Por Carlos Eden Meira
Musaé era surpreendente.
No palco da Casa da Casa da Cultura, ele cantava e tocava músicas de autoria
própria, mas durante uma de suas apresentações, quando alguém perguntava: - Vai
tocar o quê agora, "Musa"? (apelido carinhoso das pessoas que
gostavam dele) - ao que ele respondia: - Não sei, vou inventar agora. A
plateia aplaudia e gargalhava com a surpreendente resposta de Musaé.
Artista polivalente, lançou o
CD "O SOM QUE SAI DO SOBOCÓ DA EMA", desenhava e pintava quadros
usando estilos diversos. Um dos seus mais belos estilos era o
pontilhismo, muito admirado por seus fãs, entretanto, Musaé gostava de tomar
uns tragos, o que acabou ultrapassando seus próprios limites levando-o
assim, a vender suas obras por um preço inferior ao que valia. Lembro-me da
última vez que o vi, quando me procurou em casa para vender um dos seus
quadros. Eu disse que ficasse com o quadro para vender por um preço melhor
a alguém. Ele então disse que eu desse qualquer valor e ficasse com o
quadro.
Ao morrer, Musaé fez uma enorme falta no meio artístico de Jequié. Esperamos que depois de tantos anos, sua lembrança ainda permaneça entre aqueles que com ele conviveram. Atualmente, A CASA DA CULTURA PACÍFICO RIBEIRO, homenageou Musaé colocando uma placa que nomeia a sala do auditório, com o nome dele.
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