Aos 86 anos morreu na noite desta terça feira (24), em Vitória da Conquista, o poeta, escritor, cordelista e cantador de viola Fuad
Maron.
Maron é um beduíno nascido à beira do Rio de Contas no então Rio Novo, hoje Ipiaú, em 10 de janeiro de 1927. Filho de Zé Maron e Benigna Brito Maron, criado na fazenda Babilônia, Fuad foi interno do Colégio Clemente Caldas em Nazaré e foi até o curso científico em Salvador. Segundo afirmava, não teve vocação nem persistência para colocar no dedo o anel de doutor. Depois das provas nos embates cotidianos, conseguiu graduar-se na universidade da vida. Do seu convívio com os cantadores de viola nasceu o interesse pela literatura de cordel, tornando-se um cultor inteligente desse gênero literário. Publicou cinco livros abordando o tema: “O Saara Remexido por Cascos de Dromedários”, “Na Vaquejada do Verso”, “Canoeiro do Rio de Contas”, “E não deram um livro ao menino” e “A Viola e Eu”.
Membro da Academia Conquistense de Letras, Casa da Cultura de Conquista, Associação dos Violeiros da Bahia, Associação de Repentistas e Poetas Nordestinos e da Casa da Poesia de Salvador, foi como conhecedor e teórico da Literatura de Cordel e ativista na cantoria de viola que presidiu corpo de jurados de inúmeros festivais e congressos de cantadores de viola, notadamente em Campina
Grande e Feira de Santana.
Como poeta, Fuad Maron exauriu todas as fontes de pesquisas da poesia sertaneja de São José do Egito a Campina Grande e de Caruaru ao Crato, encontrando na influência da música árabe, da melodia espanhola e do fado português a origem da cantoria sertaneja e do aboio dos vaqueiros na caatinga e nos sertões brasileiros.
Entre tantos versos e poemas dirigidos a Marilia sua musa constante, a Eva e Átila, seus filhos queridos, a Euclides Neto entre tantos outros poetas, destaco um especial para homenageá-lo, ressaltando o seu talento que por certo vai embalar criaturas em outras dimensões, fazendo-as enxergar “as nuve lá no céu, fazendo as pirueta, as nuve branca c’as preta, qui nem duas cascavél”. Primo querido, grande poeta. Receba de volta o seu verso predileto: (Bahia em Foco)
“Esta viola que é minha

Tem uma frente amarela
Ela se abraça comigo
Eu me abraço com ela
Ela senta no meu colo
Eu coço a barriga dela”
Maron.
Membro da Academia Conquistense de Letras, Casa da Cultura de Conquista, Associação dos Violeiros da Bahia, Associação de Repentistas e Poetas Nordestinos e da Casa da Poesia de Salvador, foi como conhecedor e teórico da Literatura de Cordel e ativista na cantoria de viola que presidiu corpo de jurados de inúmeros festivais e congressos de cantadores de viola, notadamente em Campina
Como poeta, Fuad Maron exauriu todas as fontes de pesquisas da poesia sertaneja de São José do Egito a Campina Grande e de Caruaru ao Crato, encontrando na influência da música árabe, da melodia espanhola e do fado português a origem da cantoria sertaneja e do aboio dos vaqueiros na caatinga e nos sertões brasileiros.
“Esta viola que é minha
Tem uma frente amarela
Ela se abraça comigo
Eu me abraço com ela
Ela senta no meu colo
Eu coço a barriga dela”
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