A estrada tem sido alvo de reclamações da população
A estrada tem sido alvo de reclamações da população

O deputado Euclides Fernandes (PDT) em despacho com o Secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, juntamente com o prefeito de Pirai do Norte, Heraclito Menezes Leite,  foi informado que as obras de conclusão da estrada ligando Pirai do Norte a Gandu deverão estar concluídas nos próximos 60 dias, pois a terraplenagem já está pronta, dependendo apenas da entrega do asfalto.
Segundo o Secretário, a Petrobrás já atingiu o limite máximo de produção de asfalto e não está podendo atender a todas as solicitações. Existem obras de asfaltamento em grande parte dos municípios baianos, inclusive Salvador. Mas, o Secretário se comprometeu a determinar que a conclusão da estrada esteja incluida na lista das prioridades.
Na mesma audiência o deputado reinvindicou ao Secretário Oto Alencar que tão logo o trecho Gandu -Pirai do Norte esteja pronto,  que o governo dê continuidade promovendo a ligação de Pirai a Ituberá, abrindo uma nova opção para o mar que será fundamental para atender as comunidades de Itamari, Ibirataia, Gandu, Wenceslau Guimarães e até mesmo Jequié, ampliando os centros consumidores das produções rurais.
Piraí do Norte é um município com uma população estimada em pouco mais de 10 mil habitantes distribuidos em seus 228 km².  Localiza-se a 320km da capital estadual. Foi emancipada em 1989. Sua principal fonte de renda é a cultura do cacau.
Origem
Antiga Capela do Rio do Peixe, o município de Piraí do Norte deve seu surgimento à escolha de sua área como ponto de parada das tropas que faziam o transporte de mercadorias diversas oriundas das cidades situados no litoral, especialmente Santarém e Valença, para as demais cidades da região. A localização geográfica da rancharia foi fator contributivo para que a mesma evoluísse para um povoado, pois ela ficava a exato meio dia de viagem vindo de Gandu e a um dia vindo de Santarém, além de contar com uma infraestrutura ideal para os tropeiros, ou seja, água e pasto farto. Naquela época, aquele arruado deixava de ser um mera rancharia para se tornar um pequeno entreposto de mercadorias, já que os comerciantes do local já atuavam no ramo de tecidos, secos e molhados, compra e venda de produtos da região, daí inferindo-se que outras pessoas acorriam aquele arruado, além dos tropeiros oriundos das cidades do litoral. (Bahia em Foco).