segunda-feira, 14 de novembro de 2016

MINISTÉRIO PÚBLICO RECOMENDA QUE REITOR PROCEDA DESOCUPAÇÃO DA UESB

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Imagem extraído do Facebook do OCUPAUESB
O Ministério Público recomendou ao reitor da Uesb, Paulo Roberto Pinto, que proceda a desocupação das dependências da Universidade no prazo de 20 dias, contados a partir de 10NOV2016. A recomendação foi assinada pela promotora de Justiça Guiomar Miranda após reunião com membros dos movimentos Ocupa Uesb e Liberta Uesb. As informações são do Blog Resenha Geral. Em sua recomendação a promotora considera que “a ocupação operada se mostra ilegal na medida em que impossibilita a continuidade da regular prestação de serviço público educacional, violando por si só o próprio direito educacional que ora se pretende defender nas manifestações”, informa o Blog. A representante do Ministério Público também ressalta que as ocupações já comprometeram a realização do Enem, “ocasionando prejuízos imensuráveis na vida de estudantes”.
O documento destaca três pontos ao Reitor da Uesb:
  • Adote todas as medidas possíveis para a desocupação pacífica e mediada dos prédios públicos, preservando a integridade física dos ocupantes.
  • Em sendo frustrada a negociações, deve o Magnífico Reitor acionar as respectivas Procuradorias Jurídicas da Universidade para adoção das medidas jurídicas cabíveis, sob pena de responsabilização, para garantir aos professores e aos estudantes o acesso à instituição, as suas salas de aulas e às aulas regulares;
  • Encaminhe à Promotoria de Justiça de Defesa da Educação, no prazo de 10 dias, a contar do recebimento do presente documento, Relatório Circunstanciado de todas as medidas adotadas para o cumprimento da presente Recomendação.
Além disso, o Reitor Paulo Roberto Pinto Santos é recomendado a proceder, em até 20 dias, as medidas possíveis para desocupação. Membros do Liberta Uesb informaram que, caso permaneça a ocupação irão mover uma ação de reintegração de posse do campus. O grupo de estudantes membros do Ocupa Uesb estão desde o dia 21 de outubro instalados no prédio da Universidade. Durante todo esse período, as aulas estão suspensas no campus e o acesso de funcionários e professores é limitado. No site oficial da Uesb, principal fonte de comunicação da Instituição com a populacional regional, não foi publicada nenhuma informação sobre o assunto. (Souza Andrade)

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