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Cada
um fala ou escreve sobre aquilo de que se lembra. Socorro-me dessa premissa
para tirar das lembranças citadas neste texto o caráter de nostalgia ou
saudosismo. São apenas boas recordações das festas juninas em Jequié, cidade do
interior da Bahia onde tive o privilegio de nascer e de viver a minha infância.
A festa de Santo Antônio, também
conhecido como o Santo Casamenteiro, começava com a Trezena (missas
diárias que eram celebradas de 1 a 13 de junho), na Igreja Matriz de Jequié.
Digo “começava”, no passado, porque estou falando das minhas lembranças de
infância e não tenho informações para garantir que a tradição permanece. A
seção de comentários está aberta para os depoimentos dos queridos conterrâneos.
No final da tarde do dia 13 de junho,
uma belíssima procissão percorria as principais ruas da cidade levando,
literalmente, quase toda a população. Um evento de arrepiar. Sobretudo para o
olhar curioso de uma criança.
Mas, sendo criança, devo confessar
que minha atividade predileta nos festejos de Santo Antônio era participar
das quermesses.
Barraquinhas eram armadas no entorno
da Igreja. Comidas típicas, jogos recreativos, encontros com os velhos amigos e
a conquista de novos. Tudo isso exercia um grande fascínio sobre nós.
A espingarda de tiro ao alvo com a
mira torta (para que ninguém acertasse no prêmio), a preá que
era girada até ficar tonta antes de entrar na casinha com o
número do vencedor, o bingo “cantado” por um locutor de vozeirão, cada detalhe
enriquecia a magia da festa.
Saudades de tudo e de todos que
fizeram parte desse tempo maravilhoso. As lembranças permanecem vivas na
memória e as pessoas continuam guardadas com carinho no coração.
Rafael Júnior Pedagogo/músico/escritor

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