domingo, 9 de junho de 2013

Escritor Domingos Ailton não mais exercerá função de Representante Territorial de Cultura




Mesmo tendo sido aprovado em primeiro lugar em uma seleção pública e ter  encaminhado  toda documentação exigida, o   escritor e jornalista  Domingos Ailton foi surpreendido na última terça-feira, dia 4 de junho,  com um telefonema da área de Recursos Humanos da Secretaria de Cultura da Bahia informando que ele não irá exercer mais a função de Representante Territorial da Cultura do Território Médio Rio das Contas, uma vez que a Secretaria de Administração da Bahia não efetuou o seu  cadastro alegando que ele já tinha  trabalhado como Reda na função   de professor da UNEB entre os anos de 2006 e 2010 e que seu ingresso foi o mesmo  da função anterior, ou seja, através de análise curricular. “Pode está até na lei, mas é imoral e sem fundamento esse argumento”, afirma Domingos Ailton. “Na UNEB exerci uma função de professor e na Secretaria de Cultura exerceria uma função técnica. Além disso, o meu contrato com a UNEB na condição de professor visitante terminou no início de 2010. Já estamos no meado de 2013, portanto,  são mais de três anos de um contrato para outro. O Estado não permitindo que uma pessoa ingresse duas vezes através  do seu  currículo está prestando  desserviço a produção intelectual e profissional. O que o Estado deveria fazer é criar mecanismos para  evitar que  gente entre pela janela através do apadrinhamento político e fique anos e anos em determinados cargos,  e não impedir que uma pessoa ingresse no serviço público  através dos seus méritos”, ressalta o escritor. Domingos Ailton  recebeu telefonema do  coordenador regional sul da  Secult,  Uilson Pedreira,  pedindo desculpas pelo ocorrido, mas o romancista  não deixou de  criticar  também o  fato da Secretaria de Cultura da Bahia  ter o convocado para assinar contrato, participar de um treinamento de uma semana e delegado tarefas  de articulação com dirigentes dos 16 municípios do Território do Médio Rio das Contas e em seguida o ter o excluído da representação territorial de Cultura. “É como dizia o ex-governador baiano Octávio Mangabeira: ´pense em um absurdo,  na Bahia tem procedência´, infelizmente”,  dispara o jornalista. 



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