Em programa radiofônico apresentado
hoje(14), pelos jornalistas Ari Moura e Paula Padrão, na Jequié FM, entrou em
pauta a problemática pela qual vem passando o setor cultural em Jequié, desta
vez, o foco foi o Museu Histórico João Carlos Borges, inaugurado em 2006.
Segundo Paula Padrão, que esteve no espaço cultural, uma professora teria
ligado para a jornalista, muito sentida, denunciando que o Museu estava fechado
e, portanto, não estaria conseguindo levar os alunos para conhecerem um pouco
sobre a memória da cidade. Raymundo Meira Magalhães, um dos fundadores do
Museu, ligado a ASSAM (Associação dos Amigos do Museu Histórico de Jequié) -
entidade de utilidade pública municipal através da Lei nº 1.438 de 23 de abril
de 1998 - coincidentemente sancionada pelo então prefeito Roberto Pereira de
Britto, está servindo ao espaço cultural sem qualquer contrato junto a
Prefeitura de Jequié, que é responsável pela gestão de um dos mais importantes
equipamentos culturais da cidade. Apenas duas servidoras do quadro de efetivo
encontra-se dando suporte a Meira. Em visita rápida ao Museu, fomos informados
por Meira, que falta inclusive água mineral e que os problemas são inúmeros.
"Alem de mostrar as fotos e imagens da história de Jequié, Raymundo Meira
ilustra muito bem narrando os fatos relacionados a cada foto, é uma pena que
ele esteja sendo tão desrespeitado", desabafou Paula Padrão. Ainda
no ar, Padrão disse que entrou em contato com a diretoria de Cultura do
município, mas não obteve nenhuma informação sobre a questão do
Museu.
Segundo nos conta o artista plástico J.
B Pessoa, o Museu de Jequié surgiu do ideal de um grupo de jornalistas
liderados por Henrique Meira Magalhães e Adauto Cidreira. Esses dois
representantes da imprensa jequieense, tinha tido contato com o Sr. Braz Grillo,
que havia guardado um acervo importante sobre Jequié, herdado de seu irmão
Vicente Grillo. O Sr. Brás Grillo doou esse acervo, que consistia em várias
fotografias, jornais e documentos, à Associação Comercial e Industrial de
Jequié, que tinha como como secretário, o jornalista Raymundo Meira.
Nessa época, alguns jornalistas, professores e artistas da terra, manifestou um
interesse recíproco, em criar o museu histórico na cidade. (Enfoque Cultural).
.![]() |
| Raymundo Meira é um dos fundadores do Museu de Jequié - Foto: Alysson Andrade |
A LEI Nº 1.582/2003 – EM, 28 DE ABRIL DE 2003, DENOMINA O
MUSEU DE JEQUIÉ COMO JOÃO CARLOS BORGES, POR IRONIA DO DESTINO, FOI ASSINADA TAMBÉM POR ROBERTO
BRITTO, ENTÃO PREFEITO DE JEQUIÉ À EPOCA. Acesse aqui a Lei.


Nenhum comentário:
Postar um comentário