terça-feira, 12 de março de 2013

Região de Maracás registrou um dos maiores índices de mortalidade do rebanho bovino em razão da seca


A ADAB fará um recadastramento do rebanho bovino na região de Jequié, começando por Maracás e cidades vizinhas, onde o índice de mortalidade foi bastante elevado nos últimos meses em razão da seca. O governo pretende fazer um levantamento da situação atual, já que na Bahia, 320 mil bovinos foram mortos somente em 2012 em razão da estiagem, mas esse número pode ser maior, porque o criador não tem o costume de declarar a morte de seus animais. As informações são do coordenador do programa de febre aftosa da ADAB, Antônio Maia, que esteve em Jequié e concedeu entrevista ao programa Bom Dia Jequié (Jequié FM 89,7). Segundo ele, a situação é muito preocupante por vários motivos, incluindo a própria campanha contra a febre aftosa, que no ano passado ficou comprometida em razão da seca que atingiu quase 300 municípios baianos. “Isso refletiu na vacinação, pois parte do rebanho estava fraco e sem condições de receber a vacina. Houve uma flexibilização por parte do governo. Em razão disso, o índice de vacinação que já chegou a 98% do rebanho, alcançou menos de 93%. Precisamos recuperar essa cobertura”, informou Maia.
A Bahia precisa ficar atenta porque a febre aftosa pode provocar prejuízos irreparáveis. Caso surjam casos da doença, os produtores ficarão impedidos de comercializar; as indústrias, as pessoas que fazem o transporte, o feirante, todos sofrerão com isso, além do próprio consumidor que poderá pagar mais caro pelo produto. (Souza Andrade)

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