sexta-feira, 17 de outubro de 2025

A Inconfidência Mineira.

                                                 Hildo Amorim de Moura

A história da Inconfidência Mineira é o maior engodo da historiografia brasileira. Foi criada pelos republicanos para desmerecer os créditos da Monarquia Brasileira. Em primeiro lugar, o Brasil nunca foi considerado uma colônia por Portugal e, sim, uma extensão de suas terras do além-mar. Os povos caucasianos, que passaram a habitar o território descoberto, eram chamados de luso-brasileiros e todos eram súditos do soberano português.

Evidentemente, houve um movimento, articulado por alguns contrabandistas, alguns dos quais pertencentes à elite da recém "criada capitania das minas gerais", recém-desmembrada de São Paulo. Os chamados "inconfidentes" eram ladrões, contrabandistas e sonegadores de impostos.

Após as descobertas de minérios preciosos em suas terras d'além-mar, o governo português taxou o imposto do ouro extraídos das minas em 20% do total, ficando os súditos mineiros com 80% do ouro extraído no Estado do Brasil, o qual era um vice-reinado. Tudo poderia ir bem, mas a ganância dos mineiros falou mais alto e começou a sonegação, com o roubo e contrabando, enviando toneladas de ouro para a Inglaterra. Ao ter conhecimento das ações contrabandistas, o soberano português taxou uma quantia, a qual seria cobrada judicialmente, que ficou conhecida como a Derrama, tributo anual compulsório, que obrigava os ladrões mineiros a pagar uma determinada quantia em ouro.

A partir da Derrama, os contrabandistas e sonegadores da elite mineira criou um movimento separatista, envolvendo a população da das cidades da capitania de Minas Gerais, cuja capital era Vila Rica.

O movimento ganhou força, com uma campanha de separação, com promessas de melhorias para o povo, principalmente para a ralé sofrida, dentre eles um soldado raso, chamado de Joaquim José da Silva Xavier, apelidado de Tiradentes, pois extraía dentes nas feiras livres, para completar seus rendimentos do parco soldo de soldado.

O movimento separatista mineiro, apesar de apoios estrangeiros, não se concretizou. Ao ter conhecimento de um golpe articulado pelos contrabandistas, as autoridades do vice-reinado suspendeu a Derrama e começaram a caçar e prender os acusados. Foi aí, então, que a figura de Tiradentes começou a aparecer, juntamente com ele os conhecidos inconfidentes, como Cláudio Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto, Tomaz Antônio Gonzaga, entre outros poetas e boêmios, os quais constituíam a arraia miúda do movimento, que conhecemos nos livros de história.

Como o tiro saiu pela culatra, foram todos denunciados e presos. A elite, como aconteceu com José de Sá Bitencourt, fundador da Fazenda de Borda da Mata, que deu origem a cidade de Jequié, comprou suas liberdades a peso de arrobas de ouro. A arraia miúda foi perdoada pela Rainha Dona Maria I, a Piedosa; apelidada pelos infames republicanos como a louca.

Os inconfidentes, que escaparam da morte, foram desterrados. Se fossem em países europeus, todos os ladrões conhecidos como inconfidentes seriam enforcados. Quando a Tiradentes, o mais insignificante de todos, foi preso, destinado a ser julgado no Rio de Janeiro. A elite contrabandista, que não foi denunciada, fez um acordo com Tiradentes. No julgamento, ele assumiu toda a culpa e se declarou chefe do movimento. Contudo, na hora da execução, ele foi trocado por um mulato alforriado, condenado a morte chamado Isidoro, em troca da alforria de sua mulher e filhos. O mulato foi enforcado e esquartejado. O branco Joaquim José da Silva Xavier, de alcunha Tiradentes, terminou sua existência na doce vida de Paris. O esquartejado era, visivelmente, um afrodescendente; fato tão verdadeiro, que os "movimentos negros" querem esse reconhecimento, para colocá-lo na galeria de seus heróis. A versão conhecida da história é uma invenção dos republicanos, para justificar o golpe contra a Monarquia Brasileira.

Esse artigo é baseado em pesquisa modernas de famosos historiadores!

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