terça-feira, 22 de novembro de 2016

Velas Culturais: a metáfora do caos em Jequié

Noticia 5785

As Velas Culturais tinham como principal propósito democratizar o acesso à informática. O objetivo norteador era atender, sobretudo, as comunidades mais carentes, disponibilizando cursos técnicos e o acesso gratuito a internet para toda comunidade. Quando foram inauguradas, ainda no primeiro mandato do prefeito Roberto Brito, elas representaram, além de uma reconfiguração simbólica da imagem da cidade, uma alternativa de capacitação profissional para jovens e adultos desempregados.
Contudo, antes mesmo de completarem um ano de funcionamento, as Velas Culturais já apresentavam uma série de problemas: os computadores não recebiam manutenção, os funcionários não demonstravam preparo para atuarem no setor e os próprios prédios, recém-construídos, já exibiam as primeiras rachaduras. Aos poucos, o horário de atendimento ao público foi sendo reduzido e o espaço, antes destinado para promover a capacitação profissional, foi se transformando em abrigo de usuários de drogas.
As sucessivas omissões dos prefeitos que sucederam levaram as Velas Culturais à precariedade que se encontram. Considerando que o abandono de projetos que privilegiam a qualidade dos espaços públicos é uma característica marcante desse atual governo e que os transtornos que a inutilização dessas edificações causam à sociedade jequieense vão além da poluição visual, chegamos à conclusão que a população civil organizada precisa se mobilizar e exigir do próximo prefeito, bem como dos vereadores eleitos no último pleito, o compromisso com a resolução imediata desse grave problema.
Noticia 5785
Sabemos que a administração dos bens públicos é muitas vezes regida pela insuficiência ou má gerência de recursos.  Existindo entraves em diferentes níveis - burocrático, legal, econômico, de corpo técnico disponível etc. Entretanto, cabe dizer que enquanto importantes equipamentos públicos de nossa cidade forem 'mantidos' sem manutenção, refletindo o descaso e falta de respeito com o erário público, não teremos usuários bens servidos e estaremos comprometendo o futuro dos nossos cidadãos.  Por Lucas Ribeiro Novaes – psicólogo, professor e produtor cultural (Gicult)

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