A obra faz parte da coleção Gente da Bahia, interessante iniciativa da presidência da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, que vem resgatando a história de grandes personagens da Bahia.
Euclides Neto, ex-prefeito de Ipiaú, realizou a primeira experiência de reforma agrária na Bahia (a chamada Fazenda do Povo, em 1963), obra que lhe valeu abertura de inquérito pelas forças armadas, prisão e heroica resistência à Ditadura Militar. Formado em Direito pela UFBa, defendeu os posseiros e os pequenos proprietários de terra. Pertencente ao ciclo do neorrealismo nordestino, Euclides está também entre os grandes nomes da literatura baiana, com 13 livros publicados, que retratam, sobretudo, sua profunda relação com o mundo telúrico. Com os seus mandamentos registrados no livro “Trilhas da Reforma Agrária”, o ex-secretário da Reforma Agrária, deixou um legado reconhecido por grandes nomes da literatura mundial, a exemplo de José Saramago.
Depois de percorrer as histórias de Euclides Neto e ver o resultado final do trabalho, com o registro de tantos relatos e causos sobre a vida desse personagem, a autora registra o agradecimento a todos que a acompanharam nessa caminhada: “A Paulo Bina e a Délio Pinheiro, pelo convite para conduzir o projeto; à família de Euclides Neto e à Dona Angélia, por terem me recebido de braços abertos em Ipiaú; ao mestre Hélio Pólvora, pela valiosa contribuição para toda a obra, inclusive com a escrita dos textos da orelha e da contracapa; a Elieser César, por ter me disponibilizado seu acervo de obras de Euclides (sem falar de sua contribuição por ser o autor de “O Romance dos Excluídos, terra e política em Euclides Neto” – obra preciosa para se entender a literatura de Euclides); aos moradores da Fazenda do Povo, em Ipiaú, pelas entrevistas maravilhosas e divertidíssimas; às diversas lideranças do MST e de trabalhadores rurais como Jaime Amorim, Valmir Assunção, Vera Lúcia Barbosa, Maria Soares, entre tantos outros que tiveram, em Euclides, não um simples burocrata, mas um homem público disposto, verdadeiramente, a ouvi-los; enfim, agradeço a todas as minhas fontes – Waldir Pires, Florisvaldo Mattos, Emiliano José, Antonio Guerra Lima, Lourival Gusmão, Murilo Leite e tantas outras mais que me proporcionaram momentos de aprendizado e descobertas sobre a vida do meu biografado”.
Lilia de Souza reitera os agradecimentos ao jornalista Paulo Bina e ao professor Délio Pinheiro, por terem, em atenção ao seu pedido, conseguido organizar o lançamento dos livros em uma data anterior à programada viagem. (Bahia em Foco).
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