J. B. Pessoa.
O abismo existente entre os dogmas
ensinados nas diversas religiões cristãs e as contradições envolvidas é
alarmante. Isso é devido às incoerências praticadas no discurso e ação dos
religiosos, em suas atitudes convencionais, gerando conflitos e intolerâncias
ocasionais.
O grande conflito religioso, dos últimos
tempos, aconteceu na Igreja Católica, quando em 1962 foi realizado o Concílio
Vaticano II, o qual revolucionou os conceitos anteriores, numa visão clara da
associação ideológica do pontífice João XXIII.
Na época, os intelectuais europeus estavam
inclinados às filosofias políticas de Karl Marx e Friedrich Engels. O Cardeal Ângelo
Giuseppe Roncalli, eleito Papa em 1958, comungava com os ideais da
intelectualidade ocidental.
Os concílios ocasionais da Igreja
acontecem quando há conceitos ortodoxos, os quais refletem o pensamento
ideológico de sua época. Foi o que aconteceu no Segundo Concílio de
Constantinopla, realizado em 553AD, o qual retirou da Igreja o dogma da
"reencarnação", ensinado pelos cristãos primitivos, negando a
preexistência da alma.
Com a pretensão da Igreja se atualizar com
o mundo contemporâneo, as missas deixam de ser rezadas em Latin, fato que
ocasionou o fim do estudo deste idioma nos colégios, passado ser celebradas na
língua oficial de cada país. O altar foi virado, permitindo que o padre ficasse
de frente para os fiéis.
Segundo muitos especialistas em
artimanhas ideológicas, o verdadeiro motivo do da Igreja Católica destruir a
"Missa Tridentina", foi o aumento das igrejas protestantes
neopentecostais, no mundo inteiro, às quais davam ênfase na "Teologia da
Prosperidade", herança do calvinismo americano.
As novas decisões da Igreja motivou
separações ideologias no Brasil. A criação da CNBB, "Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil", de orientação socialista, acabou provocando as
migrações do seio católico para as igrejas protestantes no país. Mais tarde,
para evitar essa transmigração, a Igreja adotou algumas reformas internas,
introduzindo a chamada "Igreja Carismática", de orientação
calvinista.
A clara "divisão" da Igreja
católica, nos anos seguintes, coincide com proliferação das igrejas
protestantes no país. O surgimento de igrejas neopentecostais aconteceu, com
notoriedade, na década de 60, apesar de algumas delas terem aparecido a partir
de 1953, introduzindo cultos de cura e atraindo grandes massas de crentes.
Essas igrejas eram focadas em rituais de libertação e exorcismo. Enquanto às
migrações aconteciam, alguns católicos, de escolaridade mais avançada, foram
procurar abrigo na racional doutrina espírita.
A fase neopentecostal, caracterizada pela
forte presença da mídia, aconteceu nos anos 70/80. Com a sua "Teologia da
Prosperidade", grandes templos foram surgindo nas grandes cidades, em
bairros periféricos e comerciais. Essas igrejas acabam se tornando grandes
empresas comerciais, às quais tornaram-se políticas em suas estruturas
convencionais.
No Brasil, qualquer pessoa pode abrir uma
igreja protestante e exercer o pastorado dela. Essa condição é permitindo pela
legislação brasileira, pois a Constituição garante a liberdade religiosa, como
também a liberdade política. Esse fato acarreta disparates, gerando
incoerências, conflitos e intolerâncias na maioria das agremiações religiosas.
A ausência de estudos teológicos sempre trazem limitações práticas, que podem
discernir heresias e interpretações distorcidas das escrituras sagradas,
conduzindo ao nefasto fundamentalismo religioso.
Na atualidade, há entre às igrejas,
inclusive católicas, uma mistura de ideologias políticas e religiosas ao mesmo
tempo, separando os devotos em Esquerda ou Direita. Esse absurdo é contrário à
ordem cristã: "Dai a César, o que é de César e a Deus, o que é de
Deus".
Às diferenças políticas dos adeptos de
diversas doutrinanacões religiosas chamam atenção de muitos, que ficam
atordoados com suas definições de Deus. A que trouxe mais notoriedade foi
doutrina espírita. Nela há uma nítida separação no contexto das definições:
"Para o espiritismo, Deus tem consciência de si mesmo. Ele e definido como
a INTELIGÊNCIA SUPREMA e a causa primária de todas as coisas, sendo o ser com a
consciência infinita, perfeita e onisciente, o que inclui o total conhecimento
de Si, do Universo e de todas as Suas leis". Contudo, alguns adeptos das
narrativas esquerdistas, negam a espiritualidade divina, classificando-O
aleatoriamente, como a causa primária de tudo, como se fosse um ser abstrato da
própria natureza. Essa definição aproxima esses "espíritas" do ateísmo
marxista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário