quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Privatização dos bancos coloca em perigo o patrimônio do trabalhador e a soberania nacional, diz Marcel Cardim


Umas das referências de luta na região, o Sindicato dos Bancários de Jequié e Região tem participado de várias atividades conjuntas dos trabalhadores no município, articuladas pela CTB, como as mobilizações contra a Reforma Trabalhista, a Terceirização e a Reforma da Previdência propostas pelo governo Temer e repudiadas pela população. No atual momento, liderado por seu presidente, MARCEL CARDIM, o Sindicato está encampando outra luta fundamental para a categoria e a população, que é a defesa dos bancos públicos, como a Caixa Econômica, que está na mira dos grandes empresários e banqueiros que apoiam a política de privatização do atual governo federal.  Para falar sobre o assunto, o blog GICULT entrevistou MARCEL CARDIM.
1) GICULT: Por que os bancos públicos devem ser defendidos? O que a população e o País perdem se eles forem privatizados?
MARCEL: Essa é uma questão não só de defender os bancos públicos, ou mesmo outras empresas como os Correios, Eletrobras, dentre outras, mas também de defender a soberania nacional. No caso dos bancos, além de ser uma importante ferramenta de regulação de mercado, atuam também como agentes de desenvolvimentos nacional. Nós lutamos para que Banco do Brasil, Caixa, BNB e DNDES sejam tratados como política de Estado e não de governo.
2) GICULT: Por que, mesmo sendo prejudicial ao Brasil, Temer e seus apoiadores querem privatizar a Caixa, por exemplo? Eles, os atuais governantes, atendem a que interesses?
MARCEL: O que está por traz disso na verdade é o interesse dos grandes bancos nacionais e internacionais que querem colocar as mãos no FGTS, grande patrimônio do trabalhador brasileiro. Esse fundo hoje é gerido pela Caixa, que corrigi com taxas irrisórias (3% a.a), além de ser o principal financiador dos programas habitacional. A Caixa detém quase 70% dos contratos imobiliários no Brasil e isso incomoda ao “deus Mercado” que fará de tudo para se apropriar desse importante fomentador de nossa economia. Torna-se um grande risco para o país entregar esse patrimônio para especulação financeira.
3) GICULT: O que o Sindicato dos Bancários está fazendo para denunciar e resistir às atuais medidas do governo que prejudicam o setor público e os trabalhadores? Alguma mobilização à vista?
MARCEL: O movimento sindical como um todo tem sido o principal contraponto de todas essas reformas e por isso o governo tenta acabar com os sindicatos. O principal alvo dessa reforma trabalhista que entra em vigor no dia 11 de novembro é tão somente exterminar o movimento sindical, além, claro, dos direitos trabalhistas. Estamos e estaremos nas ruas denunciando e mobilizando os trabalhadores e a população de modo geral para se unirem a nós. O povo precisa tomar as ruas, caso contrário eles farão o que quiserem.
4) GICULT: Para interromper essa onda de ataques aos trabalhadores, como as reformas denunciadas pelas centrais sindicais, como a CTB, o que os trabalhadores e a população em geral devem fazer?
MARCEL: Reagir. Esse é o verbo a ser conjugado pelos trabalhadores. Além disso, precisamos trabalhar intensamente para na próxima legislatura elegermos representantes da classe trabalhadora e do povo. Esse congresso que aí está representa o grande capital em detrimento dos interesses do povo. Vamos à luta. A batalha ainda não foi finalizada.

Tiago Henrique
Jornalista - DRT/BA 3830
Assessoria de Comunicação
Sindicato dos Bancários de Jequié e Região

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