Diferentemente do que ocorreu quando do anúncio do nome da professora Rita de Cássia Bittencourt Barreto, para o cargo de Secretaria Municipal de Educação, quando a cúpula diretiva do PT reunida, após coletiva de imprensa ofereceu um almoço em restaurante da cidade, na sexta-feira (4/12), após ter sido exonerada do cargo, a ex-secretária, sozinha, voltou a reunir a imprensa, desta feita no auditório da CDL, para fazer uma explanação sobre as razões que a levaram a pedir o afastamento do cargo. A professora Rita Barreto não conseguiu esconder durante o pronunciamento a decepção e a frustração que está sendo alvo. “Sinalizei em janeiro, durante reunião com Deyvison [vereador] e Sérgio [vice-prefeito] que estava incomodada com a forma desrespeitosa como vinha sendo tratada, a partir do encaminhamento de pessoas para trabalhar na Educação sem sequer nos fazer uma comunicação”. Segundo ela, para que conseguisse indicar uma Coordenadora Pedagógica foi uma tarefa humilhante, com idas e vindas à prefeitura. Em sua opinião a centralização do governo é o maior entrave.
Afirmando ter a certeza do dever cumprido, Rita Barreto considerou que não se justificam os problemas que ocorrem com a alimentação e o transporte escolares, “os recursos do PNAE e do PNATE, tem chegado ao município regularmente”. Para ela não tem explicação um veículo servindo ao transporte escolar, com problemas, sem as mínimas condições de atuar mas, contratado apenas para atender a A ou a B. “Aproveito esta oportunidade em respeito aos pais e cerca de 18 mil estudantes, 692 docentes efetivos, técnicos e funcionários, para afirmar que a população não merece e não pode ser sacrificada por interesses políticos”. Sobre o PT, Rita Barreto disse que agradecia ao vereador Deyvison e ao vice-prefeito Sérgio Gameleira, por terem lhe convidado para o cargo, em seguida profetizou, “temo muito pelo que pode acontecer com o partido em Jequié por estar sendo movido por interesses que podem comprometer os seus compromissos com a comunidade. É preciso que eles façam uma reflexão sobre o projeto político em que estão inseridos, que eles saibam parar no momento certo para fazerem um recomeço”. A ex-secretária disse ainda que não entendia a razão das licitações feitas na educação serem sempre impugnadas e canceladas, “parece até existir uma intencionalidade para isso. Não quero acreditar nisso”. Acrescentou que não adiantava planejar e não ter autonomia para executar, “pior que isso, é não poder gerenciar as escolas porque esta condição está sendo retirada pelas interferências políticas no setor”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário