Postado por Wilson Novaes
A exposição itinerante “Corredor da História” está em Jequié, aberta à visitação pública a partir das 14h de quarta-feira (24/10) no Palácio das Artes até o dia 28/10. Ainda na quarta (24) haverá palestra às 19h e show instrumental às 20h. A exposição conta a história do Trio Elétrico, desde a invenção do “Pau Elétrico”, por Dodô e Osmar, em 1942, até os dias de hoje. A realização é do Ministério da Cultura e do FazCultura do Governo do Estado da Bahia. A história começa com a amizade de Dodô e Osmar, em 1939. Logo depois, surge o grupo musical “Três e Meio” e em seguida o “Pau Elétrico”, instrumento de madeira maciça que evitava a microfonia, permitindo que os músicos ligassem os aparelhos na eletricidade. Com o tempo, o “Pau Elétrico” foi sendo modificado até que tomou a forma de uma guitarra. Foi assim que, na década de 70, Armandinho Macedo batizou de Guitarra Baiana, por ser um instrumento inventado e produzido na Bahia. Segundo Aroldo Macedo, filho de Osmar e curador da exposição, a história do Trio Elétrico é fascinante e cheia de curiosidades. Pouca gente sabe, por exemplo, que quando a Fobica saiu nas ruas pela primeira vez, ela desceu a Rua Chile e acabou subindo a Avenida Sete de Setembro, na contramão, encontrando pela frente o Clube Fantoches da Euterpe, até então o bloco mais tradicional do Carnaval de Salvador. Outro fato interessante é o nome “Trio Elétrico”, que surgiu do conjunto musical formado por Osmar, Dodô e Temístocles Aragão, em 1950. Como os três tocavam instrumentos elétricos, que era a grande novidade da época, o nome surgiu para identificar o conjunto, e foi esse trio que desfilou em cima de um carro pela primeira vez.
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