Hildo Amorim de Moura
A história da Inconfidência
Mineira é o maior engodo da historiografia brasileira. Foi criada pelos
republicanos para desmerecer os créditos da Monarquia Brasileira. Em primeiro
lugar, o Brasil nunca foi considerado uma colônia por Portugal e, sim, uma
extensão de suas terras do além-mar. Os povos caucasianos, que passaram a
habitar o território descoberto, eram chamados de luso-brasileiros e todos eram
súditos do soberano português.
Evidentemente, houve um
movimento, articulado por alguns contrabandistas, alguns dos quais pertencentes
à elite da recém "criada capitania das minas gerais", recém-desmembrada
de São Paulo. Os chamados "inconfidentes" eram ladrões,
contrabandistas e sonegadores de impostos.
Após as descobertas de minérios
preciosos em suas terras d'além-mar, o governo português taxou o imposto do
ouro extraídos das minas em 20% do total, ficando os súditos mineiros com 80%
do ouro extraído no Estado do Brasil, o qual era um vice-reinado. Tudo poderia
ir bem, mas a ganância dos mineiros falou mais alto e começou a sonegação, com
o roubo e contrabando, enviando toneladas de ouro para a Inglaterra. Ao ter
conhecimento das ações contrabandistas, o soberano português taxou uma quantia,
a qual seria cobrada judicialmente, que ficou conhecida como a Derrama, tributo
anual compulsório, que obrigava os ladrões mineiros a pagar uma determinada
quantia em ouro.
A partir da Derrama, os
contrabandistas e sonegadores da elite mineira criou um movimento separatista,
envolvendo a população da das cidades da capitania de Minas Gerais, cuja
capital era Vila Rica.
O movimento ganhou força, com uma
campanha de separação, com promessas de melhorias para o povo, principalmente para
a ralé sofrida, dentre eles um soldado raso, chamado de Joaquim José da Silva
Xavier, apelidado de Tiradentes, pois extraía dentes nas feiras livres, para
completar seus rendimentos do parco soldo de soldado.
O movimento separatista mineiro,
apesar de apoios estrangeiros, não se concretizou. Ao ter conhecimento de um
golpe articulado pelos contrabandistas, as autoridades do vice-reinado suspendeu
a Derrama e começaram a caçar e prender os acusados. Foi aí, então, que a
figura de Tiradentes começou a aparecer, juntamente com ele os conhecidos
inconfidentes, como Cláudio Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto, Tomaz Antônio
Gonzaga, entre outros poetas e boêmios, os quais constituíam a arraia miúda do
movimento, que conhecemos nos livros de história.
Como o tiro saiu pela culatra,
foram todos denunciados e presos. A elite, como aconteceu com José de Sá
Bitencourt, fundador da Fazenda de Borda da Mata, que deu origem a cidade de
Jequié, comprou suas liberdades a peso de arrobas de ouro. A arraia miúda foi
perdoada pela Rainha Dona Maria I, a Piedosa; apelidada pelos infames
republicanos como a louca.
Os inconfidentes, que escaparam
da morte, foram desterrados. Se fossem em países europeus, todos os ladrões
conhecidos como inconfidentes seriam enforcados. Quando a Tiradentes, o mais
insignificante de todos, foi preso, destinado a ser julgado no Rio de Janeiro.
A elite contrabandista, que não foi denunciada, fez um acordo com Tiradentes.
No julgamento, ele assumiu toda a culpa e se declarou chefe do movimento.
Contudo, na hora da execução, ele foi trocado por um mulato alforriado,
condenado a morte chamado Isidoro, em troca da alforria de sua mulher e filhos.
O mulato foi enforcado e esquartejado. O branco Joaquim José da Silva Xavier,
de alcunha Tiradentes, terminou sua existência na doce vida de Paris. O esquartejado
era, visivelmente, um afrodescendente; fato tão verdadeiro, que os
"movimentos negros" querem esse reconhecimento, para colocá-lo na
galeria de seus heróis. A versão conhecida da história é uma invenção dos
republicanos, para justificar o golpe contra a Monarquia Brasileira.
Esse artigo é baseado em pesquisa
modernas de famosos historiadores!
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