quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Horto Florestal de Ipiaú: um potencial que merece mais atenção das autoridades

Pedaço da Mata Atlântica está localizado no centro da cidade (Fotos: Giro Ipiaú).

A cidade de Ipiaú tem o privilégio de ter em sua região central um remanescente de Mata Atlântica que pode ser aproveitado como parque voltado à visitação púbica e ao desenvolvimento do eco-turismo. O governo municipal sob a responsabilidade da prefeita Maria das Graças precisa voltar a sua atenção para o local, pois assim estará fazendo a diferença e alavancando um grande trunfo na questão do desenvolvimento sustentado. Criado por Euclides Neto, quando prefeito do município, o Horto Florestal de Ipiaú, localizado nos fundos do Colégio Estadual (CEI) e ao lado da Escola do Menor, comporta diversas espécies de essências nativas da região, além de outras árvores ali introduzidas. Também integra o patrimônio uma centenária roça de cacau.

Horto Florestal foi criado pelo então prefeito de Ipiaú, Euclides Neto.

Originalmente a área ocupava seis hectares, estando hoje reduzida à metade. Sua principal função era a de produzir mudas destinadas a projetos de reflorestamento e arborização urbana. Um banco genético assim pode definir. Muitas árvores que embelezam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, são provenientes do Horto Florestal de Ipiaú. Desse elenco constam dezenas de pau-brasil. Isso significa uma honrosa referência à nossa cidade. Pouca gente em Ipiaú tem consciência da importância do Horto Florestal ou mesmo sabe da sua existência. Apenas o enxergam como um matagal que serve de refúgio para marginais e usuários de droga.
A Prefeitura Municipal poderia colher os bons frutos do potencial da área, dotando-a de iluminação, segurança e infra-estrutura. A população ali encontraria excelente opção de lazer e um fluxo turístico dos mais promissores seria estabelecido. Cedro, sete capotes, pau d´alho, ingá, cajá, pau-brasil, vinhático, são algumas das espécies nativas que se observa no horto. A roça de cacau é mantida no sistema cabruca. Às essências florestais nativas somam-se jaqueiras, eucaliptos, pinho, sibipiruna e tantas outras árvores frondosas, cujas sombras são propicias a piqueniques, recitais, concertos e outros eventos. 
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Valnei Pestana já demonstrou entusiasmo pela causa. Os gestores que antecederam Maria se mostraram insensíveis a tão importante projeto. Em alguns casos foram coniventes com a especulação imobiliária e as invasões que há décadas ali acontecem. Tais ameaças devem ser contidas. Preservar é preciso. Maria sabe disso. *José Américo Castro/Giro

Nenhum comentário:

Postar um comentário