composto de colegas de trabalho, familiares e alguns amantes daquela arte.
Mesmo sendo um encontro de corais amadores, que pela primeira vez cantavam no
Teatro Castro Alves, tiveram um desempenho razoável que agradou ao público
presente. Como ele estava envolvido numa apresentação do coral, não teve nenhum
contato com as pessoas da plateia. Quando foram liberados pela maestrina,
somente sua família estava esperando-o.
Em casa,
quando comentava sobre a apresentação dos corais, Marina, sua esposa, falou ter
visto Lúcia no teatro e estava acompanhada de um menino que corria de um lado
para o outro brincando com José e que foi necessário segurá-lo, pois estava
dando muito trabalho. Em outro momento do comentário, Marina perguntou-lhe como
poderia Lúcia ter ficado sabendo do evento. Respondeu que o motivo teria sido
por causa da boa divulgação feita pelos organizadores. Acreditou não ter dado
uma resposta convincente para sua esposa, mas foi a que veio à sua mente de
imediato. Para evitar mais perguntas, chamou Marina para dormir, insinuando
cansaço e sono devido a uma noite bastante agitada.
Conclusão do curso de Eletrotécnica
No ano de 1981, quando concluiu o curso, Pedro foi transferido para Jequié. Com o passar do tempo, o seu entrosamento com os colegas foi aumentando, principalmente com Adélio, que se tornou seu parceiro de música. Como seu amigo era cristão, participaram de alguns festivais evangélicos. Na mesma época, passou a frequentar a igreja batista, convidado pelo pastor Juvêncio e Evanildes, que era irmã de sua esposa. Em 1985, aceitou Jesus Cristo como seu Salvador e uma grande mudança aconteceu na sua vida. Motivado por esses acontecimentos, meses depois passou a sentir a necessidade e vontade de contar à sua esposa um segredo de algo que aconteceu antes do seu casamento. Um dia passaram na casa de Evanildes, como era de costume. Ali chegando, encontraram a família dela reunida. Logo veio ao seu pensamento a lembrança da revelação que ele tinha para fazer e não teria momento melhor. Falou para os familiares dela que tinha uma história para contar e queria atenção de todos.
Segredo revelado
Iniciou contando sobre o
namoro que teve com Lúcia na época do colégio, e todo o desenrolar dos
acontecimentos em Jequié e Salvador, os momentos no pensionato no Gravatá, até
o dia em que Lúcia falou que Roberto era seu filho. Marina não deixou ninguém
falar, começou a chorar e ao mesmo tempo condenava Pedro, achando que a relação
que ele teve com Lúcia havia acontecido depois do casamento deles. O pastor
Juvêncio e as irmãs de Marina deram suas opiniões, orientando sua esposa para
agir com calma e analisar o que ele tinha dito, para não tomar atitudes
precipitadas. Depois de várias horas reunidas, os ânimos de Marina foram
diminuindo devido aos muitos apelos feitos pelos seus familiares. Por algum tempo,
teve que ouvir de Marina a mesma conversa acusando-o daquele ato praticado no
passado. Feliz ideia que teve de fazer aquela declaração na casa do pastor.
Mesmo com a desconfiança de Marina das declarações feitas por Pedro, referente
à data em que teve uma relação com Lúcia, nada mudou no ambiente familiar.
Apenas evitava contactar com Lúcia e Roberto.
O curso fornecido pela Coelba em Salvador
Numa segunda-feira, enquanto trabalhava, foi informado pelo seu chefe imediato que teria que ir a Salvador para tomar um curso de aperfeiçoamento na área comercial. O hotel escolhido foi o Palace, situado na Rua Chile. Na mesma noite que chegou a Salvador, telefonou para Lúcia, mas ela não estava. Pela manhã, conseguiu falar com ela e saber notícias de seu filho. A única novidade era que queria conhecê-lo. Achou mais que justo e então marcaram o encontro para sábado no Shopping Iguatemi, local onde ela trabalhava. Durante a semana, ficou pensando como deveria agir no momento em que estivesse frente a frente com seu filho. No dia combinado, foi grande a sua expectativa. Às 9 horas, pegou o coletivo na Praça da Sé que ia para a rodoviária. Saltou no ponto em frente ao Iguatemi e andou até o local sugerido por Lúcia, que ficava próximo a uma agência do Bradesco. Esperou em pé, encostado numa pilastra junto do banco.
O encontro com o filho
Não
demorou muito, avistou Lúcia, toda de vermelho e os sapatos de saltos bem
altos. Ao seu lado um adolescente mais alto que ela, cabelos compridos, magro e
com um sorriso bonito nos lábios. Cumprimentou Lúcia e depois apertou a mão de
Roberto, que falou com ele deixando transparecer o nervosismo que estava
sentindo. Da sua boca saiu algumas palavras que com certeza há muito tempo
tinha desejado falar. Perguntou-lhe se estava bem, chamando-o de pai.
Conversaram ali o suficiente para uma apresentação e foram à parte internas do
shopping onde passaram todo o dia conhecendo-se melhor. Em cada gesto, um
sorriso, um olhar, percebia a alegria de Roberto. Procurou agir de maneira que
ele pudesse ficar bastante à vontade, mesmo sendo para Pedro uma experiência
nova e difícil de ser enfrentada. No final da tarde, ao despedir-se de seu
filho, percebeu o quanto aquele encontro tinha sido importante.
A reação dos filhos de Pedro
Desde o
início, o relacionamento de Pedro com Roberto era muito formal. O sentimento
que ele nutria foi sempre de amizade, nunca do amor que um pai sente pelo
filho. Outra dificuldade encontrada foi à reação dos seus filhos José, João e
Sara, quando souberam que tinham outro irmão. José, o mais velho, foi radical.
Fez ameaças, prometendo fugir se Roberto entrasse em sua casa. João, o mais
novo dos homens, levava na esportiva, mas não era simpático à ideia de ter uma
amizade maior com seu outro irmão. Sara foi quem aceitou Roberto como seu
irmão. Falava que gostava dele porque não brigava com ela. Pedro e sua esposa
sempre procuravam mostrar aos seus filhos que Roberto não tinha nenhuma culpa
no que aconteceu, sendo assim, deveriam aceitar a realidade do fato.
Registro de Roberto
Algumas vezes,
Pedro foi questionado por que nunca tinha sido pressionado por Lúcia para
assumir a paternidade ou oferecer qualquer tipo de ajuda financeira a Roberto.
Respondia que devia ser para não ferir o sentimento das pessoas que realmente
assumiram na época todas as necessidades suas e do seu filho. Mas, aproveitando
que o relacionamento afetivo entre a família de Pedro e Roberto estava cada vez
melhor, Lúcia, começou a falar sobre o registro do nosso filho. Contou-lhe que
ele ultimamente tinha estado muito revoltado porque no seu registro de
nascimento constava que o seu pai era ignorado e que por causa disso tinha
passado alguns constrangimentos quando precisava utilizar o referido documento.
Pedro, depois de ouvir o relato dela, ficou bastante comovido. Depois de
refletir no que escutara, falou para Lúcia que era justa a revolta de Roberto,
mas mesmo assim não iria registrá-lo porque sua esposa não aceitava e temia que
este ato causasse conflitos no seu lar. Terminou a conversa sugerindo a Lúcia
que desse um pouco mais de tempo.
A visita de Roberto
Como Pedro
esperava, o tempo foi determinante nas decisões tomadas pela sua família. Aos
poucos, seus filhos José e João foram aceitando a possibilidade de terem outro
irmão. Confirmando as suas previsões, eles comungaram com a ideia de Roberto
poder visitá-los no período de férias do colégio. Tudo aconteceu com a
aprovação de sua esposa, que demonstrava ter concordado com a atitude por eles
tomada. No dia da visita de Roberto, a mais alegre era Sara. João brincava com
José, dizendo que Robertinho logo chegaria para jogar bola com ele na garagem.
José, muito sério, não gostou das gaiatices de seu irmão. Quando Lúcia e
Roberto chegaram, foram recebidos por Pedro e discretamente cumprimentados pela
família. Depois das apresentações, conversaram um pouco sentados no sofá da
sala. Sara ficou quieta, olhando desconfiada para Roberto, que por sua vez
contemplava com sorrisos a beleza de sua irmã. O silêncio foi quebrado quando
os vizinhos Dida e Marlon chamaram os meninos para jogar vôlei. Logo ficaram
sabendo da presença de Roberto, que foi também convidado. Ainda muito
envergonhado, aceitou participar das brincadeiras. Enquanto Pedro mostrava a
casa a Lúcia, sua esposa foi para a cozinha fazer uma merenda. Sara, que tinha
ido ajudar sua mãe, foi quem anunciou que o lanche estava pronto. Com muitos
elogios ao pão de forno feito por sua esposa, retornaram para a sala onde
dialogaram por mais alguns minutos. Pouco antes de se despedir, Roberto
pediu-lhe permissão para seus irmãos passarem as férias de junho com ele em
Salvador. Respondeu-lhe que somente dependia de eles aceitarem. Num clima diferente
do ocorrido na chegada, eles despediram-se de José, João, Sara e sua esposa. Em
seguida foi levá-los no seu carro à casa do pai de Lúcia. Quando manobrava o
carro para retornar, contemplou a alegria deles estampada nos seus rostos,
manifestando os momentos de felicidade vividos naquele dia.
A possibilidade de registrar Roberto
Em virtude do
fortalecimento das relações entre a família de Pedro e Roberto, foram quebradas
as barreiras existentes que impediam o registro do seu filho. Consequentemente
passou a pensar com mais frequência nesta real possibilidade. Uma campanha
realizada pelo governo com o mesmo intuito foi outro fato que contribuiu para
aumentar a sua motivação de concretizar aquele ato de reconhecimento e amor.
O telefonema
Mas, através de um telefonema que deu para Lúcia pedindo informações sobre o pagamento das contas de água e luz do seu apartamento, que gentilmente algumas vezes ela efetuava, teve uma notícia surpreendente. Contou-lhe que seu companheiro, com quem há pouco tempo estava namorando, tinha tomado a decisão de registrar Roberto como seu filho. Ficou por alguns segundos somente pensando o que iria falar. Ainda confuso, perguntou como Roberto havia reagido. Falou que estava muito alegre e satisfeito, pois era um sonho que há muito tempo desejava realizar. Falou com Lúcia que esperava ter sido uma atitude tomada por amor. Ela não deu resposta. Terminaram o diálogo, tratando sobre o assunto do apartamento.
Depois de acertar a venda do seu apartamento pelo telefone, teve de ir a Salvador para assinar a escritura. Ali chegando, ligou para Lúcia, cobrando o documento do I.P.T.U que tinha deixado para ela pagar. Acertou para encontrá-la no shopping Piedade, na parte da tarde, depois que assinasse a escritura num cartório em frente ao relógio São Pedro.
O encontro com Lúcia
Às 16h, chegou ao local combinado. No início da conversa, Pedro falou com Lúcia que sua aparência estava bastante mudada. Sorriu e disse ter sido o corte diferente do seu cabelo. Procurou saber como estava Roberto e o seu companheiro. Enquanto dava notícias de Roberto, pegaram na sua bolsa alguns retratos para que ele conhecesse o seu companheiro. Olhou todas as fotos e achou ele muito parecido com Roberto, mas não comentou nada com Lúcia. Colocou o álbum no balcão e ficou aguardando ela atender um telefonema. Depois que ela guardou as fotografias, saíram procurando um local para sentar, pois ela queria falar com ele. Como não encontraram, ficaram conversando em pé junto de uma lanchonete. Aproveitou e pediu dois cafezinhos. No momento em que a moça da lanchonete colocava as xícaras no balcão, Lúcia começou a falar.
A notícia surpreedente
Contou que tudo se tinha iniciado no pensionato na Rua do Gravatá. Na mesma época do relacionamento amoroso deles, ela havia conhecido o seu atual companheiro, com quem teve um longo caso de amor, e que perdera contato com ele depois que viajou para São Paulo. Com pouco tempo, percebeu que estava grávida e também em dúvida de quem era a criança. Assim mesmo, quando o menino tinha quase quatro anos, resolveu dizer que o filho era seu, preferindo acreditar no instinto de mãe. No seu relato, declarou ter ficado sabendo de amigos que o seu atual companheiro esteve em Salvador noutra ocasião à sua procura, mas não conseguiu encontrá-la. Depois de terminar de tomar o cafezinho, continuou a conversa contando que há dois meses, quando estava no seu trabalho atendendo um cliente, alguém pronunciou o seu nome de uma forma diferente, levantou a cabeça e quando viu quem era ficou parada por alguns segundos não acreditando que era verdade. Conta Lúcia que o silêncio foi quebrado por Felipe, aquele com quem teve um caso de amor no pensionato na Rua do Gravatá, que depois de cumprimentá-la disse ter encontrado muita dificuldade para encontrá-la, mas que dessa vez estava preparado para enfrentar todas as barreiras.
Felipe diz que é o pai de Roberto
Disse ter vindo à Bahia com duas finalidades: uma era encontrá-la e a outra era conhecer o seu filho, pois teria de provar para amigos paulistas ter feito um menino em Salvador. Logicamente, ela teve de contar para Felipe toda a história relatada até aqui. Felipe ouviu atentamente e depois disse a Lúcia que o filho era dele e queria conhecê-lo imediatamente. Ela prometeu que iria conversar com Roberto quando chegasse a casa. Naquele dia voltou para sua residência muito nervosa e aflita, pensando como iria contar para Roberto. Tentou esconder dele o máximo que pôde, mas foi pressionada, colocada na parede devido a seu comportamento ter despertado a curiosidade de Roberto. Foi vencida pela insistência dele e acabou contando. Roberto confessou para sua mãe ter percebido desde o início que Pedro não era seu pai por causa das suas diferenças físicas e a falta de amor no relacionamento deles. No outro dia, quando Lúcia chegou ao trabalho, encontrou Felipe que estava esperando-a. Falou com ele que tinha marcado o encontro para o final da tarde. Na continuação do relato, Lúcia disse a Pedro que foi um momento marcado de muita emoção, e os dois se abraçaram e comentaram o quanto eram parecidos. Depois que concluiu aquela história de definição, declarou que estava novamente apaixonada. Quando ela terminou de falar, Pedro levantou, pagou a despesa e foram até o local do trabalho dela. Despediu-se de Lúcia e foi procurar uma loja de material esportivo para comprar uma camisa do time que era torcedor o Vitória.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Primeira emissora de rádio em Jequié comemoraria 72 anos neste 21 de setembro
A primeira emissora de rádio de Jequié foi a extinta Rádio Bahiana de Jequié, tendo como data de fundação 21 de setembro de 1954 (com o indicativo (ZYN-27 / ZYH 472). Se ainda estivesse no ar, a RBJ estaria comemorando 72 anos.
Após alterações em sua constituição societária, a Rádio Bahiana de Jequié, deu lugar a atual Rádio Povo (que iniciou como AM e posteriormente migrou para o FM). O registro empresarial específico formalizado para a mudança data de 14 de dezembro de 2005.
A história da Bahiana de Jequié
Autor de monografia sobre a história da Rádio Bahiana de Jequié, na conclusão de sua graduação em Comunicação Social (Uesb), o jornalista jequieense Judson Almeida, apresentador da TV Sudoeste/Globo, em Vitória da Conquista, foi convidado pela curadoria da X Feira Literária do Sertão de Jequié-FELISQUIÉ, para uma palestra sobre a história da Rádo Bahiana de Jequié. A palestra está programada para o dia 17 de outubro (sábado), na Câmara de Vereadores de Jequié. O mediador convidado é o jornalista Wilson Novaes, do Blog Jequié Repórter/TV Web e Rádio Povo FM.
Tradicional Dia do Radialista
- 7 de novembro (Data Oficial):
Instituída pela Lei nº 11.237/2006, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A data homenageia o nascimento do músico, compositor e radialista Ary Barroso (nascido em 7 de novembro de 1903), que marcou a história do rádio brasileiro.
- 21 de setembro (Data Tradicional):
Celebrada desde a década de 1940, remonta a um decreto da época de Getúlio Vargas que fixou o primeiro piso salarial da categoria e marcou o reconhecimento inicial dos profissionais do rádio.
domingo, 20 de setembro de 2026
Os dissabores da atualidade.
J. B. Pessoa.
"Ri da cicatriz quem nunca foi
ferido"!... Essa frase Shakespeariana nunca foi tão evidente, como é
atualmente, principalmente pelas pessoas mais velhas, às quais lamentam os
funestos acontecimentos no mundo inteiro.
Apesar da mídia convencional não ser confiável, a
maioria das pessoas, de esquerda ou direita, vão apostando no seu candidato de
estimação, enquanto outras vão ridicularizando situações que estão longe de
serem percebidas pelos alienados ou apáticos.
À medida que, na mídia corrompida vão jorrando
informações esdrúxulas, os religiosos entregam suas aflições ao Misericordioso,
esquecendo-se de que, Ele nos deu livre-arbítrio, para decidir os problemas
políticos, pois isso está explícito nas palavras de Jesus Cristo: "dê a
César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".
Enquanto tudo isso acontece, espertalhões vão
criando vídeos cômicos, na intenção de divertir os incrédulos, os quais fazem
"vista grossa" diante de uma realidade camuflada pelos que riem à
toa, levando os imbecis ao delírio.
Especialistas das redes sociais afirmam que, a
mídia mundial está corrompida pelo chamado ESTADO PROFUNDO, formado por grupos
de meta-capitalistas, os quais formam um estado-paralelo dentro dos estados
nacionais no mundo inteiro. Esse chamado "Estado Profundo" (deep
state) é conhecido e estudado, há décadas, por grandes escritores. Na ficção
aparece nos filmes de James Bond com o nome de "Spectre"; contudo, a
maioria das pessoas classificam, tudo isso, como a chamada "Teoria da
Conspiração".
Se tudo isso é uma conspiração, quem é que dá
poderes absolutos a grupos específicos que rasgam a constituição de um
país?!... Por que às poderosas forças armadas de um país se calam diante das
injustiças reinantes em um país arrasado pelo anarquismo das falidas
instituições nacionais?!!!
O porquê de tudo isso deve ser analisado, voltando
ao Tempo e Espaço, através de uma História, dentro dos princípios do
Revisionismo Histórico, inserido no contexto da coerência racional.
Para alguns especialistas no assunto, foi depois de
análises precisas, que os primeiros sintomas dessa doença, apareceu. Nomeada de
capitalíssimo por alguns, é a subversão do capitalismo natural, adequado à
produção consumo.
Tudo isso começou na Inglaterra por volta de 1760.
Nessa época, a substituição do trabalho artesanal pelo maquinofatural deu o
início da Primeira Revolução Industrial. O surgimento de novas fontes de
energia, e meios de transportes modernos como a locomotiva e navios a vapor,
facilitaram às circulações de mercadorias. Além das grandes plantações, haviam
grandes reservas de carvão mineral e minérios de ferro. A mão de obra barata
facilitou à produção e o surgimento de novas classes sociais, como a alta
burguesia, dona dos meios de produção e o proletariado, a grande massa de
trabalhadores.
O Mal começou a vigorar nos Estados Unidos, início
do Século XX, quando as grandes corporações se uniram, formando cartéis para
controlar os preços e eliminar a concorrência, causando grandes prejuízos
sociais. Valendo-se de uma lei promulgada em 1890, o presidente americano,
Theodore Roosevelt, comprou a briga e combateu os trustes, com o seu lendário
"porrete" (the big stick), pois acreditava que, essas gigantescas
concentrações de poder ameaçavam a economia livre e a democracia.
Roosevelt não queria destruir o capitalismo
industrial. Ele sabia diferenciar os que exploravam os consumidores e fraudavam
o mercado (meta-capitalistas), e os que operavam de forma eficiente (mega
capitalista), preferiu regulamentar os segundos e punir os primeiros.
Mesmo com uma política em favor do cidadão, o foco
do poder político passou a ser meta-capitalista, o qual transcendeu a filosofia
de mercado e passou a controlar as esferas estatais para criar barreiras
regulatórias, leis e privilégios, que impedem novos concorrentes. A sua
natureza antiliberal envolve o acúmulo de riquezas, funcionando como inimigo do
livre mercado clássico, agindo como uma nova casta, em que, as regras acima das
flutuações normais, são controladas.
Simultaneamente, a essas atividades convive outro
tipo de bilionário denominado de mega capitalista, dono de uma corporação
gigantesca definida pelo montante de recursos que possui, o qual atua em um
mercado altamente competitivo e livre. São os produtores industriais dos bens
de consumo. Enquanto o mega constrói, o meta vive em especulações das bolsas de
valores, dominando os setores financeiros e o sistema bancário. Evidentemente,
alguns bilionários meta-capitalistas atuam em algumas indústrias,
principalmente às farmacêuticas.
Durante todo o século XX esses dois grupos de
bilionários conduziram a política americana em dois partidos: o Democrata e o
Republicano. Contudo, seus componentes mudavam os seus perfis, conforme seus
interesses, durante todo o século, marcados por grandes acontecimentos, como a
grande depressão de 1929, a qual foi a maior e mais longa recessão econômica da
história do sistema capitalista no século passado.
As causas de tudo isso se deve às atuações dos mega
capitalistas conduzindo uma super produção, que o mercado não conseguia
consumir, enquanto os meta-capitalistas especulavam na Bolsa de Valores de Nova
York. Com o crédito de fácil acesso e a euforia dos acionistas, milhões de
pessoas investiram em ações sem base na economia real. O resultado de tudo isso
foi a quebra da Bolsa de Valores de Nova York (Wall Street) em 24 de outubro de
1929, levando à falência em massa de bancos e empresas em todo o país, pondo um
fim no chamado Liberalismo Clássico, trazendo grandes consequências globais.
A partir desses acontecimentos houve certo
endurecimento nos governos ocidentais. A Rússia, após 1917, transformou-se na
ditadura socialista soviética, a Itália no socialismo fascista de Mussolini, a
Alemanha no Nacional-socialismo de Hitler; enquanto a Espanha e Portugal
formavam fortes ditaduras militaristas. No Oriente, o Japão se transformou em
um fortíssimo governo militar, com o aval de seu próprio Imperador. Os próprios
Estados Unidos formavam uma poderosa Estratocracia, com o apoio de sua famosa
"classe média silenciosa".
Na América Latina, a Grande Depressão Mundial gerou
na Argentina a ditadura do General José Félix Uriburu, a qual ficou conhecida
como a "Década Infame". No Brasil houve a Revolução de 1930, levando
ao poder Getúlio Vargas, que governou a nação brasileira até 1945.
Com todos esses acontecimentos estava armado o
palco para a Segunda Guerra Mundial, a qual, para muitos historiadores, foi uma
continuação da primeira, considerando às duas como uma só Grande Guerra.
Com a finalização da guerra (1939-1945), o mundo
ficou dividido entre os países democratas, liderado pelos Estados Unidos,
através da OTAN e a União Soviética pelo Pacto de Varsóvia. Esse período
histórico ficou conhecido como a "Guerra Fria", a qual foi finalizada
com a "Queda do do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989.
Em 1949 a China tornou-se comunista e em 1966 houve
a chamada Revolução Cultural Chinesa, liderada por Mao Tsé Tung.
Entre as décadas 60/70, o mundo ocidental conheceu
um movimento, que pregava um estilo de vida alternativo, que ficou conhecido
como "Contra Cultura'. A juventude da época estava dividida entre o
conservadorismo paternalista e a filosofia marxista, a qual era influenciada
por famosos escritores e intelectuais europeus. A Contra Cultura revolucionou
às concepções de uma época e impulsionou uma série de consequências anárquicas,
porém foi positiva em relação às liberdades femininas. Entretanto, às
feministas históricas afirmam, o que as mulheres conquistaram foram o direito
de terem os defeitos masculinos.
O efeito anarquista desse movimento foram as
irresponsabilidades dos artistas tropicalistas e psicodélicos, com seus
niilismos ortodoxos e arrogantes impulsionaram o uso de drogas, entre outras
extravagâncias, cujos malefícios herdaram às gerações posteriores. Segundo
algumas observações da época, a Contra Cultura foi uma estratégia dos
soviéticos para usar a democracia ocidental contra ela mesma.
As loucuras das gerações psicodélicas foram
repassadas para às gerações atuais e Século XXI herdou os modismos do final do
Século passado.
Enquanto tudo
isso acontece, a atualidade vive os fashions, com a Internet usando a funesta
Inteligência Artificial para enganar os tolos com uma comicidade ridícula, proporcionando
os que "riem à toa" se esquecerem que, o chamado Armagedom bíblico
poderá acontecer.
Núcleo Cidade Sol – NEOJIBA promove três noites de recitais em Jequié

Com entrada gratuita, o Núcleo de Prática Musical Cidade Sol – NEOJIBA, estará apresentando nos dias 23, 24 e 25 de setembro, no auditório do Colégio Estadual de Jequié uma série especial de três noites de recitais, reunindo diferentes formações e repertórios preparados pelos seus integrantes, com a programação seguinte:
23/09 | Cordas Agudas
Violinos e Violas
24/09 | Cordas Graves – sopros convidados
Violoncelos, Contrabaixos e alguns integrantes de sopros (madeiras);
25/09 | Canto Coral
Turmas de canto coral (Coro Infantojuvenil e Coro Comunitário). (Jequié Repórter)