Delegados e delegadas representantes de Sindicato de Radialistas de todo o país encerraram na noite deste sábado (27/6), no Rio de Janeiro, participações no 10º Congresso Nacional da Federação dos Radialistas-FITERT, iniciado na noite da última quarta-feira (24). Na solenidade de abertura, saudaram o evento Terezinha Vicente, da Rede Mulher e Mídia, Bruno Cruz (dirigente da Fenaj), Leonel Querino da Silva Neto (presidente do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro), Gerardo González (da Federação Argentina de Trabalhadores em Radiodifusão e Cinema) e Rubens Hernandez, da Federação Uruguaia. A coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Berttoti, falou sobre a importância do projeto de lei da mídia democrática num país cujas concessões de radiodifusão e TV estão concentradas nas mãos de seis famílias.
O Congresso de Radialistas possibilitou discussões sobre a realidade nacional e internacional dos trabalhadores da radiodifusão e seus reflexos sobre a categoria no que diz respeito a direitos e desafios. “A crise do capitalismo não pode ser paga pelos trabalhadores, como vem fazendo o governo Dilma com a retirada de direitos por meio das medidas do chamado ajuste fiscal”, disse a delegada Ana Paula, ao enfatizar que depois das medidas provisórias 664 e 665, além das mudanças na previdência (MP 676), os ataques virão mais duros. Ela centrou a crítica no Programa de Proteção ao Empre (PPE) apresentado pela CUT e outras centrais sindicais ao governo federal como tentativa de evitar demissões. Pelo PPE, as empresas poderiam reduzir a jornada e os salários em até 30% e o governo pagaria até 15% da redução, mas os trabalhadores poderiam perder 15% dos salários. (Jequié Repórter)
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