por Wilson Novaes Júnior
FEBEAPÁ – Na década de 1960, o cronista, escritor, radialista e compositor Sérgio Porto, que utilizava entre seus pseudônimos Stanislaw Ponte Preta [o mais conhecido deles], lançou o Festival de Besteiras que Assola o País-FEBEAPÁ, cujo propósito era o de simular notas jornalísticas, parecendo noticiário sério. Uma forma que ele encontrou para criticar a repressão militar já presente nos primeiros Atos Institucionais-AI. Porto também deu a sua contribuição com publicações sobre música e escreveu shows musicais para boates, além de compor a música “Samba do Crioulo Doido”, para o teatro rebolado e que servia de tema para enfatizar o clima político administrativo àquela época.
FEMEAPÁ – Se vivo estivesse, no Brasil de hoje, Sérgio Porto receberia nossa sugestão para criar o Festival de Maldades que Assola o País-FEMEAPÁ. Não faltariam subsídios para suas crônicas diante dessa onda gigante e perversa de malversação do dinheiro público [proporcionalmente em todos os níveis] dilapidando as finanças do país, em detrimento da maioria da população, que paga vexames com impostos altíssimos, desemprego, preços de produtos e serviços insuportáveis, sistema público com o oferecimento de saúde precária, remédios caros, educação na base do faz-de-conta, segurança deficiente, transporte ruim etc. Enfim, pagamos um altíssimo preço para manter um grupo pequeno de afortunados. E o que é pior: São justamente essas pessoas que após serem eleitas pelo povo (sic) administram o dinheiro da nação e decidem o presente e o futuro de todos nós. Sem nenhuma alusão racista para os dias de hoje, um autêntico “Samba do Crioulo Doido”.
NOMEAÇÃO – A prefeita Tânia Britto (PP), entregou na semana passada, agora de fato e de direito, o controle administrativo do município, ao seu filho Jacobson Diniz Correia de Britto. Oficializou o que já acontecia de maneira informal nos últimos meses. Médico oncologista, Dr. Jajá como é conhecido, a partir de agora Secretário Municipal de Relações Institucionais e Comunicação Social, terá sobre os seus ombros, a difícil tarefa de fazer acontecer a administração inclusive, voltando-se para as articulações políticas, que não são nada fáceis. Vamos acompanhar, sem julgamento precipitado, para vê no que vai dá…
NOMEAÇÃO II – Sob o testemunho do belíssimo mar e o sol brilhante de Barra Grande, teria sido “batido o martelo”, antes do carnaval, para que o cirurgião dentista Wagner Luiz Figueiredo Barbosa, assumisse o cargo ainda vago, de Secretário Municipal de Cultura e Turismo, em Jequié. Nosso amigo pessoal, desde a época em que editou o jornal “Folha do Cacau”, na cidade de Ipiau, onde residiu na Bahia após chegar do estado de Minas Gerais, Dr. Wagner fixou residência e trabalha em Jequié há cerca de sete anos e, dá demonstrações de muita sensibilidade em relação aos temas do setor artístico cultural. Administrar o setor todos sabemos, não é nada fácil. A nomeação, ainda não se efetivou.
FREQUÊNCIA – Com marcação rigorosa de sua presença nas duas sessões semanais, pela ex-vereador Nara Rúbia Pelegrine, primeira suplente da coligação PT-PP, o vereador Deyvison Batista (PT), já está aparecendo na Câmara de Vereadores de Jequié. No ano passado, o vereador petista amparado por atestado médico andou meio sumido levando Nara a solicitar da mesa diretora da Casa, relatório de suas frequências às sessões.
FOGUEIRA – Depois de passar um longo período sem voltar a ser visto pelos seus eleitores de Jequié, o deputado federal Antonio Brito (PTB), reapareceu publicamente na sexta-feira e sábado (6 e 7/3) e para colocar mais lenha na fogueira política da cidade, buscou dar visibilidade em restaurante da cidade a um encontro com o sempre candidato do PV, Dr. Fernando Costa. Ainda convivendo com a indefinição do seu partido, em torno da fusão com o DEM, Brito ao que parece se mantém cauteloso. Se vai ficar na base aliada do governador Rui Costa [até agora seu partido não indicou nenhum cargo estadual] ou se segue para o ninho oposicionista acompanhando a liderança do prefeito de Salvador, ACM Neto. Esse pelo menos pelo que dizem, seria o desejo do seu pai, professor Edvaldo Brito, vereador pelo PTB em Salvador e membro da direção nacional da sigla.
SAMBA DE UMA NOTA SÓ – Prá fechar a coluna da semana volto a me inspirar no “Samba do Crioulo Doido” do Sérgio Porto. O PDT da Bahia, presidido pelo deputado federal Felix Mendonça Júnior, desembarcou com arma, bagagem e indicação de secretária, no grupo liderado pelo prefeito de Salvador, ACM Neto. Os deputados estaduais pedetistas, capitaneados pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, optaram por permanecer no apoio ao governador Rui Costa, mantendo o comando de duas secretarias estaduais e cargos no segundo e terceiros escalões. Mais recentemente, resultante da indicação de Nilo ao governador, assume cadeira no Tribunal de Contas do Estado-TCM, o novo conselheiro Marcos Presídio. Porém, fruto da falta de diálogo com os deputados estaduais pedetistas, o grupo de Felix Júnior estaria “plantando” a todo momento notas em sites políticos da capital visando justamente desgastar os que lhe fazem oposição dentro do partido. Exemplos disso observou-se nos casos das bolsas de estudos e dos empregos de parentes em órgãos estaduais pelos deputados.
Casos típicos que se encaixam perfeitamente no título do famoso samba acima citado…
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