sábado, 19 de outubro de 2013

Pacientes psiquiátricos de Jequié sofrem com falta de remédios e assistência governamental


Audiência pública sobre a crise no serviço de psiquiatria em Jequié. Foto: Gicult
Audiência pública sobre a crise no serviço de psiquiatria em Jequié. Foto: Gicult
Há quem ache que não é interessante para a imagem da cidade de Jequié a divulgação de fatos negativos nas mídias. Porém, quando os poderes públicos não cumprem suas obrigações – por incompetência, insensibilidade e desleixo dos gestores – os problemas que afetam a população afloram com força e mostram suas chagas. Dentre os diversos exemplos de irresponsabilidade pública e de crime contra o cidadão, foi esse fechamento recente do setor de Psiquiatria do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) e sua transferência para a prefeitura, que teve que cumprir a tarefa de atender os quase 5 mil pacientes psiquiátricos, isto sem criar previamente as condições para os CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) cumprirem esta demanda.
Iara Almeida, da FUAN, cobrou assistência e remédios para os paciente psiquiátricos de Jequié. Foto: internet
Iara Almeida, da FUAN, cobrou assistência e remédios para os paciente psiquiátricos de Jequié. Foto: internet
FUAN denuncia
Dizem, os dirigentes do HGPV, que tal mudança aconteceu devido a uma nova política do Ministério da Saúde que quer humanizar o tratamento dos pacientes com transtornos mentais. No entanto, como já era previsto, isto não aconteceu. Segundo denúncia de Iara Almeida, presidente da FUAN (Fundação Urbano de Almeida Neto), no programa matutino Espaço Aberto (Cidade Sol FM) desta sexta-feira (18), os pacientes estão desassistidos e até a quantidade de remédios que recebem estão sendo insuficientes. “O HGPV ficou de dar o remédio para 60 dias, mas só entregou para 30 e a prefeitura não tem”, reclamou. O mais interessante é que antes, no setor psiquiátrico do HGPV, não havia estes e outros problemas reclamados, como falta de médicos e remédios, e havia uma parceria com o município. Apenas para lembrar, em várias cidades grandes da Bahia não houve a desativação do setor de Psiquiatria dos Hospitais públicos como aconteceu em Jequié, inclusive por que o Ministério da Saúde quer uma transição que não prejudica o usuário dos serviços psiquiátricos e seus familiares.
A situação é tão grave que a Câmara de Vereadores realizou uma audiência pública recentemente, com a participação dos órgãos governamentais e organizações sociais, para debater o assunto e buscar soluções. Mesmo assim, pelo que vem acontecendo, ainda não houve mudanças no serviço de psiquiatria da rede pública, agora transferido para o município.
Loucura dos governantes
Como os governantes não se importam com a saúde da população, sobretudo as mais carentes e indefesas, como os pacientes psiquiátricos, a imprensa tem que divulgar os fatos para os dirigentes pararem de cometer as loucuras contra a saúde pública de Jequié. (Gicult).

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