quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Jequié: Museu Histórico João Carlos Borges está abandonado, diz jornalista



Em programa radiofônico apresentado hoje(14), pelos jornalistas Ari Moura e Paula Padrão, na Jequié FM, entrou em pauta a problemática pela qual vem passando o setor cultural em Jequié, desta vez, o foco foi o Museu Histórico João Carlos Borges, inaugurado em 2006. Segundo Paula Padrão, que esteve no espaço cultural, uma professora teria ligado para a jornalista, muito sentida, denunciando que o Museu estava fechado e, portanto, não estaria conseguindo levar os alunos para conhecerem um pouco sobre a memória da cidade. Raymundo Meira Magalhães, um dos fundadores do Museu, ligado a ASSAM (Associação dos Amigos do Museu Histórico de Jequié) - entidade de utilidade pública municipal através da Lei nº 1.438 de 23 de abril de 1998 - coincidentemente sancionada pelo então prefeito Roberto Pereira de Britto, está servindo ao espaço cultural sem qualquer contrato junto a Prefeitura de Jequié, que é responsável pela gestão de um dos mais importantes equipamentos culturais da cidade. Apenas duas servidoras do quadro de efetivo encontra-se dando suporte a Meira. Em visita rápida ao Museu, fomos informados por Meira, que falta inclusive água mineral e que os problemas são inúmeros. "Alem de mostrar as fotos e imagens da história de Jequié, Raymundo Meira ilustra muito bem narrando os fatos relacionados a cada foto, é uma pena que ele esteja sendo tão desrespeitado", desabafou Paula Padrão. Ainda no ar, Padrão disse que entrou em contato com a diretoria de Cultura do município, mas não obteve nenhuma informação sobre a questão do Museu.  
Segundo nos conta o artista plástico J. B Pessoa, o Museu de Jequié surgiu do ideal de um grupo de jornalistas liderados por Henrique Meira Magalhães e Adauto Cidreira. Esses dois representantes da imprensa jequieense, tinha tido contato com o Sr. Braz Grillo, que havia guardado um acervo importante sobre Jequié, herdado de seu irmão Vicente Grillo. O Sr. Brás Grillo doou esse acervo, que consistia em várias fotografias, jornais e documentos, à Associação Comercial e Industrial de  Jequié, que tinha como como secretário, o jornalista Raymundo Meira. Nessa época, alguns jornalistas, professores e artistas da terra, manifestou um interesse recíproco, em criar o museu histórico na cidade. (Enfoque Cultural).
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Raymundo Meira é um dos fundadores do Museu de Jequié - Foto: Alysson Andrade
A LEI Nº 1.582/2003 – EM, 28 DE ABRIL DE 2003, DENOMINA O MUSEU DE JEQUIÉ COMO JOÃO CARLOS BORGES, POR IRONIA DO DESTINO, FOI ASSINADA TAMBÉM POR ROBERTO BRITTO, ENTÃO PREFEITO DE JEQUIÉ À EPOCA. Acesse aqui a Lei.

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