Carlos Éden Meira*
Em
outubro de 1966, (quarenta e sete anos atrás), era inaugurado na Avenida Rio
Branco, o Viaduto Daniel Andrade. A obra, entretanto, apesar de sua importância
no sentido de facilitar o tráfego de veículos, já que antes havia ali uma
íngreme ladeira, cuja parte mais alta era quase inacessível a veículos mais
pesados, não foi construída dentro dos padrões de segurança necessários para um
viaduto que passa dentro de uma área residencial. Suas proteções laterais são
feitas com canos de ferro presos em pequenas colunas de cimento armado, cuja
distância de um cano para outro deixa uma grande abertura, por onde uma criança
pode passar facilmente, com enorme risco de cair.
Mesmo uma pessoa adulta, no caso de uma queda
na calçada lateral, se o corpo rolar, também passa por baixo do cano facilmente.
A altura do parapeito da ponte também, não oferece segurança já que fica abaixo da barriga de um adulto, quando deveria
ser à altura do peito, pois, como o próprio nome já diz: “parapeito”. Dizem que
esses complementos da obra eram provisórios, feitos para a inauguração em fim
de mandato, e que o próximo prefeito concluiria a construção, mas, estão lá até
hoje! As laterais do viaduto são verdadeiras pistas de rolagem de motos, desgastando
e destruindo a calçada, cujos pedaços de cimento e pedras da pavimentação
solta, resvalam nos pneus das motos quando passam, e se precipitam pelas
aberturas, caindo perigosamente de uma altura de uns sete metros na parte de
baixo da ponte, com enorme risco de atingir quem passa, conforme já pudemos
observar inúmeras vezes.
Além disso, o sistema de escoamento de águas
pluviais em épocas de chuvas fortes, praticamente não funciona, formando uma
verdadeira piscina sobre a ponte. Este acúmulo de água, dependendo do tempo de
permanência, pode obviamente provocar a proliferação de mosquitos nocivos à
saúde. Ao longo dos anos, fizemos diversas matérias sobre o assunto, as quais
foram publicadas em vários jornais e revistas locais, inclusive, no jornal “A Tarde”.
Felizmente,
durante a administração de Reinaldo Pinheiro, foi feito um reparo nas rachaduras
das pequenas colunas laterais, e colocados os ferros que faltavam. Depois
disto, nada mais foi feito. Acreditamos que em regiões politicamente e socialmente
mais evoluídas, uma construção irregular como esta não permaneceria desta
forma. Confiamos na nova administração municipal, no sentido de que possa fazer
algo para pelos menos diminuir os riscos aqui referidos, caso não haja
condições para uma reforma completa na citada obra.
*Carlos Éden Meira – jornalista e
cartunista

Nenhum comentário:
Postar um comentário