A vírgula, é o sinal de pontuação que mais apresenta dificuldades de uso ao produtor textual, serve para indicar pequenas pausas e mudança de entonação. Agora com a proliferação dos autores de textos, em sites, blogs, facebooks etc, tem sido uma grandeza, as atrocidades cometidas. Relata o professor Josué Gomes da Silva, em interessante artigo reproduzido no jornal Folha de S.Paulo: Numa prova de português do ensino fundamental, ante a pergunta sobre qual era a função do apóstrofo, um aluno respondeu: “Apóstrofos são os amigos de Jesus, que se juntaram naquela jantinha que o Leonardo fotografou.” A frase, além de alertar sobre os avanços que precisamos na excelência da educação, é didática quanto aos cuidados no uso da língua portuguesa, preciosidade que herdamos dos lusos, do galego e do latim [...] o erro gritante que o aluno cometeu ao confundir dois termos com sonoridade parecida foi agravado com a colocação da vírgula depois de “amigos de Jesus”. Sim, pois o sinal tornou a frase afirmativa de que os apóstolos eram todos os amigos que Jesus tinha. Ou seja, uma simples vírgula colocou em xeque o que teólogo algum ousou questionar, em mais de 20 séculos, quanto ao número de seguidores de Cristo. [...] Por falar em vírgula, narra o autor, lembrei-me de caso ocorrido numa cidade paulista. O vereador proponente lia seu “improviso” na cerimônia de outorga do título de cidadania a um professor de português. A iniciativa deveu-se ao fato de o mestre ter alfabetizado o nobre edil e outros munícipes no curso de adultos. O exaltado orador disparou: “Este grande letrista me transformou num competente palavrista, pontuador e virgolapense.” Um constrangido catedrático, ao discursar, agradeceu, mas recusou a homenagem. “Não a mereço”, frisou. O poder da vírgula e o das palavras é tão importante que, no passado, o artifício do veto à pontuação foi usado para mudar o teor das leis contra os interesses da sociedade. (Observatório da Imprensa) (Jequié Repórter).
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