Pergunta 4 - Blog Certeza da Vitória: O professor provavelmente deve ter
assistido muitos artistas da bola jogando. Qual o time do seu coração e qual a
sua análise do futebol jogado na sua juventude e o praticado atualmente?
Émerson
Pinto: Na
minha juventude participei de alguns babas e devo dizer que fui um péssimo
jogador. Naquele tempo só jogava quando precisava completar um dos times. Quando
escalado, era na ponta esquerda e nunca me passavam a bola, era um desastre. Quando
me botavam de goleiro engolia cada peru tremendo, realmente não dava para o
futebol. Joguei também tênis e um esporte intelectual o xadrez. Fui o primeiro
campeão de xadrez de Jequié e na Bahia fiquei em terceiro lugar. Representei a
Bahia em Sergipe e ganhei para o campeão Sergipano Samuel Aivma. Este troféu
está hoje no Clube Baiano de Xadrez. No futebol sou tricolor de ponta a ponta. Sou
Bahia, Fluminense e São Paulo. Como torcedor, acompanhei a trajetória de alguns
dos grandes jogadores daquela época. Tive a oportunidade de assistir Pelé e
Garrincha jogarem no estádio da Fonte Nova, no Pacaembu e no antigo estádio do
Vasco da Gama. Ademir da Guia, Ademir
Menezes e Jair da Barra Mansa foram outros jogadores que me empolgaram naquele
tempo. Muito antes de Garrincha tinha um excelente meia do Fluminense chamado
Tim, que era chamado o pião e o próprio Leônidas que criou a “bicicleta”. Naquele
tempo tinha o futebol arte, jogava-se para a arquibancada. Os times utilizavam
o esquema 2-3-5 e os jogos na maioria terminavam com muitos gols, não tinha
retranca, o que acontece muito no tempo de hoje.
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