segunda-feira, 16 de março de 2026

Invenções brasileiras.

 J. B. Pessoa.

Os inventores brasileiros têm sofrido muitas injustiças, pois seus direitos aos royalties e aplausos merecidos têm sido descartados, ao longo do tempo.

A história das invenções brasileiras é riquíssima em fatos, pela sua competência e avançada tecnologia; contudo, foi marcada por gênios, que foram ludibriados e não receberam o devido reconhecimento internacional ou lucros por suas criações. Muitos morreram sem ver suas invenções reconhecidas, ou perderam batalhas judiciais para grandes empresas, como é o caso do padre Roberto Landell de Moura, muito comentado em inúmeras ocasiões, pela imprensa brasileira.

Em 1883, muito antes do italiano Guglielmo Marconi aparecer, Landell de Moura  inventou o rádio. Ele foi o pioneiro na transmissão de voz pelo aparelho que criou, o qual realizou experimentos com sucessos na cidade de São Paulo. No entanto Landell de Moura é desconhecido e Marconi ficou famoso como o inventor do rádio.

Outro inventor brasileiro injustiçado foi o Padre paraibano, Francisco João de Azevedo, o inventor da Máquina de Escrever, em 1861, na cidade de Recife. Ele ganhou medalhas pela sua invenção no Rio de Janeiro e na Europa; contudo, o seu aparelho foi roubado e levado para os Estados Unidos, a qual foi patenteado pela Remington.

Outro invento roubado foi o Chuveiro elétrico. É considerada uma invenção  totalmente brasileira. Foi criado por Francisco Canhos na década de 1930, que revolucionou os banhos quentes no mundo inteiro. Antes disso, a água quente era esquentada em fogões.

Uma reportagem de uma revista, na década dos anos 70, afirmou que, a maioria dos aparelhos elétricos-domésticos, existentes no mundo, foram inventados na cidade de São Paulo.

A maior invenção da história é, sem dúvida, o avião. Essa extraordinária façanha coube ao brasileiro, Alberto Santos Dumont.

Durante séculos, o sonho de voar tinha sido almejado pela humanidade. A primeira tentativa, com sucesso, se deve ao padre Luso-brasileiro Bartolomeu de Gusmão. Ele foi o pioneiro no desenvolvimento de balões com ar quente, demonstrando o primeiro aeróstato funcional em 1709 na cidade de Lisboa. Conhecido como o "Padre Voador", ele patenteou o conceito e realizou demonstrações perante a corte portuguesa. Suas experiências com o ar quente foram fundamentais para a aviação.

Os primeiros balões eram esféricos. Santos Dumont modificou a sua estrutura construindo-os em forma de um charuto, para romper, com precisão, à atmosfera. A dirigibilidade dos balões foi um marco histórico, alcançado por Santos Dumont em 1901, ao usar um motor de gasolina para controlar o curso. Ele conseguiu contornar a Torre Eiffel com seu dirigível n°6, ficando famoso com o sua façanha.

Poucos sabem que os dirigíveis em forma de charuto, como o Zeppelin, que tinha um engenheiro brasileiro em sua construção, foi inspirado no dirigível n°6 de Alberto Santos Dumont.

A grande invenção da humanidade foi o avião. Essa extraordinária façanha coube ao brasileiro Santos Dumont. Em 23 de outubro de 1906, esse grande brasileiro realizou o primeiro voo em um objeto mais pesado do que o ar. A bordo do seu avião 14-Bis, com impulso próprio, voou 60 metros, sob os aplausos dos parisienses, tendo à sua proeza fotografada e filmada por muitos jornalistas, que deixaram às suas testemunhas na História.

Tempos depois, da façanha de Santos Dumont em Paris, apareceram dois americanos, Orville e Wilbur, os mentirosos irmãos Wright, afirmando que tinham realizado o voo antes, na Carolina do Norte. Os jornais da época e todos os observadores internacionais criticaram o desempenho dos americanos, pois para realizar a mostra, eles precisavam de uma catapulta para decolar, não sendo totalmente autônomo.

A Federação Aeronáutica Internacional (FAI) reconheceu o voo do 14-Bis, mas posteriormente, depois das típicas "negociações" americanas, envolvendo algumas autoridades francesas, renegou a proeza do grande brasileiro  e os irmãos Wright patenteou o invento, ficando com todos os direitos da invenção do avião. O próprio Santos Dumont não protestou, dizendo que, o importante era a realização do feitio para a humanidade.

De todas as injustiças com as invenções brasileiras, a do avião e a que mais dói. Afinal, não se pode competir com a nação mais corrupta do mundo. Entretanto, na História da Civilização, ficou registrado os nomes dos brasileiros Bartolomeu de Gusmão, o Padre Voador e Santos Dumont, O Pai da Aviação; os quais realizaram o sonho milenar da humanidade.

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