Moga Neto
Nos
lugares que eram verdes, somente magro deserto
Nos
leitos dos rios perenes, uma senda de areia seca
A
única água que vejo, no nosso nordeste ardente
São
lágrimas nos olhos magros, das crianças e doentes.
Choram
no norte e no sul, todos estão de mãos dadas
Fazem
corrente de amor, tentam mudar o destino
Desses
pobres flagelados, nossos irmãos nordestinos
Desse
povo bravo e forte que somente se lamenta
Quando
a terra tão amada, não lhe fornece o sustento.
As
aves de arribação se mudaram lá do norte
Ficaram
somente os homens, que não puderam arribar
Tem filhos e tem amores, que não podem abandonar
Tem filhos e tem amores, que não podem abandonar
Enfrentando
o destino juntos, para morrer ou lutar
Não deixam seu torrão natal, pra morrer noutro lugar.
Não deixam seu torrão natal, pra morrer noutro lugar.

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