Euclides Fernandes e convidados debateu a transferência da serviço de parto do SUS em Jequié do Hospital Prado Valadares para a Santa Casa São Judas Tadeu
O projeto de reforma e ampliação do Hospital Geral Prado Valadares e a transferência da maternidade da unidade para a Santa Casa Hospital São Judas Tadeu, foi tema de debate no retorno ao ar, do programa ‘Semana em Revista’, na rádio 93 FM, com apresentação do jornalista e deputado estadual Euclides Fernandes. Participaram como convidados, o presidente do Conselho Comunitário de Jequié, Dr. Maurício Cavalcante, o diretor do Hospital Prado Valadares, Enfermeiro Gilmar Vasconcelos e a Sanitarista Iana Argolo Cedro, da 13ª Dires. O jornalista Wilson Novaes e o professor Joilson Sampaio “Joca”, também estiveram como convidados. A necessidade de uma discussão mais ampla com a comunidade, sobre a mudança, e questionamentos acerca da estrutura do Hospital São Judas para assumir a responsabilidade dos partos de Jequié e dos municípios da região e, ainda sobre o montante de recursos a serem destinados projeto Rede Cegonha, foram questionamentos feitos por Maurício Cavalcante.
Foi levada ao ar uma reportagem na qual revelada nove parturientes que estavam no setor de obstetrícia do HGPV na sexta-feira (1º/3) e tiveram que ser transferidas para o hospital de Ipiau, por falta de um especialista na casa. O diretor Gilmar Vasconcelos justificou que a situação foi motivada pela apresentação de atestado médico pelo profissional de plantão não tendo sido encontrado um substituto disponível na cidade. Gilmar falou sobre os investimentos que o governo fez no hospital e disse que a transferência da maternidade irá possibilitar a ampliação do Prado Valadares, com o oferecimento de mais espaço e condições de assistência aos pacientes de urgência e emergência. “A maternidade no São Judas Tadeu irá dar acompanhamento a gestante do pré natal, ao nascimento e o puerpério inicial (sete dias após o nascimento da criança)”, explicou. A sanitarista Iana Argolo considerou que a destinação de uma unidade exclusivamente para o setor de maternidade é de grande valia. Ela revelou dados sobre óbitos materno infantil registrados em 2012, num total de 250, nos 25 municípios da região, dos quais, 54% foram investigados e a estimativa é de que 60% destes poderiam ser evitados se houvesse um melhor acompanhamento das gestantes. Gilmar Vasconcelos revelou também que desde 2011, a transferência da matermidade do Prado Valadares começou a ser discutida entre o governo do estado e os gestores dos 25 municípios que integram a região. Disse ainda que o HGPV reduziu no período de 2008 a 2012 de 23% para 15% o índice de motalidade materno infantil, um índice de cerca de 8% superior ao preconizado pela Organização Mundial de Saúde-OMS. (Jequié Repórter).
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