J. B. Pessoa.
"Ri da cicatriz quem nunca foi
ferido"!... Essa frase Shakespeariana nunca foi tão evidente, como é
atualmente, principalmente pelas pessoas mais velhas, às quais lamentam os
funestos acontecimentos no mundo inteiro.
Apesar da mídia convencional não ser confiável, a
maioria das pessoas, de esquerda ou direita, vão apostando no seu candidato de
estimação, enquanto outras vão ridicularizando situações que estão longe de
serem percebidas pelos alienados ou apáticos.
À medida que, na mídia corrompida vão jorrando
informações esdrúxulas, os religiosos entregam suas aflições ao Misericordioso,
esquecendo-se de que, Ele nos deu livre-arbítrio, para decidir os problemas
políticos, pois isso está explícito nas palavras de Jesus Cristo: "dê a
César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".
Enquanto tudo isso acontece, espertalhões vão
criando vídeos cômicos, na intenção de divertir os incrédulos, os quais fazem
"vista grossa" diante de uma realidade camuflada pelos que riem à
toa, levando os imbecis ao delírio.
Especialistas das redes sociais afirmam que, a
mídia mundial está corrompida pelo chamado ESTADO PROFUNDO, formado por grupos
de meta-capitalistas, os quais formam um estado-paralelo dentro dos estados
nacionais no mundo inteiro. Esse chamado "Estado Profundo" (deep
state) é conhecido e estudado, há décadas, por grandes escritores. Na ficção
aparece nos filmes de James Bond com o nome de "Spectre"; contudo, a
maioria das pessoas classificam, tudo isso, como a chamada "Teoria da
Conspiração".
Se tudo isso é uma conspiração, quem é que dá
poderes absolutos a grupos específicos que rasgam a constituição de um
país?!... Por que às poderosas forças armadas de um país se calam diante das
injustiças reinantes em um país arrasado pelo anarquismo das falidas
instituições nacionais?!!!
O porquê de tudo isso deve ser analisado, voltando
ao Tempo e Espaço, através de uma História, dentro dos princípios do
Revisionismo Histórico, inserido no contexto da coerência racional.
Para alguns especialistas no assunto, foi depois de
análises precisas, que os primeiros sintomas dessa doença, apareceu. Nomeada de
capitalíssimo por alguns, é a subversão do capitalismo natural, adequado à
produção consumo.
Tudo isso começou na Inglaterra por volta de 1760.
Nessa época, a substituição do trabalho artesanal pelo maquinofatural deu o
início da Primeira Revolução Industrial. O surgimento de novas fontes de
energia, e meios de transportes modernos como a locomotiva e navios a vapor,
facilitaram às circulações de mercadorias. Além das grandes plantações, haviam
grandes reservas de carvão mineral e minérios de ferro. A mão de obra barata
facilitou à produção e o surgimento de novas classes sociais, como a alta
burguesia, dona dos meios de produção e o proletariado, a grande massa de
trabalhadores.
O Mal começou a vigorar nos Estados Unidos, início
do Século XX, quando as grandes corporações se uniram, formando cartéis para
controlar os preços e eliminar a concorrência, causando grandes prejuízos
sociais. Valendo-se de uma lei promulgada em 1890, o presidente americano,
Theodore Roosevelt, comprou a briga e combateu os trustes, com o seu lendário
"porrete" (the big stick), pois acreditava que, essas gigantescas
concentrações de poder ameaçavam a economia livre e a democracia.
Roosevelt não queria destruir o capitalismo
industrial. Ele sabia diferenciar os que exploravam os consumidores e fraudavam
o mercado (meta-capitalistas), e os que operavam de forma eficiente (mega
capitalista), preferiu regulamentar os segundos e punir os primeiros.
Mesmo com uma política em favor do cidadão, o foco
do poder político passou a ser meta-capitalista, o qual transcendeu a filosofia
de mercado e passou a controlar as esferas estatais para criar barreiras
regulatórias, leis e privilégios, que impedem novos concorrentes. A sua
natureza antiliberal envolve o acúmulo de riquezas, funcionando como inimigo do
livre mercado clássico, agindo como uma nova casta, em que, as regras acima das
flutuações normais, são controladas.
Simultaneamente, a essas atividades convive outro
tipo de bilionário denominado de mega capitalista, dono de uma corporação
gigantesca definida pelo montante de recursos que possui, o qual atua em um
mercado altamente competitivo e livre. São os produtores industriais dos bens
de consumo. Enquanto o mega constrói, o meta vive em especulações das bolsas de
valores, dominando os setores financeiros e o sistema bancário. Evidentemente,
alguns bilionários meta-capitalistas atuam em algumas indústrias,
principalmente às farmacêuticas.
Durante todo o século XX esses dois grupos de
bilionários conduziram a política americana em dois partidos: o Democrata e o
Republicano. Contudo, seus componentes mudavam os seus perfis, conforme seus
interesses, durante todo o século, marcados por grandes acontecimentos, como a
grande depressão de 1929, a qual foi a maior e mais longa recessão econômica da
história do sistema capitalista no século passado.
As causas de tudo isso se deve às atuações dos mega
capitalistas conduzindo uma super produção, que o mercado não conseguia
consumir, enquanto os meta-capitalistas especulavam na Bolsa de Valores de Nova
York. Com o crédito de fácil acesso e a euforia dos acionistas, milhões de
pessoas investiram em ações sem base na economia real. O resultado de tudo isso
foi a quebra da Bolsa de Valores de Nova York (Wall Street) em 24 de outubro de
1929, levando à falência em massa de bancos e empresas em todo o país, pondo um
fim no chamado Liberalismo Clássico, trazendo grandes consequências globais.
A partir desses acontecimentos houve certo
endurecimento nos governos ocidentais. A Rússia, após 1917, transformou-se na
ditadura socialista soviética, a Itália no socialismo fascista de Mussolini, a
Alemanha no Nacional-socialismo de Hitler; enquanto a Espanha e Portugal
formavam fortes ditaduras militaristas. No Oriente, o Japão se transformou em
um fortíssimo governo militar, com o aval de seu próprio Imperador. Os próprios
Estados Unidos formavam uma poderosa Estratocracia, com o apoio de sua famosa
"classe média silenciosa".
Na América Latina, a Grande Depressão Mundial gerou
na Argentina a ditadura do General José Félix Uriburu, a qual ficou conhecida
como a "Década Infame". No Brasil houve a Revolução de 1930, levando
ao poder Getúlio Vargas, que governou a nação brasileira até 1945.
Com todos esses acontecimentos estava armado o
palco para a Segunda Guerra Mundial, a qual, para muitos historiadores, foi uma
continuação da primeira, considerando às duas como uma só Grande Guerra.
Com a finalização da guerra (1939-1945), o mundo
ficou dividido entre os países democratas, liderado pelos Estados Unidos,
através da OTAN e a União Soviética pelo Pacto de Varsóvia. Esse período
histórico ficou conhecido como a "Guerra Fria", a qual foi finalizada
com a "Queda do do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989.
Em 1949 a China tornou-se comunista e em 1966 houve
a chamada Revolução Cultural Chinesa, liderada por Mao Tsé Tung.
Entre as décadas 60/70, o mundo ocidental conheceu
um movimento, que pregava um estilo de vida alternativo, que ficou conhecido
como "Contra Cultura'. A juventude da época estava dividida entre o
conservadorismo paternalista e a filosofia marxista, a qual era influenciada
por famosos escritores e intelectuais europeus. A Contra Cultura revolucionou
às concepções de uma época e impulsionou uma série de consequências anárquicas,
porém foi positiva em relação às liberdades femininas. Entretanto, às
feministas históricas afirmam, o que as mulheres conquistaram foram o direito
de terem os defeitos masculinos.
O efeito anarquista desse movimento foram as
irresponsabilidades dos artistas tropicalistas e psicodélicos, com seus
niilismos ortodoxos e arrogantes impulsionaram o uso de drogas, entre outras
extravagâncias, cujos malefícios herdaram às gerações posteriores. Segundo
algumas observações da época, a Contra Cultura foi uma estratégia dos
soviéticos para usar a democracia ocidental contra ela mesma.
As loucuras das gerações psicodélicas foram
repassadas para às gerações atuais e Século XXI herdou os modismos do final do
Século passado.
Enquanto tudo
isso acontece, a atualidade vive os fashions, com a Internet usando a funesta
Inteligência Artificial para enganar os tolos com uma comicidade ridícula, proporcionando
os que "riem à toa" se esquecerem que, o chamado Armagedom bíblico
poderá acontecer.
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