| Dalva Rebouças Psicanalista Clínica |
O músico, o sapateiro, o alfaiate, a estilista, o
artesão, o locutor, o repórter, etc., etc., todos os profissionais que são
“técnicos” no que aprenderam a fazem, podem ir para onde for que sobreviverão
de sua profissão, de sua arte.
Hoje é comum ver um estudante concluir o nível
médio escolar e concorrer a uma vaga em faculdades ou universidades,
beneficiado pelo poder aquisitivo da família, pela aprovação no ENEM, pelo
sistema de cotas ou pela capacidade própria.
Finda essa etapa, muitos ficam “a ver navios”,
desempregados e sustentados pelos pais ou familiares, sem qualificação
suficiente para atender à demanda do mercado cada vez mais exigente de
aperfeiçoamentos, mestrado e doutorados. Consequentemente, aqueles menos
capacitados sobram.
Há centenas de pessoas buscando o seu sustento em
atividades totalmente diferentes daquela para a qual se graduou, por diversos
motivos, entre os quais citaria a falta de oportunidade ou a falta de aptidão.
E o resultado desse cenário, é gente insatisfeita prestando maus serviços,
tratando e atendendo mal aos clientes.
Aprender uma arte, como dizia os mais velhos, é
fundamental para qualquer pessoa, porque além de proporcionar ganhos para
suprir suas necessidades básicas, é um meio de ocupação da mente nas horas de
ócio, afasta os maus pensamentos e propicia a criatividade que culmina no
prazer de criar e estimula a autoestima.
É alarmante o numero de jovens ociosos que procuram
o tráfico ilegal de drogas para atender aos seus anseios de poder adquirir bens
materiais e o fim de muitos é a morte prematura. Quanta capacidade, quanta
mão-de-obra se perde para mundo do crime!
Se eu fosse Presidenta da República do Brasil, não
oportunizaria o ensino superior para nenhum brasileiro. Promoveria um ensino
básico de qualidade e um curso técnico paralelo ao nível médio, considerando a
capacidade e a aptidão de cada aluno, que sairia do colégio absorvido pelo
mercado de trabalho. E mais, incentivaria todo trabalho voltado para a pesquisa
científica.
Estou devaneando mas, tenho esse direito de sonhar
como Presidenta!
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