segunda-feira, 22 de maio de 2017

Hoje no ring de Itabuna Jequié foi salvo pelo gongo e quem bateu foi Tanajura.


Itabuna, 19 (de Agnaldo Flores, nosso correspondente) – A tarde esportiva foi bastante interessante para o torcedor que lotou a Desportiva. Na preliminar o jogo acabou por ordem dos cartolas e foi recomeçado por ordem da mesa. Muita chuva caía em Itabuna quando começou o jogo principal. De um lado, via-se o Jequié lutando para não perder a liderança. De outro, o Itabuna lutando para não decepcionar sua torcida.
            Um goleiro que pegou tudo e foi o grande responsável pelo empate chamado Edmilson. Um duelo entre Ronaldo, vice e Tanajura, artilheiro para mostrar quem era o melhor, e um “show” particular do garoto Felisberto. O empate foi um bom resultado fazendo justiça ao Itabuna que foi melhor na primeira fase e ao Jequié que foi melhor na segunda.
PRIMEIRO TEMPO BOM
            O campo estava bastante escorregadio castigado pelas chuvas que caíam na cidade itabunense e mesmo assim as equipes desenvolveram um bom futebol. Logo ao primeiro minuto Maíca batendo uma falta de fora da área colocou na gaveta, aparecendo Betinho na primeira grande intervenção da tarde. A defesa do Itabuna para tomar conta não poderiam se complicar apelou e Ailton comandado o “esquadrão” batia da cabeça pra cima. Até que isto surtiu efeito, pois o Jequié se acomodou no que se aproveitou o Itabuna para tomar conta da partida. Ronaldo em duas oportunidades quase marca. Na primeira ele chutou no ângulo para Edmilson pagar o ingresso dos torcedores. Na segunda do meio da rua com a bola raspando a trave. De vez em quando Tanajura complicava a vida de Ailton e Americano. Aos 27’ aproveitando-se de uma boa tabela com Marcos, chutou para Betinho defender com dificuldade. O grande erro dos atacantes itabunenses era a teimosia de entrar pelo meio. Notava-se que aquilo era “falta de banco”, pois Felisberto pela direita desde o início da partida dava um autêntico passeio em Esquerdinha que complicava as coisas para o Jequié. Quando os Jogadores do Itabuna perceberam que ali estava o “mapa da mina” começaram a insistir pela direita, lançando mais o “garoto” Felisberto. Foi o essencial para que nascesse o primeiro gol.
COMO FOI
Eram decorridos 33’ quando Carlão recebendo nas costas de Esquerdinha centrou na conta para e Ronaldo que acompanhava o lance encostou a cabeça na bola sem chance para Edmilson. Os jogadores do Jequié alegavam mão do Carlão, porém o árbitro colocou a bola no meio. Logo após a saída da bola Tanajura teve a grande chance de empatar, pois recebeu um bolão de Dilermando e cara a cara com Betinho chutou para fora. Geraldo Pereira tirou Esquerdinha para colocar Jurandir numa substituição precipitada, pois deu a entender que o técnico o estava culpando do tento itabunense.
SEGUNDO TEMPO QUENTE
            Se o primeiro tempo foi bom o segundo foi melhor, pois São Pedro cooperou cessando a chuva e melhorando o estado da cancha. Geraldo Pereira armou um sistema de jogo com o intuito de empatar a partida, e fez com que Dilermando ficasse mais ao lado de Tanajura, ao invés de voltar para armar o tripé. Tirou Flori que nada fez e colocou Betinho em seu lugar. Melhorou o ataque do Jequié que passou a investir mais perigosamente contra o arco de Betinho. Por diversas vezes Dilermando, Tanajura e Maíca chutaram bolas com perigo para Betinho, ora agarrando, ora concedendo escanteio. O Itabuna se defendia como podia e seu treinador percebendo que aquilo não daria certo, saiu da defesa para o ataque. Porém os chutes de Ronaldo e Carlão e os ataques perigosos esbarravam em Edmilson, que impedia a ampliação do escore. Geraldo Pereira notando que o tempo ia passando e o gol não saía mandou o time subir e Maneca passou a chutar também em gol. Os ataques do Jequié eram objetivos e o gol já estava começando a ser pintado. Pelo volume de jogo o time do Jequié já fazia por merecer o empate.
O EMPATE
            E ele veio aos 34’ quando Dilermando descendo pela direita chutou forte, Betinho bateu roupa e Tanajura mostrando porque ele é artilheiro, foi lá conferir.
            Após este gol o Itabuna foi todo ao ataque tentando o desempate ora através de Justo ou Felisberto. A grande perda do Itabuna foi Carlão que sentiu uma fisgada na coxa e teve de sair. E os lances se repetiam como no primeiro tempo, pois Edmilson fechava o gol. Assim mesmo Tanajura e Dilermando tiveram chances de marcar o segundo. Pelo volume do jogo do primeiro tempo do Itabuna e pelo volume de jogo do segundo tempo do Jequié, o resultado não poderia ser melhor do que aquele que estava no placar quando Anivaldo trilou o apito final.
DETALHES
Jogo – Itabuna x Jequié
Local – Estádio da Desportiva Itabunense.
Juiz – Anivaldo Magalhães.
Auxiliares – Américo Chaves e Carlos Bandeira.
Renda – NCr$ 13.242,00.
Público – 4.172.
Placar – 1º tempo: Itabuna 1 x Jequié 0. Final: Itabuna 1 X Jequié 1.
Artilheiros – Ronaldo aos 32’ do primeiro tempo e Tanajura aos 34’ do segundo tempo.
Anormalidades – Não houve.
Substituições – Jurandir no lugar de Esquerdinha e Betinho no Lugar de Flori pelo Jequié; Miltinho no lugar de Ivo e Justo no lugar de Carlão pelo Itabuna.
            Quadros – Itabuna: Betinho, Reizinho, Americano, Ailton e Caxinguelê. Chuvisco e Bastinho. Felisberto, Carlão (Justo), Ronaldo e Ivo (Miltinho).
            Jequié – Edmilson, Caculé , Carlinhos, Zé Augusto e Esquerdinha (Jurandir). Maíca e Maneca. Flori (Betinho), Dilermando, Tanajura e Marcos.
Média das Equipes – Itabuna – 6,53 – Jequié – 6,33.
Média do jogo – 6,43 – Mais que regular.

Preliminar – Botafogo 6 X Corintians 2.


MARCO FOI PARA JEQUIÉ POR CAUSA DA NAMORADA.



Marco Antônio de Brito ou simplesmente Marco, ponta esquerda do Jequié. Sua vida tem uma passagem interessante e até hoje Marco dá risada quando se lembra. O negócio foi assim: ele morava em Salvador e paquerava uma garota daqui mesmo. Acontece que a menina foi para Jequié, morar com os pais e não demorou muito para Marco ir atrás. Pois bem, lá em Jequié ele se casou e, como gostava de bola, ficou jogando por lá.
Quem perdeu com tudo isto foi o Vitória, Marco vinha treinando no clube, mas com a sua ida para Jequié tudo mudou e ele preferiu ficar jogando entre os amadores de lá. Mais tarde Jequié entrou no campeonato baiano e convidaram o rapaz para ficar na ponta esquerda. Não é preciso dizer que Marco é titular absoluto da posição e um dos melhores pontas que temos. Ela vai falar de seu time: - Sabe de uma coisa? Todos pensam que não temos condições de ganhar este campeonato, mas estão enganados. O Jequié tem muita gente nova, inexperiente no futebol, reconheço porém o importante é que nossa vontade de vencer é muito grande e isto tem nos ajudado bastante.
Na partida contra o Bahia, Marco quase que perde a fala. Foi no segundo gol do Jequié feito através de uma jogada sua.
- Naquele dia nós estávamos com um troço no corpo. Jogamos muito bem e seria uma injustiça se a gente tivesse perdido. Felizmente tudo saiu bem e fiquei contente, pois contribui para que o time ganhasse.
Com 24 anos, Marco nasceu aqui em Salvador e morou muito tempo no bairro de Santo Agostinho, onde tinha um bom time de futebol de salão – o Dínamo. Marco era o cobra e até hoje ele sente falta dos colegas e dos bábas na praia.
_ foi um dos melhores tempos de minha vida. Como nós brincávamos. Mas não estou me queixando, estou bem aqui em Jequié, todos me consideram, sou bem casado e meu...

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