José Américo Castro
Em tempo de renascimento da cultura artística em Ipiaú é bom lembrar daqueles que fertilizaram a terra, plantaram boas sementes, colheram frutos e mostraram o milagre da multiplicação.
Fauzi Maron Nascimento fez parte desse grupo de bons semeadores. Liderou movimentos, promoveu eventos, provocou de todo jeito. Tiraram-lhe a vida material aos 39 anos de idade. Se o seu corpo esteve diante dos tiros seu espírito continua distante da morte. Seu legado eterniza sua existência. Artista plástico, escultor, dramaturgo, ator, poeta, compositor, produtor cultural, intelectual, boêmio e anarquista, Fauzi Maron defendia a liberdade em todos os níveis. Não se importava com as consequências. Queria mesmo era botar o seu bloco na rua. Fauzi lutou muito pela reativação do Cine Teatro Eden, foi remanescente do Movimento Cultural Rapatição, engajou na Casa da Cultura e idealizou a Temporada de Arte de Ipiaú(TAIP) que derrubou antigas muralhas erguidas contra os exércitos da cultura.
Fauzi Maron Nascimento fez parte desse grupo de bons semeadores. Liderou movimentos, promoveu eventos, provocou de todo jeito. Tiraram-lhe a vida material aos 39 anos de idade. Se o seu corpo esteve diante dos tiros seu espírito continua distante da morte. Seu legado eterniza sua existência. Artista plástico, escultor, dramaturgo, ator, poeta, compositor, produtor cultural, intelectual, boêmio e anarquista, Fauzi Maron defendia a liberdade em todos os níveis. Não se importava com as consequências. Queria mesmo era botar o seu bloco na rua. Fauzi lutou muito pela reativação do Cine Teatro Eden, foi remanescente do Movimento Cultural Rapatição, engajou na Casa da Cultura e idealizou a Temporada de Arte de Ipiaú(TAIP) que derrubou antigas muralhas erguidas contra os exércitos da cultura.
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Nascido em Ipiaú no dia 17 de agosto de 1962, em Ipiaú, filho caçula de Isaac da Silva Nascimento e Sumaya Maron, Fauzi expôs em algumas das mais importantes galerias da capital e do interior da Bahia, tem peças vendidas para colecionadores de Nova York, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e em outros cantos do planeta.
Autodidata. Fauzi acreditava que as escolas bloqueiam a criação espontânea e buscava motivo em seres da natureza, repteis batráquios, pinaúnas, homens e mitologias para expressar sua arte. No teatro Fauzi Maron fundou o grupo “Santos de Casa”, dirigiu espetáculos, assinou cenografias e escreveu textos. É da sua autoria o texto da peça “UIVO: A TRAJETÓRIA DE UM ECO”, cuja temática trata do individualismo de uma forma positiva e sadia. No elenco desse espetáculo estavam Tito da Cruz, Alex Meira, Paulo Barbosa, Marcone Vieira, Ivana Santana e Nara Eça. A poesia de Fauzi tem forte dose de lirismo, pitadas de sarcasmo e muita irreverencia. Em uma das suas perolas literárias ele diz: "Tua paixão cosmopolita mim faz crer, que o céu é azul, falsos brilhos nossos olhos vem, mas eu não vou crer, na cor alquímica, nas cores do dia... Em outro poema musicado cita seu amigo Deledel e as temíveis enchentes do Rio de Contas: "O rio levou a casa de Del, foi telha foi tudo,foi aquele bordel... Foi para as esculturas que Fauzi Maron direcionou grande parte do seu talento. No dossiê de sua arte constam as seguintes coleções:
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“ERGÁSTULO CASULO”, (1993), esculturas onde aparece o ente humano contracenando com o mistério dos seus limites; seja em sua própria natureza física, seja em seu psiquismo insondável. “Em 1994, escandalizou com a coleção “SANTÍSSIMAS MULHERES”, a desmistificação da santidade perante a visão do artista: a fusão do sagrado com o profano.
Em 1995 exibe “BACANTES DE SODOMA”, trazendo os prazeres carnais que infestam a alma humana. Em 1996/97 produz, em alto relevo cerâmico a coleção “PROFUNDEZA ABSTRATA, UM TRIBUTO PARA COSTEAU”, utilizando da técnica mista em busca do novo através de elementos que componham uma expressão impar. O trabalho homenageia o oceanógrafo Jack Costeou que nos mostrou imagem fantásticas das profundezas submarinas. Esta coleção lhe rendeu um convite da Rede Latino Americana de produtores de Arte para excursionar pelos Estados Unidos e Europa e para assinar a montagem de uma grande instalação destinada a um projeto de rede.
Um brutal assassinado interrompeu a promissora trajetória do múltiplo artista Fauzi Maron.
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Resgatar sua arte é um dever do Coletivo Cultural de Ipiaú que está na luta para derrubar muralhas erguidas pelo atual governo municipal contra as fileiras artísticas desta cidade.




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