sexta-feira, 26 de julho de 2013

Mais três testemunhas foram ouvidas pela CPI da Saúde de Jequié

Primeira testemunha ouvida pela CPI na quinta,25, foi a Sra. Kilma Goreth  ex-Supervisora de Atenção Básica da Saúde
Primeira testemunha ouvida pela CPI na quinta,25, foi a Sra. Kilma Goreth Cerqueira, ex-Supervisora de Atenção Básica da Saúde
Mais três testemunhas convidadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI, instalada na Câmara de Vereadores de Jequié, para apurar suspeitas de falsificações de receituários e solicitações de exames no Centro de Saúde Dr. Sebastião Azevedo, do bairro do Mandacaru, estiveram prestando depoimentos aos vereadores integrantes da comissão, na tarde de quinta-feira (25/7). A primeira testemunha a ser ouvida foi a Sra. Kilma Goreth Oliveira da Silva Cerqueira,  ex-Supervisora de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, esposa do Secretário de Saúde, Dr. Ivanilton José Cerqueira, que confirmou ter recebido os documentos com suspeitas de falsificações, das mãos da enfermeira coordenadora da unidade, Kilza Cristina Bom de Oliveira e entregues ao Secretário, que compareceu à Delegacia Territorial de Polícia, no dia 9 de abril passado e fez o registro da denúncia. Foi inserido na CPI,   o relato de que, em data anterior à denúncia do secretário, chegou a Ouvidoria da Saúde, em 15 de fevereiro deste ano,  uma denúncia anônima com referência as falsificações com  período de incidência entre agosto de 2012 a março de 2013. A ex-Supervisora disse também que após a denúncia do fato na polícia, uma enfermeira de pré-nome Loyana, do PSF Dr. Rubens Xavier, do Alto da Bela Vista, levou ao seu  conhecimento a existência de falsificações semelhantes  naquela unidade.

Ex-estagiária Jucinei Souza negou qualquer participação ou envolvimento no processo
Ex-estagiária Jucinei Souza negou qualquer participação ou envolvimento no processo das falsificações
A segunda testemunha a ser ouvida na sessão de quinta, 25, pela  CPI da saúde, foi a ex-estagiária Jucinei dos Santos Souza, que esteve acompanhada pelo advogado Fernando Vieira Cezimbra. Ela  relatou que trabalhava no posto de saúde do Mandacaru desde julho de 2011, na função recepcionista, no turno matutino, orientando  pacientes sobre as salas de  atendimentos. Negou qualquer participação no preenchimento de receituários, formulários ou em solicitações de remédios. Disse ter ficado surpresa diante  da citação do seu nome no processo. O advogado que a acompanhou disse que a ex-estagiária “diferentemente do que foi noticiado na imprensa”, não compareceu à sessão anterior da CPI, em face de “não ter sido notificada pessoal, o que faz neste momento de maneira legal”. A terceira testemunha,  Dr. José Estelita, médico que trabalhou na unidade de saúde  disse que havia  comparecido anteriormente para prestar esclarecimentos na delegacia de Policia e agora  na CPI, na tentativa de auxiliar  no  esclarecimento sobre o ocorrido.  “Estou na condição de vítima nesse processo, tive minha assinatura falsificada em documentos e o meu carimbo adulterado, inclusive com um erro na quantidade de  números do meu registro no CRM (Conselho Regional de Medicina), no carimbo que foi falsificado”.   Dr. Estelita  demonstrou interesse em fazer esses  esclarecimentos “para dirimir qualquer tipo de dúvida ou interpretação por parte de clientes, amigos ou colegas de trabalho,  a partir da  citação pública do meu nome nessas apurações”. Ele disse que  está aguardando a confirmação de data pelo Departamento de Polícia Tecnica-DPT da 9ª Coorpin, para a realização do exame grafotécnico, análise que fará comprovação da falsificação de sua assinatura nos  receituários e formulários de exames. A terceira reunião da CPI contou com as presenças dos vereadores Joaquim Caires (presidente) e dos membros, Manoel Gomes, Eliezer Fiim, Pé Roxo e Soldado Gilvan, além do vereador Tinho, do Procurador da Câmara,  Cesar Augusto Ribeiro e do Assessor de Plenário Ângelo Menezes. (Jequié Repórter).

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