sábado, 30 de março de 2013

Opinião: Funcionando ou interditado Aeroporto de Jequié simboliza o atraso


Aeroporto de Jequié é local de calorosas recepções pela classe política
Aeroporto de Jequié é local de calorosas recepções pela classe política
Por Wilson Novaes Júnior

A notícia que circulou na imprensa local nos últimos dias,  tendo como origememails enviados por internauta, dando conta de que o aeroporto de Jequié estava interditado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e que a recomendação era de que os pousos fossem transferidos para o aeroporto de Ipiau,  repercutiu [o fato] de forma negativa na cidade e,  ecoou com muitos discursos e críticas na Câmara Municipal. Salvo melhor juízo,  o aeroporto Vicente Grillo [que nos perdoe o benemérito doador da área] desde muito tempo que não passa de um símbolo de atraso para nossa terra e nossa gente. O local que há muito tempo se restringe a um campo de pouso e decolagens, permanece em  frontal  desacordo com as normas vigentes da aviação civil, principalmente de segurança, passando apenas, por esporádicos processos de “meia sola”,  autorizados pelos dirigentes públicos municipais,  quando agendada a vinda de algum figurão político.
Uma das pérolas do ex-prefeito Luiz Amaral, em viagem a Salvador, foi  visitar o Derba, no ano de 2010,  para assinar  um documento  no qual,  a prefeitura de Jequié assumia a responsabilidade de administrar e manuter o “terminal aeroviário”. Limpou, mandou plotas e fixou  duas enormes placas, capinou a área, trancou com cadeado e  destinou a guarda municipal para reverzar no  plantão. Na primeira oportunidade,  o local foi destaque na imprensa nacional quando pilotos de uma aeronave tentavam o  acesso de uma ambulância   para transporte de um acidentado e, como o guarda havia deixado local levando a chave do cadeado no bolso, não restou outra alternativa de acesso, não fosse cortar  a tranca com um alicate industrial, sic!
A água da Embasa no  aeroporto está cortada,  faz muito tempo. Os banheiros deteriorados e mal cheirosos, a estrutura física lacrada e empoeirada. Na pista podem ser vistos animais e,  diariamente,  transeuntes a pé  ou em motociclistas atravessando para encurtarem o acesso às suas casas. O muro que circunda, vez por outra, com locais danificados. Faz-se necessário que se reconheça que aquele local, não mais oferece condições para manter  funcionando um aeroporto,  que tenha pretensões comerciais futuras. Admito poder estar errado nessa constatação.  O campo de aviação de Jequié está localizado em meio a muitas casas, com uma cabeceira próxima ao barranco do Rio de Contas [traçado original] e a outra extremidade num local que não permite ampliação, em face de limitar-se com a estação de tratamento de esgotos da Embasa.
No meu entendimento, seria sensato que os nossos dirigentes municipais tomassem a iniciativa de iniciar contatos com  setor especializado da aviação no país,  na tentativa de trazer  equipe técnica para realizar estudo da região, com o propósito de definir uma área, de preferência pública, ou que venha a ser desapropriada, que possa  no futuro ser construído um novo aeroporto, com foco no atendimento a clientes de Jequié e de municípios da região. Lógico que a prefeitura não iria assumir o ônus de construir um novo aeroporto, mas,  poderia fornecer a logística, trazer os técnicos, posteriormente, terraplanar a área escolhida, preservá-la através de lei municipal para não ser invadida pela especulação imobiliária e  dotá-la de condições de urbanismo para o seu acesso. Nada impossível de ser feito. Viria após essa providência  inicial da prefeitura, o empenho das representações políticas junto às esferas estadual e federal,  em busca dos  recursos destinados a execução da obra.
Afora isso, é continuar esse bla-bla-blá que não chega a lugar nenhum e, o aeroporto Vicente Grillo, caso venha  a ser reformado [como estava na previsão do governo] no espaço onde se encontra, voltando ou não a funcionar, continuará sendo apenas um  local inadequado,  onde a classe política  da cidade faz reverencia e recepciona  os “visitantes  ilustres”, em meio a apertos de mãos, abraços, tapinhas nas costas e a disputa de espaço para colocações de faixas com inscrições de boas vindas ou agradecimentos… nem sempre  lidas para quem se  destina…(Jequié Repórter).

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