J. B. Pessoa.
Sendo o livro mais famoso e lido em todo o mundo, foi criado o Dia
Internacional da Bíblia. Essa data, observada mundialmente no segundo domingo
de dezembro, teve sua origem em 1549, na Grã-Bretanha, por iniciativa do rei
Eduardo VI, com o propósito de promover a disseminação da Palavra de Deus. No
Brasil, a data foi inicialmente marcada em 1850 por missionários europeus e
americanos, mas foi somente em 1948 que ocorreu a primeira celebração pública,
coincidindo com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil.
De fato, a Bíblia é um livro extraordinário, mesmo em seus aspectos mais complexos. Olhando sob a perspectiva de um racionalista cético, pode-se admitir que, à primeira vista, suas histórias parecem fantásticas demais para serem verdadeiras. Os incrédulos chegam até a compará-la a uma ficção, tal como a série Harry Potter. No entanto, essa comparação não aborda o ponto central da questão. Harry Potter não ameaça ninguém. Um pai piedoso pode até não gostar que seu filho leia a série, mas é impensável que governos proíbam sua publicação ou que os leitores sejam torturados e perseguidos por isso. Além do mais, quem, em sua sã consciência, estaria disposto a se tornar mártir por uma interpretação particular de A Pedra Filosofal?!... Ao contrário disso, a Bíblia já foi queimada, proibida e rejeitada em todos os séculos e lugares onde esteve presente. Muitos de seus seguidores não hesitaram em dar a própria vida pela história e mensagem que ela trazia; algo que jamais ocorreu com qualquer outro livro. Portanto, a comparação entre a Bíblia e obras de ficção é apenas superficial. Há algo de extraordinário em suas histórias que superam qualquer publicação humana.
A pergunta que fica no ar, é
a seguinte: que livro ficcional é capaz de gerar tantas conversões de uma só
vez?!... Pode até ser que, se apresente um caso ou outro da melhoria cultural,
a qual levou alguém a progredir na vida, após ler uma ficção. Porém, isso está
longe da realidade de presos perigosos que abandonam a vida de crimes, após
encontrarem a mensagem da cruz. A Bíblia é um livro singular. Ela alegra os
tristes, encoraja os tímidos, aquece os desamparados, conforta os enlutados e
transforma os perdidos. Ela é a mensagem de Deus, para às pessoas que têm fé.
Para definir melhor esse monumento cultural e religioso, a Bíblia é uma coletânea de livros, que foram escritos em épocas diferentes, por inspiração divina, com simplicidade, revelando a Verdade, para ser compreendida em todas às épocas, conforme a fé, honestidade e inteligência de todos. A Ciência nunca inimiga das religiões. A teoria da "Origens das Espécies" de Charles Darwin não contraria os preceitos bíblicos, e nem a frase bíblica "do pó vieste e ao pó voltarás". Tampouco, à teoria científica do Big Bang. Os cientistas cristãos argumentam que as duas versões são compatíveis. O grande problema é o fundamentalismo religioso dos incultos e a imbecilidade dos criacionistas, que defendem uma interpretação literal da Bíblia. Para os sacerdotes cultos, a Ciência explica "como" o Universo se formou e a Religião aborda o "porquê" da existência e a questão do Criador.
Nenhum comentário:
Postar um comentário