Charles Meira
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Cine Jequié
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Parado em frente ao
antigo Grupo Escolar Castro Alves, contemplei uma cena deprimente, que partiu o
meu coração. No outro lado da rua, operários derrubavam as paredes daquele
espaço que marcou um belo período da minha infância. Pensei em aproximar para
presenciar detalhes do que estava acontecendo, porém o impacto foi tão grande
que não tive coragem. Do lado de fora, entrei por instantes no túnel do tempo,
e passei a lembrar de memoráveis momentos vividos naquele local por nós
jequieenses.
Diversão, alegria... Era o que
acontecia nas manhãs de domingo no Cine Jequié. O locutor Geraldo Teixeira
anuncia o calouro infantil Charles Barros Meira. Assim como eu, muitos outros
conterrâneos tiveram a satisfação de participar do programa Festival dos
Brotos. Cantando, apresentando, julgando, tocando, gritando, eles faziam parte
de uma multidão que semanalmente lotava as quase 1.500 cadeiras do Cine Jequié
Crianças, jovens e adultos se divertindo, trocando e vendendo revistas em quadrinhos, encontros amorosos e famílias reunidas para assistirem a os mais famosos filmes em exibição.
Crianças, jovens e adultos se divertindo, trocando e vendendo revistas em quadrinhos, encontros amorosos e famílias reunidas para assistirem a os mais famosos filmes em exibição.
Corações batendo forte, olhos
sem piscar, estávamos ali sentados, apertados no chão em frente ao palco,
porque todas as cadeiras já estavam ocupadas. Roberto Carlos é anunciado! Foi
inesquecível, momento único, paralisante, um dia especial que somente o Cine
Jequié nos proporcionou.
De volta ao presente, permaneci por alguns instantes olhando para aquele quadro de destruição e de uma faixa anunciando a inauguração de uma grande loja da região.
De frente ao local que poderá servir para abrigar o museu da nossa cidade, revivi parte de uma história que certamente fará parte do seu acervo.
Triste, deixei o local.
De volta ao presente, permaneci por alguns instantes olhando para aquele quadro de destruição e de uma faixa anunciando a inauguração de uma grande loja da região.
De frente ao local que poderá servir para abrigar o museu da nossa cidade, revivi parte de uma história que certamente fará parte do seu acervo.
Triste, deixei o local.
Obs. Texto publicado no tablóide “Outro Papo” em 04/2006.

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