Sem dúvida essa é a pergunta da semana. Segundo o vereador Ednael Almeida, tudo começou em um programa de rádio. Zé Simões afirmou que a tal colocação, considerada por eles, de desastrosa, também foi feita em uma reunião de secretários e diretores municipais, da qual ele participou como ouvinte. Na sessão de terça, os vereadores elevaram o tom de voz dizendo que todos, principalmente os vereadores da base do governo Tânia Brito/Sérgio da Gameleira, querem saber; Barriga cheia de que? A inconsequente frase (inconsequente foi palavra usada pelo presidente da câmara, José Simões) proferida por um secretário municipal aguçou a curiosidade de muita gente e logo tudo mundo começou a perguntar nos quatro cantos do município: Barriga cheia de que? Será que as pessoas que fazem suas reivindicações aos poderes públicos e por acaso conseguem a reposição de lâmpada, a poda da árvore, o quebra-molas – também estão de barriga cheia?
Enquanto a resposta não vem, a pauta está trancada. E nas ruas todos querem saber: As crianças que estudam nas escolas municipais estão com a barriga cheia de que, se falta merenda escolar? As pessoas inscritas no Programa Minha Casa, Minha Vida, que aguardam o sorteio das 1.000 (mil) casas do Cansanção estão com a barriga cheia de que se continuam sem moradia? O produtor e o trabalhador rural da região de Monte Branco que estão sem água potável porque o carro-pipa não aparece por lá faz 60 dias estão com a barriga cheia de que? Os moradores do Amaralina que continuam convivendo com esgoto a céu aberto na porta de suas casas, matagal tomando conta de todas as ruas, estão com a barriga cheia de que? E os pobres que vão as unidades de saúde e muitas vezes não encontram sequer um pedaço de esparadrapo para fazer um curativo está com a barriga cheia de que? (Souza Andrade).
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