Ao que parece, o clima fechou entre o diretor do Hospital Geral Prado Valadares e o secretário de Saúde de Jequié. Em relação à Moção de Repúdio proposta por Ivanilton Cerqueira aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde, em sua última reunião, contra declarações de Gilmar Vasconcelos, este último publicou o seguinte comentário no Gicult: (...) o município de Jequié não tem cumprido suas responsabilidades constantes do Termo de Compromisso de Gestão firmado com o Estado e União, a medida que o Secretário Municipal de Saúde relatou que os prestadores privados não aceitam que o município regule os pacientes a serem internados nas Clínicas Credenciadas e que o problema é da defasagem da Tabela do SUS, e assim os prestadores não têm interesse em vender o Serviço”. Em seguida escreveu: “O que se sabe é que as pessoas estão com seu direito constitucional à Saúde negado, com redução do acesso à internação, consulta ambulatorial, exames e cirurgias eletivas, além do fechamento do Pronto Atendimento municipal”. Segue a nota: “O diretor do HGPV, conhecedor do grave problema que coloca vidas em risco, depois de tentar resolução junto aos gestores municipais sem resposta efetiva, não poderia ficar omisso, independente de qualquer coisa. Somente nos meses de maio e junho deste ano 565 solicitações de vaga no HGPV pelos municípios pactuados com Jequié foram negadas porque não tinha leito disponível. Este agravante é devido ao fato dos demais prestadores não aceitarem regulação, além do fechamento de duas Clínicas para o SUS”. E conclui: “A proposta feita pelo diretor do HGPV na CIR (Comissão Intergestora Regional) foi de que o município monte rede própria para não ficar na dependência de oferta da rede privada. O Sistema Municipal de Saúde precisa regular os leitos, definir fluxo dos usuários na rede, implantar Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Acolher e Classificar Risco dos pacientes atendidos pelo SAMU, Unidades Básicas e PSF dando o encaminhamento correto e ofertar leitos SUS compatíveis com a quantidade de internações vendidas aos municípios através da Programação Pactuada e Integrada (PPI), para evitar superlotação do HGPV e desassistência”. (Souza Andrade).
Pelo visto Gilmar e Ivanilton estão em rota de colisão.
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