domingo, 20 de setembro de 2026

Os dissabores da atualidade.

                                                                                         J. B. Pessoa.

"Ri da cicatriz quem nunca foi ferido"!... Essa frase Shakespeariana nunca foi tão evidente, como é atualmente, principalmente pelas pessoas mais velhas, às quais lamentam os funestos acontecimentos no mundo inteiro.

Apesar da mídia convencional não ser confiável, a maioria das pessoas, de esquerda ou direita, vão apostando no seu candidato de estimação, enquanto outras vão ridicularizando situações que estão longe de serem percebidas pelos alienados ou apáticos.

À medida que, na mídia corrompida vão jorrando informações esdrúxulas, os religiosos entregam suas aflições ao Misericordioso, esquecendo-se de que, Ele nos deu livre-arbítrio, para decidir os problemas políticos, pois isso está explícito nas palavras de Jesus Cristo: "dê a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".

Enquanto tudo isso acontece, espertalhões vão criando vídeos cômicos, na intenção de divertir os incrédulos, os quais fazem "vista grossa" diante de uma realidade camuflada pelos que riem à toa, levando os imbecis ao delírio.

Especialistas das redes sociais afirmam que, a mídia mundial está corrompida pelo chamado ESTADO PROFUNDO, formado por grupos de meta-capitalistas, os quais formam um estado-paralelo dentro dos estados nacionais no mundo inteiro. Esse chamado "Estado Profundo" (deep state) é conhecido e estudado, há décadas, por grandes escritores. Na ficção aparece nos filmes de James Bond com o nome de "Spectre"; contudo, a maioria das pessoas classificam, tudo isso, como a chamada "Teoria da Conspiração".

Se tudo isso é uma conspiração, quem é que dá poderes absolutos a grupos específicos que rasgam a constituição de um país?!... Por que às poderosas forças armadas de um país se calam diante das injustiças reinantes em um país arrasado pelo anarquismo das falidas instituições nacionais?!!!

O porquê de tudo isso deve ser analisado, voltando ao Tempo e Espaço, através de uma História, dentro dos princípios do Revisionismo Histórico, inserido no contexto da coerência racional.

Para alguns especialistas no assunto, foi depois de análises precisas, que os primeiros sintomas dessa doença, apareceu. Nomeada de capitalíssimo por alguns, é a subversão do capitalismo natural, adequado à produção consumo.

Tudo isso começou na Inglaterra por volta de 1760. Nessa época, a substituição do trabalho artesanal pelo maquinofatural deu o início da Primeira Revolução Industrial. O surgimento de novas fontes de energia, e meios de transportes modernos como a locomotiva e navios a vapor, facilitaram às circulações de mercadorias. Além das grandes plantações, haviam grandes reservas de carvão mineral e minérios de ferro. A mão de obra barata facilitou à produção e o surgimento de novas classes sociais, como a alta burguesia, dona dos meios de produção e o proletariado, a grande massa de trabalhadores.

O Mal começou a vigorar nos Estados Unidos, início do Século XX, quando as grandes corporações se uniram, formando cartéis para controlar os preços e eliminar a concorrência, causando grandes prejuízos sociais. Valendo-se de uma lei promulgada em 1890, o presidente americano, Theodore Roosevelt, comprou a briga e combateu os trustes, com o seu lendário "porrete" (the big stick), pois acreditava que, essas gigantescas concentrações de poder ameaçavam a economia livre e a democracia.

Roosevelt não queria destruir o capitalismo industrial. Ele sabia diferenciar os que exploravam os consumidores e fraudavam o mercado (meta-capitalistas), e os que operavam de forma eficiente (mega capitalista), preferiu regulamentar os segundos e punir os primeiros.

Mesmo com uma política em favor do cidadão, o foco do poder político passou a ser meta-capitalista, o qual transcendeu a filosofia de mercado e passou a controlar as esferas estatais para criar barreiras regulatórias, leis e privilégios, que impedem novos concorrentes. A sua natureza antiliberal envolve o acúmulo de riquezas, funcionando como inimigo do livre mercado clássico, agindo como uma nova casta, em que, as regras acima das flutuações normais, são controladas.

Simultaneamente, a essas atividades convive outro tipo de bilionário denominado de mega capitalista, dono de uma corporação gigantesca definida pelo montante de recursos que possui, o qual atua em um mercado altamente competitivo e livre. São os produtores industriais dos bens de consumo. Enquanto o mega constrói, o meta vive em especulações das bolsas de valores, dominando os setores financeiros e o sistema bancário. Evidentemente, alguns bilionários meta-capitalistas atuam em algumas indústrias, principalmente às farmacêuticas.

Durante todo o século XX esses dois grupos de bilionários conduziram a política americana em dois partidos: o Democrata e o Republicano. Contudo, seus componentes mudavam os seus perfis, conforme seus interesses, durante todo o século, marcados por grandes acontecimentos, como a grande depressão de 1929, a qual foi a maior e mais longa recessão econômica da história do sistema capitalista no século passado.

As causas de tudo isso se deve às atuações dos mega capitalistas conduzindo uma super produção, que o mercado não conseguia consumir, enquanto os meta-capitalistas especulavam na Bolsa de Valores de Nova York. Com o crédito de fácil acesso e a euforia dos acionistas, milhões de pessoas investiram em ações sem base na economia real. O resultado de tudo isso foi a quebra da Bolsa de Valores de Nova York (Wall Street) em 24 de outubro de 1929, levando à falência em massa de bancos e empresas em todo o país, pondo um fim no chamado Liberalismo Clássico, trazendo grandes consequências globais.

A partir desses acontecimentos houve certo endurecimento nos governos ocidentais. A Rússia, após 1917, transformou-se na ditadura socialista soviética, a Itália no socialismo fascista de Mussolini, a Alemanha no Nacional-socialismo de Hitler; enquanto a Espanha e Portugal formavam fortes ditaduras militaristas. No Oriente, o Japão se transformou em um fortíssimo governo militar, com o aval de seu próprio Imperador. Os próprios Estados Unidos formavam uma poderosa Estratocracia, com o apoio de sua famosa "classe média silenciosa".

Na América Latina, a Grande Depressão Mundial gerou na Argentina a ditadura do General José Félix Uriburu, a qual ficou conhecida como a "Década Infame". No Brasil houve a Revolução de 1930, levando ao poder Getúlio Vargas, que governou a nação brasileira até 1945.

Com todos esses acontecimentos estava armado o palco para a Segunda Guerra Mundial, a qual, para muitos historiadores, foi uma continuação da primeira, considerando às duas como uma só Grande Guerra.

Com a finalização da guerra (1939-1945), o mundo ficou dividido entre os países democratas, liderado pelos Estados Unidos, através da OTAN e a União Soviética pelo Pacto de Varsóvia. Esse período histórico ficou conhecido como a "Guerra Fria", a qual foi finalizada com a "Queda do do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989.

Em 1949 a China tornou-se comunista e em 1966 houve a chamada Revolução Cultural Chinesa, liderada por Mao Tsé Tung.

Entre as décadas 60/70, o mundo ocidental conheceu um movimento, que pregava um estilo de vida alternativo, que ficou conhecido como "Contra Cultura'. A juventude da época estava dividida entre o conservadorismo paternalista e a filosofia marxista, a qual era influenciada por famosos escritores e intelectuais europeus. A Contra Cultura revolucionou às concepções de uma época e impulsionou uma série de consequências anárquicas, porém foi positiva em relação às liberdades femininas. Entretanto, às feministas históricas afirmam, o que as mulheres conquistaram foram o direito de terem os defeitos masculinos.

O efeito anarquista desse movimento foram as irresponsabilidades dos artistas tropicalistas e psicodélicos, com seus niilismos ortodoxos e arrogantes impulsionaram o uso de drogas, entre outras extravagâncias, cujos malefícios herdaram às gerações posteriores. Segundo algumas observações da época, a Contra Cultura foi uma estratégia dos soviéticos para usar a democracia ocidental contra ela mesma.

As loucuras das gerações psicodélicas foram repassadas para às gerações atuais e Século XXI herdou os modismos do final do Século passado.

Enquanto tudo isso acontece, a atualidade vive os fashions, com a Internet usando a funesta Inteligência Artificial para enganar os tolos com uma comicidade ridícula, proporcionando os que "riem à toa" se esquecerem que, o chamado Armagedom bíblico poderá acontecer.

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