J. B. Pessoa.
Os inventores brasileiros têm sofrido
muitas injustiças, pois seus direitos aos royalties e aplausos merecidos têm
sido descartados, ao longo do tempo.
A história das invenções brasileiras é
riquíssima em fatos, pela sua competência e avançada tecnologia; contudo, foi
marcada por gênios, que foram ludibriados e não receberam o devido
reconhecimento internacional ou lucros por suas criações. Muitos morreram sem
ver suas invenções reconhecidas, ou perderam batalhas judiciais para grandes
empresas, como é o caso do padre Roberto Landell de Moura, muito comentado em
inúmeras ocasiões, pela imprensa brasileira.
Em 1883, muito antes do italiano Guglielmo
Marconi aparecer, Landell de Moura
inventou o rádio. Ele foi o pioneiro na transmissão de voz pelo aparelho
que criou, o qual realizou experimentos com sucessos na cidade de São Paulo. No
entanto Landell de Moura é desconhecido e Marconi ficou famoso como o inventor
do rádio.
Outro inventor brasileiro injustiçado foi o Padre paraibano, Francisco João de Azevedo, o inventor da Máquina de Escrever, em 1861, na cidade de Recife. Ele ganhou medalhas pela sua invenção no Rio de Janeiro e na Europa; contudo, o seu aparelho foi roubado e levado para os Estados Unidos, a qual foi patenteado pela Remington.
Outro invento roubado foi o Chuveiro
elétrico. É considerada uma invenção
totalmente brasileira. Foi criado por Francisco Canhos na década de 1930,
que revolucionou os banhos quentes no mundo inteiro. Antes disso, a água quente
era esquentada em fogões.
Uma reportagem de uma revista, na década
dos anos 70, afirmou que, a maioria dos aparelhos elétricos-domésticos,
existentes no mundo, foram inventados na cidade de São Paulo.
A maior invenção da história é, sem
dúvida, o avião. Essa extraordinária façanha coube ao brasileiro, Alberto
Santos Dumont.
Durante séculos, o sonho de voar tinha
sido almejado pela humanidade. A primeira tentativa, com sucesso, se deve ao
padre Luso-brasileiro Bartolomeu de Gusmão. Ele foi o pioneiro no
desenvolvimento de balões com ar quente, demonstrando o primeiro aeróstato
funcional em 1709 na cidade de Lisboa. Conhecido como o "Padre
Voador", ele patenteou o conceito e realizou demonstrações perante a corte
portuguesa. Suas experiências com o ar quente foram fundamentais para a
aviação.
Os primeiros balões eram esféricos. Santos
Dumont modificou a sua estrutura construindo-os em forma de um charuto, para
romper, com precisão, à atmosfera. A dirigibilidade dos balões foi um marco
histórico, alcançado por Santos Dumont em 1901, ao usar um motor de gasolina
para controlar o curso. Ele conseguiu contornar a Torre Eiffel com seu
dirigível n°6, ficando famoso com o sua façanha.
Poucos sabem que os dirigíveis em forma de
charuto, como o Zeppelin, que tinha um engenheiro brasileiro em sua construção,
foi inspirado no dirigível n°6 de Alberto Santos Dumont.
A grande invenção da humanidade foi o
avião. Essa extraordinária façanha coube ao brasileiro Santos Dumont. Em 23 de
outubro de 1906, esse grande brasileiro realizou o primeiro voo em um objeto
mais pesado do que o ar. A bordo do seu avião 14-Bis, com impulso próprio, voou
60 metros, sob os aplausos dos parisienses, tendo à sua proeza fotografada e
filmada por muitos jornalistas, que deixaram às suas testemunhas na História.
Tempos depois, da façanha de Santos Dumont
em Paris, apareceram dois americanos, Orville e Wilbur, os mentirosos irmãos
Wright, afirmando que tinham realizado o voo antes, na Carolina do Norte. Os
jornais da época e todos os observadores internacionais criticaram o desempenho
dos americanos, pois para realizar a mostra, eles precisavam de uma catapulta
para decolar, não sendo totalmente autônomo.
A Federação Aeronáutica Internacional
(FAI) reconheceu o voo do 14-Bis, mas posteriormente, depois das típicas
"negociações" americanas, envolvendo algumas autoridades francesas,
renegou a proeza do grande brasileiro e
os irmãos Wright patenteou o invento, ficando com todos os direitos da invenção
do avião. O próprio Santos Dumont não protestou, dizendo que, o importante era
a realização do feitio para a humanidade.
De todas as injustiças com as invenções
brasileiras, a do avião e a que mais dói. Afinal, não se pode competir com a
nação mais corrupta do mundo. Entretanto, na História da Civilização, ficou
registrado os nomes dos brasileiros Bartolomeu de Gusmão, o Padre Voador e
Santos Dumont, O Pai da Aviação; os quais realizaram o sonho milenar da
humanidade.
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