terça-feira, 3 de novembro de 2015

Ipiauense ensina a arte da capoeira na Europa

O ipiauense Gideon Borges de Souza ensina a arte da Capoeira aos europeus.
“Foi no alto da feirinha com Mestre Bala joguei/conheci a capoeira e nesse mundo eu entrei/ êh viva meu mestre... Esse cântico ecoa na Bélgica e outros países da Europa toda vez que o ipiauense Gideon Borges de Souza abre uma roda de capoeira com seu grupo Meia Lua de Búzios.Enquanto o birimbau dita o ritmo com suas variações de toques, Mestre Gideon lembra da sua terra natal e cumpre a missão de manter viva a tradição dessa expressão cultural brasileira que a Unesco considerou como Patrimônio Cultural imaterial da Humanidade. O fotografo Zé Bala foi o mestre de Gideon. Ali na Rua Edvaldo Santiago, subida pra antiga Feirinha (Praça Itambé) ele ensinou o pupilo a ministrar fundamentos teóricos e práticos da arte marcial iniciada por descendentes de escravos africanos que cativou a nobreza do planeta. Em Salvador, Gideon aperfeiçoou conhecimentos com o Mestre Curió e saiu mundo afora repassando as lições da capoeira Angola. Por meio de seu ensino e de sua prática, cidadãos em diversos países do mundo tem a oportunidade de conhecer a cultura brasileira e a língua portuguesa.
Europeus aprendem a arte da capoeira com a equipe do professor Gideon.
Em 1985, aos 18 anos de idade, Gideon foi morar em Búzios, RJ, e lá ficou até 2002 e fundou o grupo Meia Lua de Búzios. Nessa ocasião conheceu outros mestres e participou do Iº Encontro Mundial de Capoeira, realizando apresentações na Estação da Lapa, Santa Tereza e o famoso Circo Voador. Foi quando sua ex-mulher lhe convidou para tentar a vida como capoeirista na Europa. Com ela e dois filhos ( Kaydan e Sean) desembarcou em Antwerpen, na Bélgica, onde deu continuidade ao projeto iniciado em Búzios. As aulas de capoeira ainda não eram suficientes para garantir a sua sobrevivência em terras estrangeiras, e diante de tal situação Gideon recorreu aos ofícios de pedreiro e eletricista, aprendidos durante a juventude em Ipiaú. Deu muito duro e foi se aprumando, até tornar-se mais conhecido e firmar exclusividade na capoeira. 
Gideon com a equipe.
Com seu grupo fez exibições na Alemanha, Suíça, Itália, Holanda e outras nações europeias. Ganhou fama, formou multiplicadores. Aquela gente branca aprendeu a arte da raça negra e repete com sotaque estrangeirado o recado de Mestre Gideon: “ Foi no alto da feirinha com Mestre Bala joguei/ conheci a capoeira e nesse mundo eu entrei/ êh viva meu mestre... Axé camarada. (Giro/ José Américo da Matta Castro).

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