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| Por Charles Meira |
No dia 16 de fevereiro de 2003, aconteceu algo
de diferente na televisão, o que motivou a inspiração deste texto. Por falta de
opção, naquele domingo a TV estava sintonizada na Globo, no horário de exibição
do programa do Faustão. Das matérias apresentadas por Fausto Silva, uma me
chamou a atenção, porque estava relacionada com uma escritora. Entrou no palco
uma senhora elegante, bonita, muito sorridente, que confessou ter 81 anos, mas
que pela aparência mostrava estar na faixa etária dos 60 anos. Ela tinha nas
mãos um livro, porém não era esse o motivo que levou D. Gercy a comparecer num
programa de televisão. Depois das apresentações, Faustão passou a narrar uma
história que comoveu a todos os brasileiros.
Todo começou
na cidade onde ela morava. Na sua infância, Gercy conheceu Edy. Uma grande
amizade uniu de forma especial aquelas vidas. Não demorou, para, agora
adolescentes, se enamorarem. Aos 15 anos de idade, a menina mudou-se para São
Paulo, deixando o seu amor numa comovente despedida na estação ferroviária da
cidade. D. Gercy, mesmo não esquecendo o primeiro amor, conhece outra pessoa e
casa-se. O Sr. Edy mudou-se para a cidade de Erechim - RS e também encontrou a
sua alma gêmea e contrai matrimonio. Durante 58 anos esta história ficou parada
no tempo. Com a morte da esposa do Sr. Edy abrem-se as cortinas e reinicia-se a
emocionante história. Nesta altura, D Gercy que levou 25 anos casada tinha
desquitado. Através de uma amiga de infância, ficou sabendo que seu primeiro
amor estava viúvo. Relutou bastante, mais acabou telefonando para ele. Durante
a ligação, o Sr. Edy disse ter vivido um casamento de muita felicidade,
harmonia e amor com sua querida esposa. Falou também que naquele momento estava
muito triste, abatido e agradecido pela lembrança dela. D. Gercy, não perdeu a
esperança de encontrar novamente o seu amado. Agora no Faustão ela revela o
verdadeiro motivo da sua presença naquele local. Disse continuar amando-o, e encontrá-lo
era o maior desejo da sua vida. Para surpresa de todos, naquele instante,
Fausto Silva chama ao palco o Sr. Edy. Um homem alto, elegante, trazendo um
buquê de flores vermelhas. Com um abraço de alegria e emoção, aquele casal
comoveu as pessoas que faziam parte do programa e com certeza todos os
telespectadores, como eu e minha família que também estávamos chorando e
compartilhando com tanta felicidade estampada nos seus semblantes. Não faltaram
depoimentos emocionados do apresentador e dos diversos artistas da Globo.
Concordaram, naquele momento, que realmente o amor ainda existia e que valia
apena ser cultivado nas nossas vidas. Por fim, Fausto Silva apresentou os
familiares do Sr. Edy e também anunciou que a direção do programa tinha presenteado
o casal com uma viagem para a cidade de Petrópolis – RJ. A escolha do local do
passeio foi deles, e revelada pelo Sr. Edy no programa do outro domingo, quando
retornaram para contar o que aconteceu na cidade serrana, naqueles dias de
conversa, carinho, amor, felicidade e união de duas pessoas que verdadeiramente
se amavam.
Espero que
através do relato desta história, que foje totalmente aos padrões das programações
da Rede Globo, diariamente apresentando novelas, filmes, carnaval e outras
coisas mais, mostrando brigas, falta de respeito e amor ao próximo, sexo, contribuições
danosas aos costumes éticos, morais e espirituais para o público telespectador do
nosso país e outras nações, tenha servido de exemplo para edificar e solidificar
outras famílias que não estavam assistindo a TV naquele dia.

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