quinta-feira, 21 de novembro de 2013

SE EU FOSSE PRESIDENTA

Dalva Rebouças
Psicanalista Clínica
           O músico, o sapateiro, o alfaiate, a estilista, o artesão, o locutor, o repórter, etc., etc., todos os profissionais que são “técnicos” no que aprenderam a fazem, podem ir para onde for que sobreviverão de sua profissão, de sua arte.
Hoje é comum ver um estudante concluir o nível médio escolar e concorrer a uma vaga em faculdades ou universidades, beneficiado pelo poder aquisitivo da família, pela aprovação no ENEM, pelo sistema de cotas ou pela capacidade própria.
Finda essa etapa, muitos ficam “a ver navios”, desempregados e sustentados pelos pais ou familiares, sem qualificação suficiente para atender à demanda do mercado cada vez mais exigente de aperfeiçoamentos, mestrado e doutorados. Consequentemente, aqueles menos capacitados sobram.
Há centenas de pessoas buscando o seu sustento em atividades totalmente diferentes daquela para a qual se graduou, por diversos motivos, entre os quais citaria a falta de oportunidade ou a falta de aptidão. E o resultado desse cenário, é gente insatisfeita prestando maus serviços, tratando e atendendo mal aos clientes.
Aprender uma arte, como dizia os mais velhos, é fundamental para qualquer pessoa, porque além de proporcionar ganhos para suprir suas necessidades básicas, é um meio de ocupação da mente nas horas de ócio, afasta os maus pensamentos e propicia a criatividade que culmina no prazer de criar e estimula a autoestima.
É alarmante o numero de jovens ociosos que procuram o tráfico ilegal de drogas para atender aos seus anseios de poder adquirir bens materiais e o fim de muitos é a morte prematura. Quanta capacidade, quanta mão-de-obra se perde para mundo do crime!
Se eu fosse Presidenta da República do Brasil, não oportunizaria o ensino superior para nenhum brasileiro. Promoveria um ensino básico de qualidade e um curso técnico paralelo ao nível médio, considerando a capacidade e a aptidão de cada aluno, que sairia do colégio absorvido pelo mercado de trabalho. E mais, incentivaria todo trabalho voltado para a pesquisa científica.
Estou devaneando mas, tenho esse direito de sonhar como Presidenta!


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