| Émerson Pinto de Araújo |
Blog
Certeza da Vitória: Fiquei sabendo recentemente, que você
além de professor, escritor e historiador é também humorista?
Émerson
Pinto: Não, não sou humorista. Acredito que tenho o censo
do humor, e às vezes deixo transparecer isso nas minhas crônicas, contando
fatos curiosos que surgiram em Jequié, e talvez por causa disso, a pessoa
englobasse dando o sentido de humorista. Humorista é aquele que vive mais do
humor. Considero-me bem humorado, faço humor, mas não sou humorista de forma
nenhuma, é força de expressão.
Blog
Certeza da Vitória: A música faz parte da vida do escritor
Émerson Pinto?
Émerson
Pinto: Faz e muito. Tanto gosto da música erudita como da
popular. Na música erudita os meus compositores prediletos são: Bach, Mozart e
naturalmente Beethoven, que gosto de ouvir no meu momento de descanso, e às
vezes no trabalho, porque se for cantada, eu vou prestar atenção e atrapalha
tudo. Gosto também da musica popular, da boa música popular, por que a música
não tem idade. Devo dizer, que na minha infância ainda prevalecia muito às
serenatas, às serestas, e fiquei muito ligado nelas. Na primeira vez que fui ao
Rio de Janeiro em 1950, me hospedei no Hotel Serrador e na ocasião conheci cantor
Silvio Caldas que também era hospede e cantava na boate
night Day, que ficava no ultimo andar do edifício. Ele tinha uma voz
espetacular. Considero Silvio Caldas, Orlando Silva e Nelson Gonçalves, os três
interpretes maiores da nossa música popular. Cantora, várias cantoras, mas
tenho uma predileção muito grande por Elizete Cardozo. Ela tinha aquele fogo
interior, sua voz era maravilhosa e para todos os ritmos ela sentia a música. Pouco
depois, tivemos o grande compositor Tom Jobim e a excelente interprete Elis
Regina que tinha uma voz certinha e afinadíssima. Atualmente gosto muito da cantora Betânia e dos
cantores Gil, Caetano Veloso e de Chico Buarque, que não tem uma voz bonita.
Nenhum comentário:
Postar um comentário