Por Carlos Eden Meira
Os grandes filósofos,
pensadores, cientistas e líderes espirituais que contribuíram através da
História para o aperfeiçoamento do gênero humano, eram, em grande parte,
homens idosos cuja experiência de vida conferia-lhes uma justa aura de
respeitabilidade ante seus discípulos e seguidores. Em muitas culturas dos
povos chamados "selvagens", cujos anciãos são vistos como exemplos de
sabedoria e experiência de vida, os antropólogos modernos verificam cada vez
mais, costumes que muitas vezes dignificam o indivíduo, como o respeito aos
velhos, crianças, mulheres e a todos os elementos e criaturas da natureza, que
constituem o meio ambiente.
Tais conceitos são transmitidos
através de gerações desses povos, preservando assim, valores imprescindíveis
para sobrevivência física, social, moral e espiritual das suas comunidades.
Entretanto, quando lemos a história de Roma antiga, um dos berços da
"civilização" ocidental ficamos horrorizados ao tomar conhecimento do
grande número de velhos depravados e corruptos que compunham a elite romana.
Senadores, generais, ou mesmo imperadores, cuja decadência moral chegava às
raias do absurdo, o que culminou com a queda do império.
Mesmo em plena era cristã, no
período dos Borgia, a depravação e a decadência dos valores morais de homens
idosos, componentes das mais altas posições da política e do clero, atingiam
níveis impensáveis.
Mesmo em plena era cristã, no
período dos Borgia, a depravação e a decadência dos valores morais de homens
idosos, componentes das mais altas posições da política e do clero, atingiam
níveis impensáveis.
Ora, hoje quando tomamos
conhecimento da safadeza, e das iniquidades praticadas por ministros,
senadores, generais ou quaisquer outros "guardiões da
democracia", saudosos da ditadura militar, mormente quando são
idosos, homens de cabelos encanecidos, rostos marcados pelo tempo, cuja
aparência evoca a imagem de respeitáveis "vovôs" que deveriam ser,
mais tarde, o orgulho de seus netos, exemplo de dignidade, honestidade e luta
pelo bem das causas públicas, ficamos a imaginar qual é agora, o verdadeiro
significado das palavras "selvageria" e "civilidade".
Hoje,
sabemos que os selvagens têm seus códigos de honra, jamais destroem o meio em
que vivem preservando florestas, respeitam sua gente da qual cuidam dentro de
conceitos e valores positivos, conforme citamos no começo deste texto.
A corrupção, o egoísmo e a
deturpação de valores, agora, ameaçam não mais um ou outro império, e sim, a
toda a nossa "aldeia global", como disse Marshall Mc Luhan
referindo-se ao planeta Terra. Não há mais tempo para a História se repetir,
com "novos impérios da safadeza".
Ou o egoísmo predador acaba agora, ou a vida no planeta estará chegando ao fim, pois, o meio ambiente agora é quem determina se sobreviveremos, ou não.
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