Por Carlos Eden Meira
Ele estava no ponto de ônibus,
quando de repente, surgiu não se sabe de onde, um sujeito armado com uma
pistola daquelas "dois tiros uma carreira”. E aí cara, isso aqui é uma
arma. Vai logo passando a grana, disse ele enquanto puxava a pistola. O coitado do rapaz, assustado, falou: -
Perai, cara! Eu não tenho nada aqui no bolso!
Ganho salário mínimo que mal dá pra pagar minha passagem de ônibus.
Olha, eu não quero saber de nada! Vai passando a grana! E o que é isso aí no
braço?
Então, passa logo esse relógio,
vai, passa logo o redondo e redondo não é isso que você está pensando! E anda
ligeiro que a polícia pode chegar a qualquer momento!
Pô cara! Esse relógio foi
presente da minha madrinha no meu aniversário!!
Quer saber cara? Anda logo com
isso que eu vou cair fora! E vai tu e tua madrinha pra "PQP", tá
ligado?
Ele ficou ali naquela esquina sem
carteira, sem relógio, sem saber o que fazer com cara de “sinhá mariquinha cadê
o frade", como dizia Odorico Paraguaçu, na novela O BEM AMADO.
Voltou pra casa dando graças a Deus pelo ladrão não ter levado sua chave de casa. Entrou, abriu a geladeira, tomou um gole de água e foi dormir. Fazer o quê? São coisas da vida. Também, o que ele queria ficando naquela esquina àquela hora da noite? Fim de papo.
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