quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

VIDA BREVE


                                              Por Carlos Eden Meira

Musaé era surpreendente.  No palco da Casa da Casa da Cultura, ele cantava e tocava músicas de autoria própria, mas durante uma de suas apresentações, quando alguém perguntava: - Vai tocar o quê agora, "Musa"? (apelido carinhoso das pessoas que gostavam dele) - ao que ele respondia: - Não sei, vou inventar agora.  A plateia aplaudia e gargalhava com a surpreendente resposta de Musaé.

Artista polivalente, lançou o CD "O SOM QUE SAI DO SOBOCÓ DA EMA", desenhava e pintava quadros usando estilos diversos. Um dos seus mais belos estilos era o  pontilhismo, muito admirado por seus fãs, entretanto, Musaé gostava de tomar uns tragos, o que acabou  ultrapassando seus próprios limites levando-o assim, a vender suas obras por um preço inferior ao que valia. Lembro-me da última vez que o vi, quando me procurou em casa para vender um dos seus quadros. Eu disse que ficasse com o quadro para vender por um preço melhor a  alguém. Ele então disse que eu desse qualquer valor e ficasse com o quadro.

Ao morrer, Musaé fez uma enorme falta no meio artístico de Jequié. Esperamos que depois de tantos anos, sua lembrança ainda permaneça entre aqueles que com ele conviveram. Atualmente, A CASA DA CULTURA PACÍFICO RIBEIRO, homenageou Musaé colocando  uma placa que nomeia a sala do auditório, com o nome dele.

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