Por Wilson Novaes Júnior
A notícia que circulou na imprensa local nos últimos dias, tendo como origememails enviados por internauta, dando conta de que o aeroporto de Jequié estava interditado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e que a recomendação era de que os pousos fossem transferidos para o aeroporto de Ipiau, repercutiu [o fato] de forma negativa na cidade e, ecoou com muitos discursos e críticas na Câmara Municipal. Salvo melhor juízo, o aeroporto Vicente Grillo [que nos perdoe o benemérito doador da área] desde muito tempo que não passa de um símbolo de atraso para nossa terra e nossa gente. O local que há muito tempo se restringe a um campo de pouso e decolagens, permanece em frontal desacordo com as normas vigentes da aviação civil, principalmente de segurança, passando apenas, por esporádicos processos de “meia sola”, autorizados pelos dirigentes públicos municipais, quando agendada a vinda de algum figurão político.
Uma das pérolas do ex-prefeito Luiz Amaral, em viagem a Salvador, foi visitar o Derba, no ano de 2010, para assinar um documento no qual, a prefeitura de Jequié assumia a responsabilidade de administrar e manuter o “terminal aeroviário”. Limpou, mandou plotas e fixou duas enormes placas, capinou a área, trancou com cadeado e destinou a guarda municipal para reverzar no plantão. Na primeira oportunidade, o local foi destaque na imprensa nacional quando pilotos de uma aeronave tentavam o acesso de uma ambulância para transporte de um acidentado e, como o guarda havia deixado local levando a chave do cadeado no bolso, não restou outra alternativa de acesso, não fosse cortar a tranca com um alicate industrial, sic!
A água da Embasa no aeroporto está cortada, faz muito tempo. Os banheiros deteriorados e mal cheirosos, a estrutura física lacrada e empoeirada. Na pista podem ser vistos animais e, diariamente, transeuntes a pé ou em motociclistas atravessando para encurtarem o acesso às suas casas. O muro que circunda, vez por outra, com locais danificados. Faz-se necessário que se reconheça que aquele local, não mais oferece condições para manter funcionando um aeroporto, que tenha pretensões comerciais futuras. Admito poder estar errado nessa constatação. O campo de aviação de Jequié está localizado em meio a muitas casas, com uma cabeceira próxima ao barranco do Rio de Contas [traçado original] e a outra extremidade num local que não permite ampliação, em face de limitar-se com a estação de tratamento de esgotos da Embasa.
No meu entendimento, seria sensato que os nossos dirigentes municipais tomassem a iniciativa de iniciar contatos com setor especializado da aviação no país, na tentativa de trazer equipe técnica para realizar estudo da região, com o propósito de definir uma área, de preferência pública, ou que venha a ser desapropriada, que possa no futuro ser construído um novo aeroporto, com foco no atendimento a clientes de Jequié e de municípios da região. Lógico que a prefeitura não iria assumir o ônus de construir um novo aeroporto, mas, poderia fornecer a logística, trazer os técnicos, posteriormente, terraplanar a área escolhida, preservá-la através de lei municipal para não ser invadida pela especulação imobiliária e dotá-la de condições de urbanismo para o seu acesso. Nada impossível de ser feito. Viria após essa providência inicial da prefeitura, o empenho das representações políticas junto às esferas estadual e federal, em busca dos recursos destinados a execução da obra.
Afora isso, é continuar esse bla-bla-blá que não chega a lugar nenhum e, o aeroporto Vicente Grillo, caso venha a ser reformado [como estava na previsão do governo] no espaço onde se encontra, voltando ou não a funcionar, continuará sendo apenas um local inadequado, onde a classe política da cidade faz reverencia e recepciona os “visitantes ilustres”, em meio a apertos de mãos, abraços, tapinhas nas costas e a disputa de espaço para colocações de faixas com inscrições de boas vindas ou agradecimentos… nem sempre lidas para quem se destina…(Jequié Repórter).
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