J. B. Pessoa
Nos
velhos tempos da nossa cidade, um acontecimento bizarro aconteceu em Jequié.
Foi em uma época em que, a maioria da população era católica e viam às outras
religiões com desdém e preconceitos; principalmente, a doutrina religiosa
espírita.
Nesses austeros tempos, os terreiros de
candomblé eram proibidos e criminalizados. A polícia invadia os locais,
prendiam os líderes religiosos e confiscava objetos sagrados sob a acusação de
curandeirismo e feitiçaria.
Havia na cidade um valente investigador da
polícia, respeitado pelos malandros e ladrões locais, e que era bastante temido
pelos candomblecistas, chamado de Quixadá.
Certa ocasião, uma distinta senhora da
sociedade local foi acometida de um estranho mal, que deixou perplexo, o médico
da família. Sem poder dar um diagnóstico preciso, ele receitou um chá de ervas
medicinais. Uma afrodescendente, que era a empregada doméstica, sugeriu que a
família a levasse ao terreiro de um afamado "pai de santo".
Depois dos prós e contras, suas filhas
acataram o conselho e, acompanhadas da empregada, foram a um terreiro, situado
na periferia da cidade.
Chegando ao terreiro, a distinta senhora
foi acometida em uma convulsão, assustando as suas filhas. Uma delas, entrando
em pânico, gritou em alto e bom som: "Que chá dá?!"... De repente,
apavorados com o grito, os candomblezeiros fugiram do terreiro, deixando a
empregada e as filhas da senhora, já recuperadas, bastante perplexas.
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