quarta-feira, 3 de maio de 2017

GuiGui e Pepinha

Moises Elpídio de Almeida Neto (Moga Neto)

A depressão nos torna hipersensível, às vezes hiper emotivos. Chegaram à minha vida a galope Pedro e Guilherme, filho de um mouro pros lados do Algarves – do outro lado do mundo – GuiGui seria moreno com os cabelos castanho-claros e Pepinha é um rijo lusitano de cabelos avermelhados cor das arenas e touradas. Seus olhos esverdeados refletem as margens de além mar.
Ao chorarem eu simples vô, sem prática, fico a pensar se é comunicação ou dor, e no meu coração me fustigar a alma – Nos meus 72 anos de história não pensei que ainda existia amor capaz de agarrar aquele serzinho frágil e chorando e pedindo a Deus para curá-los, pois Ele tudo pode – que não o deixasse sofrer, pois a mim que sou vô e pai a dor é dupla e não suportaria tanto, que o meu coração cansado fosse posto a prova tantas vezes. Pepinha chorando, contra o meu peito, tentei niná-lo, já sem jeito e pouco tempo estava dormindo, tão flácido que amedrontava. Perguntei a sua mãe: Ele dorme? Ao ter a afirmação, aliviei meu coração, pois pensei que ele estava sem sentido, tamanha rapidez com que ele dormiu, pela primeira, vez com o seu vô.
São três netos que me faz em amá-los a cada dia que passa, que pelo tempo que está entre nós, e às vezes chamo-os de papai e de meu filho – eles só poderão me chamar de vô.

Com amor

Moga Neto

01/03/2012.

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