Nada é tão ruim que não possa piorar. Se a população, ao longo dos tempos, vem sendo duramente penalizada com a precariedade dos serviços de saúde, os últimos acontecimentos não são nada animadores. Funcionários da área da saúde estão muito insatisfeitos com as recentes medidas adotadas pelo governo Tânia Brito e Sérgio da Gameleira de efetuar o cancelamento de CET (Condições Especiais de Trabalho),RTI (Regime por Tempo Integral) e Horas extras. A prefeitura alega a necessidade de redução de gastos de pessoal. Outro fator apontado é a grave realidade financeira do Município de Jequié. Houve reação. Os protestos começaram na quarta-feira (24/04/13), quando foi realizada uma grande reunião, que foi acompanhada pelo repórter Dell Santos do programa Bom Dia Jequié da Jequié FM 89,7. Ele entrevistou a enfermeira Keila. Segundo ela, a situação é complicada e muita gente está há quatro meses sem receber, vivendo somente de promessas. Também foi falado que unidades de saúde convivem com a falta de material, água, papel higiênico, dentre outros.
A reportagem ouviu também a presidente do Sinserv, Maria Neide Sampaio. “Estamos mobilizando a categoria para uma paralisação e, posteriormente, com certeza, uma greve geral, por conta da suspensão”, informou, demonstrando preocupação, pois sabe que isso vai afetar a população. A dirigente sindical informou ainda que os cortes não afetam apenas os funcionários da saúde, mas também os da secretaria de Infraestrutura. São pedreiros e auxiliares que vem atuando nas reformas das escolas e creches. Neide Sampaio lamentou o fato de a prefeitura contratar assessorias e de nomear pessoal desnecessariamente. Ela citou a nomeação de supervisor de odontologia como exemplo. Para que contratar supervisor se nem material tem para o odontólogo trabalhar? (Souza Andrade).
Presidente do Sinserv, Neide Sampaio. |
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Presidente do Sinserv admite greve geral em Jequié
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