segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A política é um câncer incurável, mas não mata!



Dalva Rebouças 

Psicanalista Clínica

Quando estudei noções de Direito, entendi que o homem é essencialmente político.
Conversando com uma pessoa que considero inteligente e por quem tenho um enorme apreço, ele disse-me que a política, a religião, o futebol e o jogo do bicho, são canceres incuráveis da humanidade, porque pode levar as pessoas ao delírio, ao delito e à idolatria.
Há quem não goste de discutir política por achar que nunca chegará a um denominador comum, ou que cada um tem seu ponto de vista e deve ser respeitado, ou que é inútil falar sobre política, ou que não entende o suficiente para discutir, enfim, a maioria das pessoas preferem calar-se diante de um impasse ou mesmo numa conversa informal sobre política e políticos.
Concordo em parte com aqueles que não discutem política, pelo fato da inutilidade do resultado da discussão. Geralmente, não alcançamos mudanças concretas do modo de pensar daqueles que são contrários às nossas idéias nem tão pouco conseguimos fomentar e implementar empreendimentos importantes para a sociedade. Isso porque os candidatos eleitos, fazem apenas o que lhes convém, desviam verbas, ignoram as necessidades básicas do cidadão e insistem em investir apenas nas obras e serviços que destacam sua atuação e/ou financiam sua permanência no poder.
Certo ex-prefeito por dois mandatos em reunião para um novo pleito, foi questionado se um administrado público poderia alegar falta de verbas, por não atender às carências da população, ao que ele respondeu com toda propriedade e diante de uma platéia com mais ou menos, 40 pessoas: 
Não. Qualquer prefeitura é suficientemente capaz de arrecadar recursos e receber repasses que supram perfeitamente as necessidades de um município.
Diante dessas declarações, dos resultados das apurações das auditorias feitas nas prefeituras, diante das promessas vãs dos candidatos a cargos eletivos e diante de tantas impunidades no Brasil afora, é que prefiro concordar plenamente com a pessoa inteligente que citei acima, a política é um câncer incurável, mas não mata! 

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