Presidente da UPB Maria Quitéria (em recente entrevista na 93 FM Jequié) admite que demissões são ruins, porém, necessárias
A presidente Dilma Roussef fez o anúncio do novo salário mínimo em vigor a partir de 1º de janeiro) de R$ 724 (aumento de 6,78% em relação ao que esteve em vigor até 31/12, de R$ 678) e os prefeitos municipais já vislumbram cortes de pessoal para enfrentar a nova realidade. Em entrevista concedida à jornalista Priscila Chammas, do jornal Correio, a presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria, considerou que a situação, que já não era fácil, vai ficar ainda mais difícil neste ano. De acordo com a prefeita de Cardeal da Silva, “Para não ter problemas com o Tribunal de Contas, só resta aos gestores demitir alguns funcionários”. Quitéria cita como exemplos as prefeituras de Ilhéus, Lauro de Freitas, Itagi, Barreiras, Dário Meira e a do município que ela própria administra. Uma das grandes queixas dos prefeitos é com relação ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que segundo eles, não tem acompanhado os sucessivos aumentos do salário mínimo e, por isso, as prefeituras, sobretudo as pequenas, estão em situação cada vez mais difícil. “Mais ou menos 60% da folha de pagamento das prefeituras é de salário mínimo. Esse reajuste significa um impacto de 14% a 15% a mais na folha”, explica. Os números revelam um problema maior, pois, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, as prefeituras só podem gastar 54% de tudo o que arrecadam com a folha de pagamento. Com o aumento no salário mínimo, a média entre os as cidades baianas vai para 67% da receita. No setor privado, a jornalista ouviu também, Geraldo Cordeiro, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia, que também demonstra preocupação. “As empresas de menor porte não conseguem ter um aumento de receitas compatível com o aumento dos custos”, diz. Cordeiro prevê demissões no comércio para equilibrar as contas, “apesar do setor ter um piso próprio, diferente do salário mínimo, o reajuste acaba impactando da mesma forma. “Existem categorias de ajudantes, por exemplo, que o piso não chegava a R$ 700. Agora vai ter que aumentar, porque não pode ficar abaixo do salário mínimo”, exemplifica. (Informações publicadas no Correio)
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