| Émerson Pinto de Araújo |
Blog Certeza da Vitória: O professor provavelmente deve ter
assistido muitos artistas da bola jogando. Qual o time do seu coração e qual a
sua análise do futebol jogado na sua juventude e o praticado atualmente?
Émerson Pinto: Na minha juventude participei de
alguns babas e devo dizer que fui um péssimo jogador. Naquele tempo só jogava
quando precisava completar um dos times. Quando escalado, era na ponta esquerda
e nunca me passavam a bola, era um desastre. Quando me botavam de goleiro engolia
cada peru tremendo, realmente não dava para o futebol. Joguei também tênis e um
esporte intelectual o xadrez. Fui o primeiro campeão de xadrez de Jequié e na
Bahia fiquei em terceiro lugar. Representei a Bahia em Sergipe e ganhei para o
campeão Sergipano Samuel Aivma. Este troféu está hoje no Clube Baiano de Xadrez.
No futebol sou tricolor de ponta a ponta. Sou Bahia, Fluminense e São Paulo. Como
torcedor, acompanhei a trajetória de alguns dos grandes jogadores daquela época.
Tive a oportunidade de assistir Pelé e Garrincha jogarem no estádio da Fonte Nova,
no Pacaembu e no antigo estádio do Vasco da Gama. Ademir da Guia, Ademir Menezes e Jair da Barra
Mansa foram outros jogadores que me empolgaram naquele tempo. Muito antes de Garrincha
tinha um excelente meia do Fluminense chamado Tim, que era chamado o pião e o próprio
Leônidas que criou a “bicicleta”. Naquele tempo tinha o futebol arte, jogava-se
para a arquibancada. Os times utilizavam o esquema 2-3-5 e os jogos na maioria terminavam
com muitos gols, não tinha retranca, o que acontece muito no tempo de hoje.
Nenhum comentário:
Postar um comentário