Por Isabella Félix
O sonho é o combustível da humanidade. É a
certeza de um jardim florido no plano de fundo da estrada enclausurada. É poder
acreditar na essência, nos valores perdidos, na beleza avassaladora de uma
criança a sorrir. Os
sonhos revolucionaram épocas, quebraram tabus, libertaram correntes,
transformaram mentes, abraçaram causas nobres e justas, encantaram e
contagiaram gerações. Os sonhos
tecem ideais humanos. Assim foi com Gandhi e Martim Luther King com
a revolução pacífica. Assim acontece com a luta negra contra o racismo. Assim
segue as mulheres a favor da igualdade entre os sexos. Assim cantores como
Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil conquistaram milhões de jovens
fazendo-os acordar para o vergonhoso e triste quadro nacional da época: a
Ditadura Militar. Assim os grandes cientistas alcançaram reconhecimento. Assim
os poetas continuam nos apaixonando. Assim os livros e seus brilhantes escritores
permanecem nos tele transportando para um lugar inalcançável e surreal, fazendo
com que a história contamine nossos desejos secretos. Assim recomeça dia-a-dia
a batalha de pessoas normais, grandes trabalhadores que vão à busca da
sobrevivência, que apesar da desigualdade enfrenta mais uma rotina com um
sorriso acolhedor. Assim com passadas firmes caminham meninos e meninas, com um
caderno na mão e sonhos dantescos, construindo o futuro da nação.
É verdade, somos movidos por sonhos.
Um pequeno sonho é como um verso de um
singelo poema a ser rabiscado. As palavras surgem como uma flor entre espinhos.
As estrofes aparecem colorindo o texto, recheando frases abandonadas. Assim são
nossos sonhos, feitos rimas que dão ritmo ao som da vida.
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