Por mais generosidade e compreensão que se possa ter ficou evidenciado este ano, que a maneira brusca com que foi alterada a fórmula de investimento público no São João 2015 de Jequié, precisa ser repensada e discutida pelos atuais governantes do município e, de igual maneira, por aqueles que se lançam pretendentes de dirigir os destinos da cidade, no próximo mandato, a partir de janeiro de 2017. A dúvida mantida até os dias anteriores à abertura da festa, com a justificativa de estarem aguardando a definição dos recursos, é evidente que causou estragos. A proposta colocada em prática, de uma programação cultural, com a contratação de bandas e artistas da própria cidade, não pode ser totalmente desvalorizada. No entanto, é sabido também, que após 15 anos, modificar conceitos com uma festa “100% doméstica”, em que pese a boa qualidade dos artistas da terra que se apresentam, não resultou em grande atrativo para o público local e, muito menos para os turistas. A não realização dos chamados “forrós alternativos”, que nos últimos anos teve como linha de frente o “Forró da Margarida”, também contribuiu para que os chamados “foliões juninos”, mudassem de itinerário. O São João 2015, será encerrado nesta quarta-feira (24/6) e os detentores do comando da administração deveriam debruçar de imediato, com o chamamento do público externo, para uma avaliação do acontecido este ano, discutindo e traçando metas para o ano que vem. É preciso que entendamos todos, que a principal festa popular de um município, que envolve diretamente ou indiretamente tantas pessoas e por via de regra a economia, não pode ser tratada como meta apenas de um governo ou administração. SALVE O SÃO JOÃO! (Jequié Repórter)
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